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A doença da humanidade


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Muito se tem falado hoje em dia sobre a origem real das doenças físicas, ou melhor dito, as manifestações patológicas que surgem em nosso corpo físico. Alguns médicos da Medicina tradicional ainda relutam em aceitar e integrar ao seu cotidiano novas maneiras de avaliar a doença, movidos por um receio difícil de entender. Teimosamente, preferem deixar isso completamente de lado, ou a cargo dos psicólogos e psiquiatras. Mas outros já estão se abrindo para a Medicina do futuro e estendendo seus raciocínios para a integração Espírito-Mente-Corpo, a união das várias maneiras de ajudar um doente.

Mas, embora mesmo entre os leigos, já se acredite na gênese ou, pelo menos, na grande influência do nosso jeito de ser em nossas doenças físicas, poucas pessoas entendem como isso acontece. E os raciocínios simplistas são de que o nervosismo tem relação com a gastrite, os problemas afetivos com o infarto do miocárdio etc..

Os nossos pensamentos e sentimentos, as nossas características de personalidade e o nosso modo de viver são os causadores das chamadas “doenças físicas". E, então, é óbvio que os tratamentos tradicionais endereçados apenas ao corpo físico, seus órgãos e partes, não podem ter uma ação realmente curativa, e é o que se observa na prática médica tradicional, ortodoxa. Mas não queremos com isso criticar a Medicina tradicional, pelo contrário, reconhecemos nela uma eficiência inigualável nas urgências e emergências. Pretendemos apenas endereçar aos seus praticantes uma mensagem de ampliação de seus conhecimentos, rumo ao “invisível", aos métodos energéticos de investigação e cura, que é o ofício das terapias “alternativas”. Não se trata de negação ou combate ao pensar ortodoxo e, sim, uma nova onda de aprofundamento, de continuação de seus postulados, um sopro novo que abre enormes possibilidades ao médico e aos terapeutas em geral. É uma continuação, uma ampliação do conhecimento e não uma negação ou uma disputa.

Sendo as doenças provocadas originalmente em nossos pensamentos e sentimentos, a verdadeira cura tem que se endereçar a esses efeitos primários. A doença deve ser vista como a conseqüência de um equívoco, de um erro, e apenas a correção pode propiciar a verdadeira cura. Esse erro, na maior parte das vezes, vem de uma falta de sintonia da nossa personalidade encarnada com a nossa Essência, ou seja, os raciocínios, modos de sentir e de agir, enquanto aqui encarnados, não têm uma concordância com o nosso bem supremo. Essas "infrações" repercutem energeticamente nos corpos sutis e daí, em seguida, no corpo físico. A cura real, íntima, vem da retificacão dessas questões patogênicas e isso pode ser atingido por um trabalho profundo de autoconhecimento, de interiorização, e um aprofundamento nas questões espirituais.

Se a doença vem da raiva e atinge, por exemplo, o fígado, a vesícula biliar ou o cérebro, a cura da raiva pode ocasionar a cura da repercussão física, mas, principalmente, curar o corpo emocional e o corpo mental e isso é o mais importante, pois são esses corpos que permanecerão conosco depois do desencarne e ao reencarnarmos novamente. Isso é uma verdadeira cura, enquanto que uma “cura" dos órgãos afetados ou uma extirpação cirúrgica é um modo caridoso de tratar, mas paliativo. Nunca devemos nos esquecer que o único corpo descartável que possuímos é o corpo físico, que deve ser bem tratado e cuidado, mas não pode se constituir no enfoque principal dos métodos de cura. Os corpos que permanecerão conosco devem merecer a nossa atenção, no meu modo de ver, até mais do que o corpo visível.

Se a doença vem da mágoa, do ressentimento, da tristeza, dos medos, da falta de confiança, do orgulho, da vaidade, etc., é isso que deve ser curado. Dependendo da expectativa do profissional de cura, o enfoque visará "curar" apenas o corpo físico ou os corpos mais sutis com repercussão no físico.

A grande causa da doença da humanidade encarnada é esquecer que está aqui de passagem, em busca da melhoria de certas características que ainda necessitam do confronto com as situações da vida encarnada para a sua exteriorização. E, então, viver como se realmente tivéssemos nascido (a chegada) e fôssemos morrer (a saída), sem saber que a nossa maneira de pensar e de sentir já são nossas há muito tempo, de antes de aqui chegarmos, e que quando são negativas e prejudiciais estão nos revelando claramente o que descemos para curar, faz com que a personalidade encarnada viva quase de uma maneira ilusória, apegada à superficialidade das coisas, interessada mais em aspectos fúteis e vazios, temporários e sem importância, quando deveria endereçar sua atenção e seu foco existencial ao verdadeiro objetivo de sua breve estadia nesse plano terreno: a correção de suas imperfeições.

Esse erro de enfoque faz com que geralmente o que viemos para curar, a raiva, a tristeza, a mágoa, o egoísmo, etc., permaneça em nossos corpos emocional e mental, e, pior, muitas vezes até amplificados por novos erros e enganos. A doença do ser humano é a mesma doença da humanidade, a falta da verdadeira visão sobre suas questões profundas e transcendentais. E, a par dos enormes benefícios da Medicina alopática, ela tem um aspecto muito prejudicial, em nível consciencial, que é alienar o doente de seus processos patológicos, transformando-o numa vítima da doença e não um participante ativo de todo o processo. Não é uma questão de culpa por sua doença e, sim, de responsabilidade. O doente revela-se em sua doença, ele e a sua doença são a mesma coisa. Por isso, a cura das doenças do Homem virá junto com a cura da distorcida visão da humanidade, em relação a essas questões. A seu tempo, em alguns séculos, isso irá se formatando e teremos um dia um novo Homem encarnado sobre a Terra, construindo um mundo de amor, de paz e de progresso, criando consigo a verdadeira justiça, a fraternidade e a igualdade. Nesse dia, as doenças físicas serão raras, pois estarão praticamente curadas num nível sutil, de pensamentos e sentimentos.

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