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Quando pulamos fases da vida

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 11/9/2008 em Vidas Passadas

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Com certeza, você já encontrou alguém que pulou uma fase na vida. Normalmente, quando falamos nisso lembramos daquele homem de seus quarenta anos que todos os sábados fica lustrando o carro ou a moto esporte na garagem.
Numa viagem à imaginação poderíamos até dizer que ele sonha com a juventude, com as mulheres que poderia ter namorado, com os sonhos que poderia ter concretizado, que hoje trazem um gosto de nostalgia, e em alguns casos até amargura ou frustração. Podemos também pensar que ele é um eterno garotão longe do homem maduro de acordo com sua idade. Mas esse não é o único exemplo de alguém que pula fases.

Conheci uma senhora que por não ter tido filhos criava cachorros como crianças. Nada errado em amar os animais porque o amor deve fluir de nós para toda a natureza, porém se o sentimento de frustração não está curado dentro do coração a dor continua apesar de toda distração que possamos colocar no lugar dessa cura.

Isso é tão sério que gera uma série de compulsões no desejo de saciar uma fome de afeto que ficou aberta dentro da pessoa. Como diz o ditado “tapar o sol com a peneira não funciona” porque o sol é mais forte que a peneira. Se a dor existe no íntimo, precisa ser curada porque essa questão emocional, afetiva e espiritual pode ser transportada vida apos vida.

Jéssica, uma loira descendente de alemães, veio me procurar porque estava acima do peso e não havia nada que ajudasse a emagrecer. Aparentemente, sua queixa era superficial para se tratar com terapia de Vidas Passadas, mas como não podemos nos deixar levar pelas primeiras considerações não me detive em sua explanação. Perguntei a ela se estaria disponível a mergulhar fundo para entender a raiz do seu problema porque a sessão poderia mostrar algo inesperado, e quando ela concordou fiquei livre para oferecer ajuda.

Depois da limpeza do corpo emocional e das primeiras impressões do inconsciente foi mostrada uma vida em que ela ocupou o lugar da mãe que abandonou o lar fugindo com o amante. Muito jovem ela assumiu o controle da casa e os cuidados com o pai e os irmãos. Com muita raiva de ter tanta responsabilidade nas costas ela também se fechou para o amor. Assim não criou a própria história, não conseguiu constituir sua família, pois considerava que já tinha problemas demais. Sua frustração era enorme.

Quando conversamos, com lágrimas nos olhos, ela confessou que hoje acontecera o mesmo. Sua mãe saiu de casa quando ela tinha 12 anos e, desde então, ela tomava conta de tudo. Hoje cuidava, inclusive, dos negócios da família. Levava tudo com mão de ferro porque as pessoas não aceitavam prontamente suas ordens.

“Será que eles também não querem se libertar deste padrão?” Perguntei para ajudá-la a se abrir para um raciocínio diferente e também tirá-la da situação de vítima. Aliás, sentir-se vítima de um destino infeliz é um padrão absurdamente comum. Basta algo não dar certo na vida de uma pessoa que imediatamente ela se vitimiza, muitas vezes deixando de agir de forma mais construtiva e até impedindo que a vida mude. Assim, naquele dia, usei uma “abordagem de choque”. Percebi que aquela moça que carregava uma energia de guerreira reagiria bem a esse tipo de colocação. Dito e feito, seu rosto mudou, seus olhos ficaram arregalados quando ela disse:

“Maria Silvia, você acredita que nunca pensei em quanto a minha família também sofria com tudo isso? Quero dizer, sempre tive pena do meu pai, dos meus irmãos e de mim mesma, mas sempre olhei tudo sob o meu ponto de vista. Agora você está me pedindo para ver sob outro ângulo a mesma história e faz muito sentido. Todos nós queremos nos libertar, e eu não quero mais repetir o padrão de abandono que depois se transforma na vida de uma guerreira mal humorada. Não quero mais agir assim”, disse ela praticamente sem respirar.
Pois é, amigo leitor, muitas vezes saltamos de uma vivência para outra sem perceber e sem dar tempo ao amadurecimento e cura de uma situação. Porque tudo pode ser curado.

Claro que Jéssica precisa trabalhar seu lado emocional para aceitar as escolhas da mãe. Talvez sua família também precise se dedicar a um exercício em conjunto de perdão à sua mãe. Mas o que essa moça fez é muito mais comum do que imaginamos. Normalmente, após uma separação, traição ou situação de abandono quem ficou no papel de vítima acaba se transformando num ou numa guerreira. Às vezes, quando o quadro se agrava a pessoa se torna triste e rancorosa e se mantém vida após vida presa ao mesmo aprendizado, pulando de um lado para outro na mesma energia... Abandonado/vítima para guerreiro/auto-suficiente e belicoso.

Não precisamos viver aprisionados às nossas crenças. Podemos com coragem e discernimento compreender o que a vida em seus caminhos incertos está nos ensinando e assim nos libertar.

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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