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Felizes para sempre?


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Qual a garantia que a felicidade nos dá, senão aquilo que está em nossas próprias mãos? Ou o bem-estar do momento presente?

Quando encontramos alguém, o maior desejo é de que o relacionamento dê certo, mas para que isso aconteça é necessário uma série de sacrifícios que a maioria das pessoas não quer fazer, porque, no final das contas, todos acham que já se dedicaram demais e que o amor deveria ser o porto seguro onde nos soltamos e esquecemos as tristezas e os desgostos do dia-a-dia. E por que não é assim que acontece? Por que não encontramos no outro aquilo que esperamos? Por que as pessoas estão sempre tão ocupadas com os próprios problemas que sobra tão pequeno espaço para o amor?

De fato, a vida anda corrida para todo mundo. Lembro que há alguns meses, atendendo uma moça do Nordeste, comentei que a vida em São Paulo era muito difícil por conta do trânsito, do tempo que perdemos todos os dias em congestionamentos, da falta de tranqüilidade e de paciência das pessoas. Ela não gostou porque entendeu que eu estava dizendo que a vida fora daqui era fácil. Na verdade, os grandes centros têm uma energia muito pesada. Tudo é longe, o trabalho para ser compensador financeiramente a cada dia está consumindo mais das pessoas. Isso sem contar que numa cidade que não tem praia, não tem paisagem que distraia a mente, nem um ar limpo que preencha os pulmões
A vida pode ser bem mais complicada, mas reconheço que, por outro lado, centros urbanos têm também coisas muito bacanas que outros lugares carecem, como teatro de muito boa qualidade, exposições, mostras culturais, enfim, uma vida rica em possibilidades. Mas e o tempo, e a tranquilidade?
 
Falo isso porque muita gente justifica o descompasso afetivo exatamente por conta disso. As pessoas imaginam que porque estão sempre correndo, trabalhando, enfrentando estresse de todas as formas, os relacionamentos são afetados. E é claro que existe um fundamento de verdade nesse raciocínio, mas não é o meio externo o culpado pelo insucesso no amor, nem da solidão das pessoas e, sim, o nosso comportamento frente a tudo isso. E devemos concordar que a vida tem desafios onde quer que estejamos morando. O pobre tem seus desafios, o rico talvez tenha outros, a mulher, o homem. Podem ser desafios diferentes, mais leves ou mais pesados, mas todos enfrentam os seus maus momentos, doenças, desemprego e fracasso.

Desta forma, não podemos justificar a falta de amor, de paciência, de tolerância com as atitudes alheias, por conta das contrariedades, do tempo, da falta de possibilidades financeiras. Somos fruto do meio em que vivemos, mas ainda assim somos também fruto do que pensamos.
Tendo em vista os desafios de manter o equilíbrio pessoal, o otimismo, a esperança em dias melhores mesmo com tudo o que enfrentamos, como será, então, manter o amor? Como podemos sustentar a energia entre nós e o nosso parceiro se estamos descontentes e estressados?

Muita gente, nessas horas, acaba comprometendo a relação, deixando-se levar por coisas desagradáveis do cotidiano. Esquecendo que temos que preservar a relação afetiva dos nossos altos e baixos e isso é possível, sim. Aliás deveríamos sempre ter esse cuidado com as pessoas queridas. Nem sempre temos que falar tudo o que pensamos e se não estamos bem, não é melhor deixar aquela conversa, ajuste de contas para depois?
Observe o poder do silêncio!

Preservar o amor é um ato de sabedoria. Pois depois da palavra falada numa hora errada, o que se pode fazer?
O outro não está na nossa vida para fazer tudo dar certo. O outro é nosso companheiro, nosso amigo e muitas vezes nosso espelho na caminhada mostrando para nós o reflexo do nosso comportamento. Sabendo disso, devemos tirar dele a responsabilidade de nos fazer feliz. Você já parou para pensar que a felicidade é sua? Já parou para pensar que cada um tem o seu tempo de vida e seu jeito peculiar de ver as coisas?

Amigo leitor, ficar com alguém e desfrutar da felicidade com essa pessoa para sempre, vai depender da construção em comum desta felicidade, da lapidação do ego de cada um. Claro que temos que ceder por amor, da mesma forma que em alguns momentos temos também que colocar nosso ponto de vista e fazer com que ele seja respeitado. Isso exige de nós um grande equilíbrio. Saber a hora de exigir e a hora de deixar passar não é assim tão fácil.
Juliana estava muito infeliz quando me procurou justamente porque tinha terminado um relacionamento que ela queria que fosse para sempre, porém seu “namorido” tinha mudado muito desde que se encontraram. Dizia ela com lágrimas nos olhos.

“Ele não queria se adaptar, ceder as minhas necessidades. Ele era muito prático e eu romântica”. Será que ele foi meu marido em vidas passadas e estamos errando novamente?

Expliquei para ela que nem sempre temos respostas assim objetivas de uma sessão de terapia, mas que se esse encontro tinha um significado tão intenso para ela que era bem provável que fosse um reencontro.

A sessão de Vidas passadas mostrou ela casada com um vaqueiro que trabalhava demais e que chegando em casa não tinha paciência com nada; assim naquela vida ela foi se cansando dos maus tratos mas não podia deixá-lo. Não havia então uma alternativa para ela. Deste modo, eles foram ficando juntos mas cercados de desrespeito. Com isso, naquela vida ela adoeceu sem realizar seus sonhos.

Juliana ficou mais tranquila mas ainda inconformada porque o que ela queria mesmo é que ele mudasse para ficarem juntos. Ela não queria uma pessoa real. Queria que seu sonho de Cinderela desse certo, esquecida que as pessoas no mundo real nascem para errar e aprender e que num relacionamento a história de amor estará o tempo todo em construção. Tudo isso respeitando o livre arbítrio das pessoas. E infelizmente algumas vezes nossos parceiros podem escolher um caminho diferente do nosso.

O fim, neste caso, ainda que sofrido, é o começo de um outro momento. Assim, amigo leitor, o importante é se abrir e se recriar colocando em prática o bem que aprendemos cultivar. Se nos tornarmos pessoas mais compreensivas, a felicidade para sempre estará ao nosso alcance com ou sem o parceiro atual.

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Texto revisado por: Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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