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Você já viu um milagre?

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 8/5/2008 em Vidas Passadas

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Claro que sim. Quem não viu?
O nascimento de uma criança em nossa família. O regresso de uma pessoa querida que por algum motivo esteve longe e podemos novamente abraçar, conversar. Ouvir as primeiras palavras soletradas com dificuldade por uma criança que aprende a ler. Todos esses são pequenos milagres do cotidiano que quase passam despercebidos por nossa mente ocupada em registrar apenas aquilo que aparentemente é importante. Mas o que de fato é importante em nossas vidas se não a nossa passagem por ela?
Mas neste texto estava pensando em abordar os milagres um pouco maiores. Os milagres das orações, das mudanças de atitude, aqueles momentos em que vivemos despreocupados e uma confluência especial de fatores que não controlamos nos toma o coração.

Concordo quando dizem que somos co-autores do nosso destino, mas vejo que a maioria das pessoas sente enorme dificuldade em representar esse papel. Se o fazem por força da vida não o assumem com consciência, tornando-se em muitos momentos vítimas de escolhas equivocadas que --por acaso-- acabam sendo também de sua autoria.

Quantos alunos já ouvi reclamar acerca de situações bastante simples como, por exemplo, adiar demais a concepção de um filho que depois dos quarenta anos se recusa a nascer, relatado no caso a seguir.

Janete chorava copiosamente esperando encontrar em Vidas Passadas explicações e soluções para conseguir gerar em seu ventre maduro uma criança. E o que dizer para essa mulher que por circunstâncias infelizes não pôde engravidar em uma idade mais propícia?
Além das complicações com a idade, também carregava pesadas mágoas da mãe que no seu ponto de vista não tinha acolhido o seu amor.

- “Será que fiz muito mal para ela em vidas passadas por isso não consigo engravidar?”

Expliquei que as coisas não são assim tão lineares. Claro que em algum momento, de fato, a sua roda da vida percorreu rumos incertos, mas nem sempre as coisas se definem assim, apenas girando em falso no sofrimento e expiação. Esclareci à Janete que podemos mudar, interferir no karma e assumir alguns importantes controles em nossa vida, mas não alimentei esperanças de uma gravidez em sua idade.

O amor de Deus salva, alivia a dor, mas com o seu contato nossa mente precisa expandir-se para recebê-lo inteiramente e dele usufruir com grandeza, pois o divino dentro de nós espalha-se nos céus da vida e nos templos sagrados, não está presente apenas para satisfazer nossos desejos. Deus como princípio é imutável e como amor nos acolhe apesar das nossas contrariedades e dissabores.
Esta minha aluna era uma pessoa boa, mas se permitia levar por maus humores, aborrecia-se com facilidade e deixava a tristeza tomar conta se transformando em depressão, muitas vezes regada pela revolta. Daí para frente começava a barganha, porque, se afinal Deus era assim tão poderoso, por que não podia lhe dar um filho? Por que não podia adiar o envelhecimento natural do seu organismo???

Foi neste momento que olhei para fora da janela da minha sala e observei mais uma vez as mexericas pesando nos galhos da árvore que cobrem o meu terraço e me lembrei que dois anos atrás, quando compramos aquela casa e nos encantamos com o terreno que hoje abriga minha sala de meditação, um dos pedidos mais importantes que levamos para o arquiteto foi preservar as árvores. Na verdade nem sabíamos do que eram. Alguns meses depois, já com a construção iniciada, alguns frutos miúdos e extremamente azedos foram colhidos e agora - para nosso espanto - as árvores pendiam carregadas de deliciosas mexericas.
Foi um milagre? Uma árvore antiga, sem cuidados especiais, que tinha dado apenas algumas poucas mexericas, de repente, ficar carregada de deliciosas frutas?
Com certeza. Um milagre da oração, da vibração transformada pelos grupos que frequentam nossa casa em ondas de amor que essas árvores têm recebido desde a inauguração. Vibrações de amor e cura imantadas em seus galhos que em retorno generoso nos ofereceram o seu melhor.
Pensando nisso, olhei com carinho para Janete e perguntei:

- “Amiga, por que você não adota uma criança?”

Amigo leitor, você pode estar se perguntando por que, então, não incentivei Janete a continuar tentando uma gravidez de risco?
A resposta é simples: Se o amor de Deus atua em nós, através de nós, será que uma alma amiga não poderia, inclusive, já ter nascido do ventre de outra mulher esperando por ela apenas no cumprimento de um karma? E se o amor é amor mesmo, vence qualquer fronteira e se manifesta com seus frutos em tudo à nossa volta. O importante é regar o coração com esperança e luz e se abrir para o destino manifestar o milagre que está à nossa espera.

Se você deseja ter contato com Maria Silvia e saber mais sobre seus cursos, grupos e atendimentos venha conhecer o Grupo de Meditação que ela coordena.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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