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Qual a imagem de Deus?



Nos anos 70, em uma escola primária, pediram aos alunos que desenhassem Deus. Não haveria nota ou classificação; desenho livre. Mais da metade desenhou um crucifixo.
Dois desenharam um triângulo: um com nuvens e outro com um olho em seu interior.
Alguns desenharam o céu, com nuvens, e outro não desenhou nada: "Deus é invisível e por isso ninguém nunca viu".

É próprio do ser humano necessitar de uma imagem, ou algo visível, para onde possa dirigir suas orações e seu pedidos.
Desde o selvagem, que no início adorava o sol, fonte de toda vida para ele, e que com o evoluir de sua Consciência transferiu sua adoração ao disco de luz no céu, para o Criador do disco. Mas que na falta de uma imagem para simbolizá- Lo continuou a desenhar o sol, representando o criador através do que seria sua maior criação, em seu tosco entendimento.
E quantos "bezerros de ouro" e outras imagens foram adorados ao longo da história da humanidade, em todo o planeta.

Diversos povos, em sua evolução, ao se aprofundarem em seus estudos astrológicos, desde o Egito antigo até na América dos maias e astecas, se maravilharam com o concerto dos astros, com suas trajetórias prevísíveis e perfeitas. No período helênico, com os estudos da geometria e construções, definiram que o construtor de tão perfeito Universo era o maior de todos os arquitetos, e representaram-No com um triângulo com um olho no centro: "o olho que tudo vê".

Muitos povos, na falta de uma imagem definida do Criador, e com a necessidade natural do ser humano de orar para algo visível, adotaram imagens de vários mestres iluminados que o Altíssimo, de tempos em tempos nos envia.
Entre nós, ocidentais, o mais querido e conhecido é Jesus de Nazaré,que teve agregado ao seu nome a palavra Cristo, provavelmente do grego Kristós, o enviado, o escolhido.

Embora nenhum deles tenha criado uma religião no período que passaram entre nós, após suas idas criaram-se religiões baseadas em seus ensinamentos. E nessas, geralmente, profusão de imagens, inclusive de outros seres humanos, mestres ascensionados ou não, que no entendimento de quem faz a oração, poderiam encaminhar seus rogos ao Altíssimo. Seriam intermediários até Deus.

E agora, numa Nova Era, o despertar da Consciência individual nos alerta para o fato de que cada qual somos uma continuação desse Feixe Divino de vida e energia, e como co-criadores da existência (outro nome de livre arbítrio), podemos e devems nos dirigir diretamente à Fonte Divina da qual fazemos parte e à qual estamos diretamente ligados, sem necessidade de intermediações.

E quando fazemos isso e dirigimos nossas preces ao centro desse conjunto uno que somos todos nós, que imagem vem à nossa mente? E há necessidade, realmente, de uma imagem para orarmos? Ela pode ser individual? Pode ser única, numa oração em grupo?

Certamente, ao orarmos com fé, a energização do feixe que nos liga ao Centro Vital se dará, independente das imagens que nossa mente criar.

A energia que emana de uma consciência em expansão provavelmente independe das imagens formadas na mente ligada a essa consciência. Mas claro que a mentalização de imagens (luzes ou cores) facilitam nossa concentração em orações.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 11/1/2007

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