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Porque não comer carne, segundo um texto psicografado no século 19



O livro “A Dweller on Two Planets” ou, em Português, “Um duelador em dois planetas”, é um dos mais importantes textos do século 19. O livro foi psicografado por Frederick S. Oliver, que nasceu em Washington, EUA, em 1866 e que veio para a cidade de Yreka, na California, com seus pais quando tinha 2 anos de idade.

Oliver começou a escrever este livro quando tinha 18 anos, em 1883, enquanto criava vacas e procurava ouro como todo mundo na Califórnia nesta época. Desde esta época, ele trabalhava incontrolavelmente em seus cadernos. Saia correndo para casa, aterrorizado, então se sentava e deixava sua mão escrever. Esta escrita automática continuou por muitos anos, redigia várias páginas por vez. Completou o livro em 1886 e morreu com 33 anos em 1899.

O livro “A Dweller on Two Planets” foi finalmente publicado em 1905, por sua mãe, Mary Elizabeth Manley-Oliver. Esta obra representa um esforço gigantesto para um adolescente que vivia na zona rural da Califórnia no período pós-corrida do ouro. Apesar de ser, literariamente falando, fraco em muitos sentidos, os detalhes da narrativa revelam um autor extremamente culto e inteligente, apesar de ser um autor inexperiente. A rítmica e o posicionamento são irregulares, os personagens são mal concebidos, entretanto é um grande ensaio de conceitos e idéias filosóficas.

O brilho real deste livro, portanto, é ser uma obra psicografada mostrando em particular um retrato da vida em Atlântida e no pós-vida terrena. O livro mostra em detalhes coisas como antigravidade, transporte de massa, o emprego da energia do “lado negro” (lembra Star Wars?) e dispositivos como máquinas de escrever controladas pela voz. As naves voadoras Atlantianas em formado de charuto e com grande capacidade, chamadas de “Vailx”, têm uma grande semelhança com os OVNIS vistos frequentemente ao redor do mundo atual.

Em relação à vida no plano astral, merece destaque o paraíso personalizado que cada pessoa constrói para si, como se fosse uma realidade virtual, de acordo com seu nível de entendimento, anseios e desejos.

O livro é amplamente reconhecido como fonte de material para muitas gerações de movimentos ocultos e pesquisadores, mais recentemente com o chamado “New Age”. Ele é a fonte das idéias de que haveria um santuário oculto perto do Monte Shasta, onde viveu Frederick. Também foi um dos primeiros a propor o conceito de que a “América é a moderna Atlântida”, conceito este que depois foi adotado por escritores como Manly P. Hall e que encontra respaldo nas premonições do famoso médium, também Americano, Edgar Cayce que vive no início do século XX.

A seguir temos a tradução de um pequeno trecho do livro, onde é narrada uma aula entre um mestre e o autor espiritual do livro, que se autodenomina “Phylos”, as razões energéticas e espirituais pelas quais não devemos nos alimentar de carne.

Acompanhe:

(Pág. 345)
O mestre sentou-se em um banco acima de mim, perto o suficiente para me tocar. Ele plantou uma semente e colocou suas mãos sobre ela, com as palmas da mão para baixo. A semente cresceu rápido, e logo chegou até a altura de nossas cabeças. Frutas parecidas com banana apareceram acima de suas folhas grandes. Ele pegou algumas das frutas e as comeu.

Depois disse:

-- Veja, Phylos, assim é a vida da planta. Você tinha me dito: “Porque não pegar a vida animal para nutrir nossos corpos?” e “Se fosse errado tirar a vida dos animais, não seria errado também fazer isto com os vegetais?”.

Meu filho, em todas as formas, mineral, vegetal ou animal, existe também um campo espiritual; a forma-matéria é nada além de uma vestimenta para o astral, e isto é a alma. Assim, existirá alma de plantas, alma de animais, almas de humanos, todas filhas de nosso Pai, mas que não podem evoluir uma na outra em qualquer período da atividade planetária; mas todo progresso se dá em direção ao criador à medida em que as plantas crescem em direção ao Criador.

Nenhum homem pode fazer com que exista uma alma de planta mas, se ele souber a Lei, poderá achar uma alma de planta e dar-lhe um formato de planta. Este homem poderia – EU posso – fazer surgir desta forma uma alma de planta. É uma experiência simples; começa pela semeadura, pelo crescimento do corpo da planta jovem, seu amadurecimento, sua reprodução, florecimento, aparecimento dos frutos e de novas sementes, sete ações simples.

Eu posso fazer tudo isto rapidamente, em apenas alguns minutos. Com isto, darei à alma de planta sua pequena experiência. Se deixada sozinha, ela não terá outras experiências, vai morrer, sua última experiência em sua vivência pela terra. Muito bem; eu pego este corpo, sem esquecer de nenhum dos processos necessários.

Virtualmente é o meu corpo e minha própria carne, pois eu a fiz e entreguei à alma de planta. Para fora de mim saiu a energia para fazê-lo. Reverto o processo, comendo a planta, e para mim retorna a minha própria energia. Mas nenhum homem pode prever as experiências que cada dia, hora e minuto trazem para uma alma animal, sendo que todo e cada dia são necessários, para que esta alma cresça em direção ao Eterno, e cada experiência é uma ligação de responsabilidade, formando um karma que levará esta alma animal para uma nova vida encarnada.

Mate esta vida, e você não poderá compensá-la pelas suas oportunidades, mas a uma planta você pode. A compensação é a lei de Deus. Se você faz uma coisa que você não pode compensar, isto será um pecado, mas se você puder fazer o balanço apropriado, então não será.

Assim, o Mestre de Nazaré não cometeu pecado quando encheu a rede dos pescadores, mas você sim teria pecado ao fazer o mesmo, pois em você ainda não se manifestou a junção com o Ser Espiritual, ainda não se tornou um com Ele. Como você não pode compensar uma alma animal por sua vida corporal, estaria cometendo um pecado ao matar. E a carne está empregnada em razão deste pecado, digo em verdade, se você cometer este pecado, deve pagar a pena.

Nenhum carniceiro pode ver Deus em Seu Reinado: precisa primeiro parar de ser um carniceiro para só então ter a esperança de conhecer o reino oculto que é Seu reinado (de Deus).

O mestre se levantou, fiz o mesmo. Ele pôs um dos braços ao meu redor e disse:

-- “Meu filho, o deserto está aos seus pés. Suas areias quentes vão maltratar a sola de seus pés, mas também vai chamar a atenção de sua intuição, que revelará o Deus que está dentro de sua alma, então poderá sair daquele deserto. Se você se mantiver confiável até sua morte, então ganhará de nosso Pai uma coroa da vida”.

Publicado dia 9/3/2007
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