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Cultuando Cemitérios

por Bruno J. Gimenes

Publicado dia 1/8/2008 em Vidas Passadas

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Aprendemos na escola que nada se cria ou nada se perde, que tudo se transforma. Outro aprendizado é que neste mundo existe matéria e energia. Matéria é energia agrupada em diferentes estados de condensação. Logo, tudo é energia, só que organizada em diferentes formas.

A energia não se perde - também aprendemos isso na escola! - ela se transforma. E isso não é uma teoria ou constatação minha, é um fato consumado para a ciência, já há muito tempo. Pois é, então o que dizer da morte? Não estou aqui querendo definir a morte e todos os processos envolvidos... Quero comentar que não dá para aceitar que a morte seja o fim. Falo isso não só por minha experiência de consultório quando vejo as pessoas em suas regressões constatando que a morte não é o fim. Falo agora com a ótica da ciência. Para onde vai a energia condensada em uma pessoa após sua morte? Se nada se perde e tudo se transforma, com a morte, a matéria condensada tende a se transformar.

Outra coisa muito intrigante e natural: tudo é cíclico. Tudo! O sol nasce e morre ciclicamente, todos os dias. Nas plantas, uma semente com os anos se torna árvore, essa árvore gera sementes, essa semente é germinada, de novo vira uma árvore, e assim ciclicamente. Aprendi também na escola sobre os vários ciclos. O ciclo da água, por exemplo, a chuva que abastece os rios ou os lençóis freáticos, mas que evaporam e mais tarde se tornam chuva novamente, e assim ciclicamente. A natureza nos apresenta a primavera, verão, outono e inverno, ciclicamente, todos e todos os anos, não é mesmo?

Pois, então, pergunto: por que a morte seria o fim? Por que acreditar que somente os seres humanos não obedeceriam a essa natureza?

Por último, se nada se perde e tudo se transforma, e a nossa natureza é cíclica, meu Deus! Então, é claro que nossa consciência não morre... Da mesma maneira que o Sol não morre, mas se recolhe no final do seu ciclo. E renasce todos os dias no início de um novo ciclo. E se eu não me engano isso vem acontecendo “desde que me conheço por gente”.

Falo sobre esse tema simplesmente para alertar que no cemitério não tem nada, senão uma atmosfera densificada pelas emoções negativas das pessoas que sofrem pela perda de seus entes queridos. Reconheço plenamente a função do cemitério na nossa sociedade, por isso não comento com a intenção de criticar esse local. Quero apenas alertar para o fato de que se você for realmente uma pessoa espiritualizada, não existe propósito algum em ir visitar periodicamente o túmulo de um ente querido. A consciência do desencarnado não está lá, sua alma não está lá, e sim apenas os expurgos do corpo físico que ajudaram esse ser a se purificar.

A mãe-Terra realiza um excelente papel. Mesmo cansada e debilitada por nossas crueldades antiecológicas, ela ainda resiste bravamente e se encarrega de transmutar o sobrepeso da alma, manifestada no veículo carnal, que agora em total processo metabólico, se encarrega de ser assimilado pelo valente veículo mineral.

O que fazer em um cemitério, então? O espírito da pessoa definitivamente não está lá, pelo menos não deveria estar... Se você quer conversar com esse ente querido, faça isso em suas orações. Mas converse com a consciência de que esse espírito vive em uma outra forma energética, em outra dimensão apenas e que pela natureza do universo e sua genialidade, em um outro momento provavelmente, esse sistema cíclico perfeito, vai se encarregar de juntá-lo a esse espírito de novo. E caso você tenha o costume de conversar mentalmente com alguém desencarnado, pois considera que ele pode ouvi-lo, mais um motivo para você não precisar ir ao cemitério.

Fica aqui uma advertência: se você tem o costume de se referir a alguém desencarnado como se esse espírito o estivesse ouvindo plenamente, por favor, cuide para ser alguém “gente boa”. Imagine que um de seus amigos, digo qualquer pessoa de seu convívio, inventasse de ficar se lamentando o dia inteiro para você! Reclamando da vida, chorando de tristeza, ou carência, ou saudade, ou abandono ou depressão, etc. Ninguém merece, não é? A gente tem que ter compaixão por pessoas desse tipo e, se possível, procurar ajudá-las, mas, sinceramente, exige uma carga extra de amor e paciência, pois se tornam pessoas desagradáveis e cansativas. Pois, então, se você acha que uma pessoa desencarnada pode senti-lo ou captar as ondas do seu pensamento, imagine que nocivo para a evolução dela (que por hora vive em outra sintonia), essa emanação de lixo emocional e psíquico! Essa chuva de lamentações involuídas contribui apenas para gerar mais sofrimento, senão para o desencarnado que recebe a pulsação desses sentimentos, também para a pessoa que gera. Ninguém ganha com esse comportamento, nem quem tem saudade e chora, nem o desencarnado que acaba se sentindo mais pesado e por isso não se liberta da terceira dimensão, tampouco o universo, que sofre conseqüentemente com a nossa ignorância consciencial.

Não estou ignorando a saudade, os sentimentos naturais, tampouco dizendo que as pessoas que se amam não devam gostar de estar juntas. Estou apenas enfatizando que uma pessoa que cultua o cemitério como se fosse um confessionário ou divã onde conversa com pessoas já desencarnadas, está no mínimo longe de se dizer espiritualizada.

Confie na natureza cíclica de Deus, sobremaneira porque temos que experimentar cada estágio desse processo para nosso crescimento espiritual. As sessões de Cemitério não vão ajudar ninguém.

Você pratica a Técnica do Papel Dobrado? Neste link você pode ver um vídeo que eu preparei falando o passo a passo simples e rápido para aplicar esta técnica: Clique Aqui



Texto revisado por Cris


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Sobre o Autor: Bruno J. Gimenes   
Professor e palestrante, ministra cursos e palestras pelo Brasil.
E-mail: [email protected]
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