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Regressão e o sentido da vida

por Flávio Bastos

Publicado dia 20/3/2008 em Vidas Passadas

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A busca do sentido da vida, que é inerente ao ser humano, nos causa angústia e desde muito jovens costumamos nos questionar a respeito: A vida não tem sentido? Quais as razões para viver, se tudo acaba com a morte? Vivemos porque e para que? Porque temos que morrer? E o que vem depois?

A cultura ocidental baseada em valores de consumo e em resultados imediatistas, ajuda a aumentar nas pessoas a inquietação existencial, tornando a vida para muitos que não encontram nas religiões as suas respostas, um eterno ponto de interrogação.

Sentindo-se sós e perdidos no mundo que eles não compreendem, a angústia da incerteza passa a provocar, entre outras somatizações, sintomas ou crises depressivas que tendem a aumentar de intensidade conforme o indivíduo vai ingressando na chamada fase madura.

Pascal - filósofo, físico e matemático -, disse certa vez, angustiado e em tom irônico: "Quando considero a curta duração de minha vida, e o estar sendo engolido pela eternidade do antes e do depois, ou o pouco espaço que eu preencho e vejo, mergulhado na infinita imensidão, ignoro e não me conheço. Tenho medo e espanto-me de estar aqui em vez estar alhures. Porque agora em vez de antes? Quem me pôs aqui? Por ordem de quem e em que direção me foi dado este lugar e tempo atribuído?" E finaliza: "O eterno silêncio do espaço infinito assusta-me".

Albert Camus, escritor e filósofo francês, movido pelo mesmo sentimento de insatisfação de Pascal, registrara: "O absurdo da vida nasce do confronto entre a voz humana e o desrazoável silêncio do universo".

Edgar Morin, sociólogo e filósofo francês, autor do livro "Ciência com consciência", passou-nos a sua anárquica e caótica impressão sobre o cosmos, ao registrar: "A física descobriu no universo furor, violência e guerra, com explosões e implosões de astros, choques de galáxias, estrelas que se entreparasitam e se entredevoram canibalescamente".

Já o religioso e filósofo inglês John of Salisbury, atribuiu a falta de visão às nossas limitações: "A brevidade de nossa vida, as limitações dos nossos sentidos, a futilidade das nossas ocupações, leva-nos a um conhecimento limitado".

Tentando seguir o raciocínio realista de Salisbury, o pensador inglês Norman Cuisins registrou: "A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos".

Em busca das mesmas respostas sobre o sentido da vida, respostas que pudessem aliviar a angústia existencial transformada em sentimentos ainda não resolvidos internamente, foram em busca do conhecimento, vários outros cientistas e filósofos mundialmente conhecidos, como Michel Cassé, físico, que registra com um toque diferenciado a química do universo e a natureza humana: "Quando bebemos uma gota de água, bebemos o universo, pois a molécula da água, H2O, reúne no seu seio, o hidrogênio - vestígio da explosão inicial ou Big Bang -, e o oxigênio, produzido na fornalha das estrelas e exalado por elas. As partículas que se constituem no início do universo, esses átomos que se forjam nas estrelas, essas moléculas que se constituíram na Terra ou noutro sítio... tudo isso também está dentro de nós".

Com o mesmo olhar de Cassé e com uma visão menos caótica e mais harmoniosa do universo, disse Edgar Morin: "Sem cessar apagam-se ou explodem sóis, congelam-se planetas; sem cessar, reunem-se fragmentos e poeiras de astros mortos girando em espiral sobre si mesmos para dar nascimento a novas galáxias e a novos sóis".

Já o pacifista hindu Mahatma Gandhi, parece ter encontrado o seu sentido de vida fora da investigação científica, ao afirmar: "Encontro o meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".

O mesmo ocorreu com o médium espírita brasileiro Francisco Xavier, quando revelou para o mundo: "A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor".

Embora a ciência tenha evoluído em busca de respostas que possam preencher o vazio existencial e, ao mesmo tempo despertar a fome de mais conhecimento sobre a situação humana no universo, muitos indivíduos permanecem sentindo-se ainda sós e perdidos nas sociedades onde predominam valores materialistas. É nesse contexto que entra a necessidade da experiência transcendente que possa despertá-lo para os valores espirituais da vida.

A religião, a pesquisa científica ou as duas opções associadas, são formas de irmos em busca das respostas que necessitamos para melhorar o nosso nível de conhecimento. Outra opção é a regressão vista como experiência que possa despertar o indivíduo para o autoconhecimento, ou seja, o conhecimento de si mesmo.

Essa experiência pode vir a ser o elo de ligação que falta -ou faltava- para a pessoa começar a se sentir aliviada da angústia gerada por sentimentos internamente não resolvidos, como o principal deles que costuma ser o desconforto que mais tem provocado sofrimento nas pessoas que procuram auxílio na Psicoterapia Interdimensional: o sentimento de incompletude. Indivíduos, é importante que se registre, que na sua maioria não apresentam histórico de tratamento mental ou indícios de que subjacente ao sentimento de incompletude, escondam-se traços estruturalmente patológicos. Comumente, são indivíduos existencialmente angustiados e que procuram, na psicoterapia e na regressão, as respostas para os seus questionamentos sobre a milenar indagação humana: o sentido da vida.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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