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Certo ou errado?

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 19/9/2008 em Vidas Passadas

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Já ouvi inúmeras vezes que cada um tem a sua verdade e isso já me causou muita irritação porque acredito que cada um tem a sua forma de vê-la, mas a verdade pura é imutável. Não podemos manipular o destino para que as coisas sejam como desejamos e nem podemos ficar com raiva quando a vida não nos oferece aquilo que queremos.

A verdade por mais dolorida que seja é libertadora, é um estado de consciência acima do bem e do mal. A verdade mesmo quando vem contra nossas expectativas nos liberta, pois quando tememos muito alguma coisa e afinal o nosso temor se configura num fato real, incrivelmente nos libertamos.

“O pior aconteceu...” Com esta frase, conheci Gilvana que me relatou a traição do marido. Ela estava tão perturbada com o assunto que logo foi escancarando sua dor dizendo que a traição era um desafio constante na sua vida e que justamente por isso estava procurando Vidas Passadas. Ela queria entender porque sempre aconteciam situações de traição. Este fato permeava toda sua história. No trabalho, ela se sentia traída quando uma outra pessoa recebia um aumento; na vida pessoal, quando uma amiga deixava de contar algo que ela imaginava ter que saber antes do assunto ser público; enfim, esta moça sofria porque se sentia deixada de lado em todos os momentos. Não se tratava apenas de uma traição amorosa que já seria muito dolorosa. As traições estavam relacionadas às expectativas que ela gerava a respeito do mundo à sua volta e do efetivo resultado das coisas.

Gilvana se sentia traída de todos os lados e a gota da água foi a atitude do marido, mas a dor era antiga e recorrente.
Na mesma semana, envolvida no trabalho social que desenvolvo com meus clientes, tínhamos uma visita marcada a um dos abrigos de crianças que ajudamos. Como eles haviam mudado de casa fomos visitar as novas instalações levando os brinquedos doados para as crianças de zero a 6 anos. O local muito limpo e bem cuidado estava primorosamente preparado para receber os pequeninos. Mas, devo confessar que achei tudo meio frio. Na verdade, só poderia ser frio porque ali estariam abrigadas crianças sem lar. Porém, minha percepção estava acostumada com a realidade do outro abrigo onde os pequenos dividem espaço com crianças e adolescentes numa casa que se propõe a dar um “lar” para eles e não apenas em cuidá-los e abrigá-los.

Vendo e comparando as duas instituições, não poderia dizer que a direção de uma das casas estava certa em acolher apenas os pequeninos e a outra errada em abrigar crianças e adolescentes, porque minha simpatia me leva a assumir que um jeito de encarar a vida é melhor que o outro. Ambas as instituições estão corretas cada uma com o seu foco e com a sua maneira de ver a vida e encarar os problemas porque são administradas por seres humanos diferentes. Porque cada um de nós tem uma forma de ver a vida. E cada um de nós deve ter a sua individualidade respeitada.

Você, amigo leitor, pode estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com a história de Gilvana e as traições. Pois bem, Gilvana estava tentando impor à vida e às pessoas a sua percepção. Por isso, sentia-se traída quando as coisas não aconteciam do seu jeito. Tratando sua energia e conversando abertamente sobre seus desafios de convivência fomos descortinando suas áreas obscuras. No caso do marido, a relação já estava estranha há bastante tempo e ela tentava em vão mostrar para o marido o quanto poderiam ser felizes juntos se ele mudasse algumas coisinhas... Ela esperava que ele desse mais valor à presença dela em sua vida e deixasse de lado os amigos, queria também que ele não viajasse tanto a trabalho o que era praticamente impossível. Assim, viviam brigando por coisas corriqueiras e a traição não foi exatamente uma novidade, apenas a constatação que de fato as coisas não estavam bem.

Também com relação às amizades a forma de Gilvana ver a vida interferia profundamente nas decepções com as pessoas. Muito amorosa e disponível essa moça sensível abria as portas da sua vida e da sua intimidade rápido demais e, conseqüentemente, decepcionava-se com as amigas... Deixando claro que havia uma grande necessidade de trabalhar questões de auto-estima.

Em Vidas Passadas, apareceram existências de abandono o que ajudou a comprovar o fato de que era extremamente importante que essa moça tivesse mais paciência em se relacionar com as pessoas e com a vida, sem correr atrás de carinho e atenção a qualquer custo.

Ela compreendeu que se não nos amarmos, ninguém nos amará. Para a vida dar certo precisamos saber quem somos e deixar de querer compensar a carência ou a sensação de abandono aceitando as coisas e as pessoas de qualquer jeito.

O tempo todo somos convidados a fazer escolhas e nos deparamos com o certo e errado. Se estamos conectados à fonte divina, em nosso interior, com certeza, teremos luz para saber discernir de fato o que é correto e o que desejamos que aconteça do nosso jeito...

Boa sorte para todos nós.

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Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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