A dor é um tipo de energia pura que afeta profundamente a alma. Ela possui o poder de despir as aparências e reconectar-nos com o que é real. Ao acolhê-la, essa energia revela a profundidade do nosso
A tristeza é uma dor silenciosa que inquieta o coração, revisitando as profundezas da nossa consciência.
Quando os nossos desejos se dissolvem, resta-nos a essência da dor que um dia expressamos. Essa essência não se extingue, pois nunca esteve separada da própria vida.
A forma desaparece, mas o campo de onde todas as manifestações emergem permanece.
Para perceber isso, é preciso gentileza para connosco; este processo não pode ser forçado. O coração cura-se não ao rejeitar a dor, mas permitindo que ela se desdobre na consciência. Cada onda de sentimento — seja saudade, culpa ou ternura — aponta para algo maior do que a nossa história pessoal.
O trabalho mais profundo é permanecer presente, ativo e prestativo, mesmo quando o diálogo pareça impossível. Aprendemos a perceber não apenas as narrativas sobre a ausência, mas também a consciência que as observa.
Essa percepção é a testemunha silenciosa que habita em nós antes mesmo das memórias. Assim, o sentimento de inutilidade torna-se um caminho de transformação.
Quanto mais nos identificamos com a consciência, mais testemunhamos o fluxo e refluxo da existência. Ainda amamos e sofremos, mas compreendemos que o
amor não é vulnerável à solidão. Despertar para essa verdade não é uma fuga, mas um aprofundamento no sentir.
Não permita que a inércia o domine; mantenha-se em movimento, agindo por si mesmo e alinhando-se com a sua consciência e a consciência de Deus.
BNN
Texto Revisado