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Você já criou asas?


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"Dê a quem você ama asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar". (Dalai Lama)

Tenho observado nesses anos de atendimento psicoterapêutico, que aborda a interdimensionalidade da natureza humana, o processo individual que segue um curso próprio, ou seja, cada pessoa traz consigo tendências e particularidades que se acomodam em um modelo emocional-comportamental pouco suscetível a alterações, mesmo com o passar dos séculos.

Uma das tendências que tem chamado a minha atenção, é a que denomino "Síndrome de dependência e de aceitação". Em geral, são pessoas adultas que emocionalmente não amadureceram e mantém-se vinculadas a mecanismos criados inconscientemente por elas próprias, no sentido de se mostrarem permanentemente receptivas, amigas, amorosas para atrair a atenção e a aceitação do outro. No entanto, na intimidade de suas vidas, mostram um lado que tentam esconder porque o "estar só consigo mesma" gera ansiedade, angústia e medo do desligamento das invisíveis amarras que as mantém a um estado de coisas existencial. Durante a infância, muitas dessas pessoas passam por experiências nas quais os medos que trouxeram de vidas anteriores, são potencializados nas relações que tiveram com seus pais biológicos ou substitutos, onde o controle sistemático via educação, foi determinante para que o indivíduo intensificasse o medo de independência e de autodeterminação que o acompanha de sua bagagem pretérita.

Nestes casos, as regressões de memória têm mostrado a sintonia existente entre a infância atual e uma vida passada na qual o padrão emocional manteve-se praticamente sem interferir ou alterar o comportamental da pessoa, tornando-a na vida presente a consequência de sua própria história.

O "cativeiro da alma" esconde a verdade do ser humano que encontra-se dissimulada pelas sombras da inconsciência. À medida que essa névoa interior é dissipada pela luz do autoconhecimento, a verdade sobe à tona da consciência, revelando a essência daquilo que prende e trava a sua expansão.

A brasileira Nair Barbosa, através de seu livro infantil ilustrado "Voa Pensamento", nos convida a passar por dentro do sol, escorregar no arco-íris, atravessar o oceano com uma roupa de prata ou conhecer todos os astros montando num cavalo de aço. E registra que conseguir tudo isso é fácil: basta soltar a imaginação e deixar o pensamento voar.

Outra conhecida fábula, escrita por Richard Bach nos remete ao crescimento espiritual. "Fernão Capelo Gaivota" nos conta a história de uma pequena gaivota que aprendera sozinha a voar diferentemente das outras. À medida que Fernão aperfeiçoa a sua técnica de voar, começa a ensinar as gaivotas novas. Ele queria poder ensinar que o paraíso é perfeito e que está ao alcance de todos. Basta querer que todos podem ir a qualquer lugar a qualquer momento.

As fábulas levam crianças a viajarem pelo mundo da fantasia voando nas asas da imaginação. No entanto, servem como referência a todas as idades se visualizarmos a questão que estamos abordando sob o prisma da natureza espiritual do homem.

Nesse sentido, percebemos que somos interdependentes enquanto necessidade de sobrevivência, afeto e perpetuação da espécie. Entretanto, não somos "dependentes" porque dependência nos leva a uma condição de submissão ao outro ou a uma ilusão criada por nós próprios nas relações interpessoais.

Informa-nos o dito popular: "Não podemos agradar a grego e troianos", isto é, sermos extrovertidos, simpáticos, sociáveis e amorosos o tempo todo, pois a solidão, o silêncio, a introspecção são momentos indispensáveis para o nosso encontro ou reencontro interior.

Na jornada vital, nascemos solitários ou no máximo acompanhados por um ou mais espíritos-irmãos. Crescemos sob os cuidados de alguém, o que nos torna dependentes de um estado de coisas. No entanto, chega um momento no qual essa dependência atinge o seu limite: o momento de criarmos asas e voar para a vida como fez Fernão Capelo Gaivota. E esse ousado movimento de "voar para a vida" exige o enfrentamento de desafios inerentes ao indivíduo-espírito, que carrega consigo a expectativa de mudar o curso de sua própria história.

Portanto, independentemente da idade adulta que você se encontra, sempre é tempo de criar asas e voar para a vida. É a sina do ser humano, é o ciclo vital que nos direciona para as experiências próprias, intransferíveis e únicas em convívio com as demais criaturas. Ninguém é definitivamente de ninguém ou de um estado de coisas que se mantém continuamente. A liberdade de pensar e agir por conta própria em voos mais altos ou mais baixos da condição humana, pertence, isso sim, à consciência e, principalmente, às escolhas definidas por cada individualidade.

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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