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Nas memórias, as respostas!


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O sentimento humano, por ser considerado um estado afetivo complexo e duradouro, ligado a certas emoções ou representações psíquicas, tem uma ligação profunda com as memórias cerebral e extracerebral do indivíduo.

O caso que apresentaremos neste artigo, evidencia, mais uma vez, a simbiose que existe entre causa e efeito das psicopatologias não estruturais, ou seja, a origem do que é diagnosticado como psiconeurose pela ciência do comportamento humano.

Aprisionada a um passado infantil de significativos traumas psíquicos, Regina desenvolveu uma personalidade depressiva com traço de fobia social tendente ao isolamento.

Com um histórico de maus tratos na relação materna, e de abuso sexual na própria família, Regina se vê como uma pessoa pessimista e com pouca motivação para a vida: "Por mim eu já teria morrido, mas não penso em me matar", afirma ela.

Casada e com duas filhas adultas e independentes, Regina registra que educou-as para que elas não passassem o que ela passou. Rígida em seus princípios, mas ao mesmo tempo "palhaça" como se define na companhia de amigos fiéis ou de colegas de trabalho, ela alterna o seu humor conforme o jogo de suas emoções e sentimentos não resolvidos.

Em três sessões, a psicoterapia de orientação psicanalítica indicou o sentimento de desamparo como sequela considerável na proporção de seus traumas psíquicos que a mantém sintonizada ao passado. E na busca de respostas, encaminhamos a sessão regressiva para o próximo encontro.

Inacessíveis à luz da consciência sem a devida ajuda psicoterapêutica, são muitos os episódios que marcam os processos vitais do indivíduo. E esse desconhecimento de si mesmo, ajudado pelos mecanismos de defesa do inconsciente, que trabalham no sentido de evitar as recordações de situações traumáticas ocorridas na infância ou em vidas passadas, acaba por gerar desequilíbrios psíquico-espirituais que podem durar toda uma vida se não forem tratados a tempo. É o que veremos a seguir, no relato da experiência regressiva de Regina.

Na primeira vivência, Regina percebe-se carregando um balde de água na direção de uma casa. É uma residência muito antiga, isolada em meio a uma área desabitada. Ela mora sozinha nesta casa e, à medida que passa o tempo, permanece solitária e afastada do contato humano.

Na segunda vivência, Regina percebe-se no útero materno na vida atual. Sente que a sua mãe não está receptiva com a sua vinda, e diz que não quer nascer porque não será bem recebida na família.

Na sequência, oriento para que ela avance no tempo e sinta-se com um ano de idade. Logo Regina expressa o seu sentimento diante da presença materna: "Não quero dormir, não estou com sono, mas minha mãe fica brava e me dá umas palmadas e manda eu deitar". Chora e diz: "Vou para a minha caminha...".

Dois anos de idade: "Estou em casa com o meu pai. Ele está nervoso e não me dá atenção. A minha mãe ganhou outro bebê e está no hospital. Sinto falta de carinho e atenção".

Três anos de idade: "Brinco sozinha no pátio. Não tenho brinquedos, somente uns pedaços de madeira. Sinto-me solitária".

Cinco anos de idade: "Brinco com os meus irmãos, mas prefiro brincar sozinha".

Sete anos de idade: "Eu não quero ir pra escola (chora...). Eu não tenho roupa, nem material escolar. Eu não quero ir...".

Nove anos de idade: "Sinto-me eufórica e, ao mesmo tempo, com medo do desconhecido. Estamos nos mudando de cidade". Referente à sua viagem de ônibus com a família, quando da mudança do interior para Porto Alegre.

COMENTÁRIO

Fomos em busca de respostas, acompanhando o "fio da meada" das memórias de Regina. E encontramos na encarnação anterior um sentimento que a acompanhava naquela vida solitária. Estado afetivo cuja sintonia encontrou afinidade com as suas experiências infantis da vida atual que repercutiram em seu psiquismo em forma de sentimento negativo (desamparo). Consequência da falta de auxílo, amor e proteção por parte de seus responsáveis diretos, os pais biológicos.

Concluímos que as memórias extracerebral e cerebral trouxeram respostas de que precisávamos para fechar o jogo de quebra-cabeças do inconsciente de Regina. A experiência regressiva, no entanto, não apresentou a "solução milagrosa" de cura ou a "porção mágica" da conscientização instantânea. Mas as respostas pontuais que são as peças do jogo psíquico que Regina precisa encaixar em benefício de sua autocura dentro do processo psicoterapêutico interdimensional.

OBS: o verdadeiro nome da pessoa foi preservado.
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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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