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Paixão não é amor...

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 28/5/2009 em Vidas Passadas

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Na semana em que me propus montar um grupo para cuidar do desamor, surgiu no meu consultório uma cliente num grande desespero. Casada há dois anos e vivendo uma relação tranqüila, veio à minha procura por conta de uma paixão antiga que voltou novamente...

Jovem, bonita e cheia de esperança em relação a realizações na sua vida queria entender o porquê desse retorno. Como ela mesma disse, seu casamento era algo bom, uma relação de amizade e parceria mas que sempre viveu sob a sombra de lembranças de uma história cheia de conflitos e confusões, pois no passado ela havia largado um antigo namorado para ficar com este rapaz, por quem se apaixonara, mas que nunca confiou plenamente nela. Não se sentia amado e constantemente agredia Juliana com palavras e atitudes.

Crises frequentes de ciúmes e demonstrações de posse eram comuns. Ela me disse que, às vezes, ele a levava para o céu. Sentia-se, nestes momentos, a pessoa mais importante do mundo, no instante seguinte ele a jogava no inferno, dizendo coisas horríveis de traição. Essa completa instabilidade emocional do rapaz fez com que a história deles durasse apenas 8 meses, porém, ela me disse nunca ter esquecido o moço e, mesmo depois de ter conhecido o marido atual, sempre se lembrava dele com um frio na barriga. Com uma emoção que ela não sabia definir se era uma ameaça de prazer sexual ou se era um terrível medo. Fosse o que fosse, ela se sentia perdida entre o prazer e a dor. Sensações que ela nunca sentira com o marido que a trata com respeito e atenção.

“Maria Sílvia, com meu ex-namorado sinto que o mundo foge dos meus pés e fico desejando que ele me assuma e proteja, mas já vivi tempo suficiente ao lado dele para saber das atitudes ridículas que ele tem comigo, ele é um cara muito inseguro. Não quero mais sofrer, quero seguir minha vida, ter filhos, fazer uma carreira. De um lado, quero ficar com ele, porque sinto uma forte atração, mas quando ele me agride, tem ciúmes, me deixa falando sozinha não consigo fazer mais nada na minha vida. E para falar a verdade não quero perder o controle sobre mim mesma porque sei que se seguir por este caminho ficarei sozinha”.

Em seguida, conversamos sobre energia, sobre o que ela sentia pelo marido e por tudo aquilo que o antigo namorado despertava nela. Juliana sentia que era uma paixão... fomos vendo, então, quais eram as sensações.

“Bom, Maria Sílvia, nunca parei para pensar nisso assim, mas vamos lá. Primeiro, sinto que me falta a respiração, ele me tira do eixo, depois, é uma mistura de frio e de calor, depois um desejo louco de abraçá-lo, de beijá-lo; em seguida, vem um medo terrível de ser abandonada, ou de ser mal tratada novamente; depois um desejo de me proteger e de me afastar”.

Você diria que tudo isso é bom ou ruim? Perguntei, tentando levá-la a um raciocínio mais profundo e a uma melhor observação sobre si mesma.
Na verdade, sinto medo, e agora falando com você me recordo do meu pai, de quando ele foi embora e do vazio que sentimos em minha casa. Parece que quero segurar este homem e um bem-estar que sei que vou perder". Disse ela desabando em lágrimas.

Foi muito interessante e esclarecedor este dialogo porque Juliana constatou que sua história com este moço tinha a ver com o abandono do seu pai. Ela percebeu que a presença dele mexia com seu estado emocional, e com seu chacra básico... Não era uma ameaça de prazer sexual, mas um grande medo de perder, de sofrer novamente, pois essas energias estão localizadas no primeiro chacra. Por Juliana ser uma pessoa muito sensível, sentia a presença desse homem vibrando no seu corpo físico. Lógico que os dois tinham histórias dessa e de outras vidas mal resolvidas, por isso, a simples presença dele causava tudo isso, mas depois de tudo o que ela já havia enfrentado com ele, ficou claro que ela não queria mais sofrer novamente e que fechar essa porta do passado era fundamental.

Trabalhamos juntas uma meditação que ensino a seguir para você também. Muitas vezes, quando sentimos algo muito forte por alguém não sabemos definir o que é, mas podemos ter certeza que paixão não é amor.

Uma paixão pode se transformar num amor, mas também pode ser tão forte e destrutiva como uma obsessão, algo que segura, prende e não permite um crescimento. Não são poucos os encontros que vem carregados de energia negativa. Uma distorção do amor. E não são poucas as mulheres que querem de qualquer forma manter uma relação mesmo sendo pisoteadas por seus companheiros porque acreditam que isso é amor. Estão apegadas, sofridas e não sabem mais que o amor pode vibrar de forma leve, boa, tranqüila. Por que não?
Para aquelas pessoas que estão confusas em relação a ficar ou não com seus parceiros, ensino entregar a Deus a situação. Veja:

Meditação: Sente-se de forma confortável e imagine que você está numa sala de cura do plano espiritual. Você recebe uma energia limpa e boa. Aparece um anjo à sua frente e você não precisa falar nada desta sua relação, apenas entregue esta pessoa para a cura espiritual. Você fica sozinha recebendo amor, boas vibrações e se sentindo curada, leve, pois se for para vocês ficarem juntos tudo acontecerá neste sentido... se não for para o seu bem, você abre mão...Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu
Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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