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Por que nos descontrolamos emocionalmente?


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Muito se atribui à ansiedade como sendo inimiga da razão. No entanto, a ansiedade saudável não é inimiga, mas aliada do pensamento racional, que é a operação mental pela qual se encadeiam lógicamente juízos e pensamentos, para se chegar a uma conclusão.

Sem um pouco de sentimento de insegurança (ansiedade) em relação ao futuro -principalmente quando se é jovem- não haveria o estímulo psicológico (motivação) que leva o indivíduo a conquistar etapas no âmbito pessoal e profissional.

Contudo, a ansiedade neurótica, ou seja, aquela que foge ao nosso controle e nos tira facilmente do foco racional e nos faz perder a paciência em determinadas situações, esta sim, é inimiga da razão, porque provoca o desequilíbrio psico-espiritual com consequências orgânicas através de processos somáticos.

Nesse sentido, é errôneo atribuirmos somente à herança genética, as disfunções químicas que levam o indivíduo a padecer de distúrbios emocionais.

Não esqueçamos que o espírito tem uma longa história de vivências no corpo físico e, se a pessoa é ansiosa, sem paciência tipo tolerância zero, seu desequilíbrio psíquico-espiritual é fruto da incapacidade de suportar com resignação os males e os infortúnios ocorridos em vidas passadas.

Essa é a explicação da causa da impaciência e da ansiedade em desequilíbrio, porque o que fomos ou fizemos, permanece gravado em nosso inconsciente, à espera de cura pela reforma íntima ou processo de autoconhecimento centrado no eu superior.

O efeito da ansiedade em desequilíbrio é o que conhecemos em suas variadas formas de diagnóstico e de tratamento químico. Porém, a outra face não revelada à luz da consciência, permanece oculta, à espera de ser descoberta, considerada e tratada no seu conjunto pela ciência oficial.

Se perdemos facilmente o foco da razão, é porque há um descontrole emocional com sintonias que variam entre a infância da vida atual e situações de vidas passadas, que quando associadas, representam aquilo que precisamos transformar internamente através da alteração de nossa frequência vibratória.

A solução do problema da impaciência e intolerância, que tantos males causa ao indivíduo excessivamente ansioso, está na compreensão de que o sentimento de revolta registrado no inconsciente, não leva o indivíduo a lugar algum e só gera mais ansiedades e desequilíbrios psíquico-espirituais que se manifestam em forma de patologias.

Serenar a mente e pacificar o coração, faz-se necessário para aquele que deseja elaborar um melhor nível de conhecimento de si mesmo. E esse conhecimento passa pela aceitação de que nessa vida nada acontece por um acaso. Os "males e "infortúnios" que hoje experenciamos, são frutos de nossas próprias escolhas durante as experiências vitais passadas.

O início da cura que leva à mente serena e ao coração pacificado, começa pelo lento processo de erradicação do sentimento de revolta que está por trás dos sintomas de fundo emocional que geram os transtornos de ansiedade. E essa "erradicação" só é possível pelo processo de autoconhecimento avançado, que leva o indivíduo em desarmonia, à lenta depuração de energias deletérias relacionadas ao pretérito.

Geralmente, a visão linear ou unilateral do comportamento humano, atribui ao temperamento de influência genética (pai, mãe) ou a situações psíquicamente traumáticas ocorridas na infância, o descontrole emocional que leva o indivíduo à experenciar altos níveis de sofrimento psíquico na fase adulta. No entanto, essa história tem muito mais capítulos no amplo contexto interdimensional da natureza humana.

Restringir o significado dos transtornos de ansiedade ao simples combate de seus "efeitos" no organismo, é desconhecer a verdade sobre a história de cada indivíduo, onde encontraremos as causas de seu sofrimento atual.

Causa e efeito são extremos que representam o mal que padecemos, por isso devem ser considerados na sua integralidade, tanto no tratamento quanto na cura. Situação em que somos -devido as nossas escolhas- os únicos responsáveis pelo o que plasmamos no periespírito.

Nosso desafio? A cura pela combinação de fatores interdimensionais que explicam porque perdemos facilmente a paciência e nos descontrolamos emocionalmente na relação consigo mesmo, com o outro e com a vida.

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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