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2006 x 2007



Término de 2006. Para alguns, alegrias, sucessos, saúde, lucros, carros, casa, aviões, férias e tudo o mais que se relacione com a parte econômico-financeira.

Para a maioria, sofrimento, angústias, falta de moradia, de segurança, de trabalho, endividamentos, doenças, raiva, rancor por ver tantos absurdos de corrupção, tantas injustiças, seus sonhos não realizados, doenças, falecimentos e assim por diante,
aumentando não somente na estatística a diferença social mais o pior: o rancor, a inveja e o ódio da maioria contra a minoria.

De uma forma ou de outra não devemos ficar presos a nenhuma das hipóteses, pois o que passou, passou.

Iniciando 2007, há a necessidade de pararmos todos por uns instantes e passarmos a refletir sobre o porquê dessas diferenças independentemente do que possam nos indicar nossos astrólogos, nossas crenças, nossos conceitos. Não é possível que se possa continuar por muito tempo a pensar que se tudo correu muito bem para mim pouco importam os outros.

Somos um Todo. Se não iniciarmos, como já existem, grupos de voluntários que se dediquem aos necessitados, aos aflitos, aos sofredores, aos famintos, aos sem-teto, sem trabalho, ao mesmo pensamento e tomarmos atitudes de passarmos a olhar para os lados não com receio de quem possa estar nos espreitando, mas, sim, para verificarmos o que nosso vizinho necessita, que seja apenas uma palavra de conforto, de ânimo, um prato de comida ou uma ajuda que seja financeira, de trabalho, uma roupa que não usamos. Não se pode é ficar em num cantinho achando que dessa forma não estamos ajudando em nada, mas também não estamos prejudicando a ninguém. É um grande erro.

A desigualdade social está alastrando um desamor imenso entre essas classes favorecendo cada vez mais a insegurança, a violação dos direitos inalienáveis de cada um, levando à conclusão de que existe justiça de direito, mas não de fato, pois somente é utilizada para os menos favorecidos e isso aumenta o sentimento, em determinado segmento da sociedade, de raiva, de ódio e a vontade de agir a seu bel prazer desprezando as leis e a ordem.

É necessário que não alguns, mas todos os que possam financeiramente, independentes de governantes ou governo, juntarem-se aos que já se dedicam a esse campo, fortalecendo-os para que abram mais ambientes onde as crianças possam estar estudando, se divertindo, praticando esportes, aprendendo algo que possa lhes proporcionar um trabalho digno, formando profissionais, atletas para o País e futuros chefes de famílias e não recrutados para os vícios, para o tráfico.

É claro que sou a favor de que estes mesmos Industriais, Financistas, Empresários contribuam com o Atletismo e com a Cultura conforme já vem sendo feito há anos. Urge, todavia, que de imediato sejam investidos em áreas gerais e não somente nas grandes metrópoles e sem que a população tenha acompanhamento destes investimentos.

Pois o que vemos são determinadas categorias especiais, que muitas vezes podem por si mesmas subsistir, serem aquinhoadas por Industriais, Empresários, Financistas com o pensamento exclusivamente do retorno econômico para seus patrocinadores. Há que se tomar a decisão de imediato: se desejamos ter segurança, saúde, nível cultural, respeito às instituições faz-se necessário que esses Empresários tomem as rédeas de investir maciçamente para que haja uma pequena diminuição dessa imensa desigualdade social, em caráter de urgência.

Não adianta ter lucros fabulosos, carros importados, barcos, jatos, e viver cercado de seguranças, pois certamente estes não irão reter a multidão que passa fome, que não tem um emprego, um pai que não tem nada para o sustento de seus familiares.

Enquanto não ocorrer uma iniciativa para diminuir essa desigualdade, veremos a cada instante criarem-se novos marginais, mais insegurança e aí, mais presídios, mais polícia, mais guerras!

Parem, pensem se realmente vale a pena continuar com este conceito empregado até então ou tomem os caminhos necessários que somente a sociedade poderá chegar ao final de 2007 com menos temor, mais trabalho, menos grades elétricas, mais riquezas, menos desemprego, mais produção, menos marginais, mais atletas, mais profissionais, mais cultura e finalmente, um pouco de PAZ para todos.

Isso se chamará AMOR!

Antonio Carlos Evangelista
acevan
https://www.somostodosum.com.br/b.asp?i=7085

Texto revisado por Cris
Publicado dia 30/12/2006

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