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Sentimentos que aprisionam

Sentimentos que aprisionam

por Flávio Bastos
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"Nós precisamos amar para não adoecer".
Sigmund Freud

Cuidado, os sentimentos aprisionam! Vínculos obsessivos entre indivíduos que mantêm ou mantiveram relações de afeto, manifestam-se, principalmente, nas crises depressivas. É na depressão que a "criança" não resolvida com os seus sentimentos se expressa através de sintomas que representam a dor que oprime o seu coração.

No entanto, inconscientemente, muitas pessoas permanecem por tempo indeterminado na sintonia infantil, ou seja, obsessivamente vinculadas a afetos-referências, sem se darem conta que cresceram, tornaram-se indivíduos adultos e independentes.

Nos porões da inconsciência, os sentimentos nos aprisionam muito mais do que imaginamos. Muitos casos de depressão, bipolaridade e dependência afetivo-sexual, entre outros, representam vínculos obsessivos que seus portadores mantêm com o pai, a mãe ou outra figura referencial de sua vida.

Portanto, a raiva e a tristeza acumuladas de muitos anos terminam somatizadas no organismo em forma de doenças que desequilibram psíquica e espiritualmente o indivíduo, impedindo que ele desenvolva a sua inerente potencialidade.

O caso que apresentaremos a seguir, revela esse lado obscuro da alma humana, repleta de catarses, instabilidade emocional e falta de confiança em si mesmo, onde a autoestima fica sériamente comprometida.

CASO CLÍNICO

Amanda, uma jovem e talentosa profissional da área da saúde, após experenciar sintomas depressivos durante meses seguidos, procura pela segunda vez, auxílio na Psicoterapia Interdimensional. Na primeira consulta,  abalada e confusa em suas emoções, fala mais da situação de sua mãe do que de si mesma, o que evidencia a ligação sentimental - e emocional - com a figura materna.

Nas sessões de psicoterapia que seguem, Amanda deixa fluir em abundância a catarse-energia que oprime o seu peito. Filha de um pai distante, indiferente e, às vezes, violento, e de uma mãe com histórico de depressão e dependência afetiva, ela, inconscientemente, assume a culpa pela "desgraça" da família. E, ao assumir a culpa, a criança não-resolvida em seus sentimentos, assume a situação de sua mãe, também uma criança não resolvida em seus sentimentos, que por sua vez, amou um homem-criança também não resolvido em seus sentimentos. Uma verdadeira "bola de neve" psíquica, cuja tensão aumentara consideravelmente com o passar dos anos...

AÇÃO TERAPÊUTICA

A técnica psicanalítica leva a pessoa a elaborar o conteúdo interpretado pelo psicoterapeuta. Esse é o principal objetivo da praxis terapêutica de orientação psicanalítica, ou seja, a pessoa perceber a sua situação no contexto da própria vida e, a partir da percepção de momento, elaborar conscientemente mudanças de atitudes e de comportamento em relação à raiz do problema. No caso abordado, a instabilidade emocional seguida de crise depressiva, um ciclo vicioso que acompanha membros de uma mesma família e que criou vínculos permanentes na área da obsessão.

HISTÓRICO DE TRATAMENTO

Há dois anos, Amanda havia passado pelo tratamento interdimensional. A experiência regressiva oportunizara o contato com o seu mentor espiritual, que, na ocasião, transmitiu-lhe o que ela precisava para conscientizar-se em relação a um processo de mudanças em sua vida.

No entanto, quando Amanda começou a reagir e a ter um melhor nível de percepção de si mesma inserida no contexto vital, isto é, a sentir-se mais autoconfiante e psicológicamente segura, abandonou a psicoterapia e não mais retornou.

COMENTÁRIO
Amanda retorna da mesma forma como há dois anos atrás havia procurado auxílio na Psicoterapia Interdimensional: em crise depressiva e instável emocionalmente.

Os ciclos viciosos de interdependência afetiva e traço obsessivo, não acabam com as primeiras sensações de "segurança psicológica" como decorrência da interação terapêutica. A cronicidade da viciosa relação, é, na maioria dos casos, tão antiga quanto as muitas vidas do espírito imortal. Por este motivo, a investigação interdimensional de suas relações e co-relações deve continuar sob a ótica da orientação psicanalítica até o final do processo. Caso contrário, as recaídas, como ocorreu com Amanda, tornam-se possíveis e até bem prováveis...

Antes de receber a "alta" do psicoterapeuta, o paciente não está liberado para usufruir dos benefícios de um melhor nível de autoconhecimento,  e essa orientação serve para a grande maioria das escolas de psicoterapia. Porém, como registramos, o importante é a pessoa manter a percepção - ou consciência - de sua situação. Condição que levou, pela segunda vez, Amanda a procurar ajuda na Psicoterapia Interdimensional.

OBS: o verdadeiro nome da pessoa foi preservado.

flaviobastos
Texto revisado

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Atualizado em 12/03/2011

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