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Autoconhecimento
Tempo, por que você voa tanto?
por Sheila Tiemi Sakamoto
Você também tem aquela sensação de que foi ontem que a gente brindou o Réveillon? E, de repente, já estamos contando os dias para o Natal? Pois é... o tempo está voando. E não, não é impressão sua. É o seu cérebro, o seu coração e o universo inteiro tentando te chamar para uma conversa. A pergunta é: você está ouvindo?
A
Neurociência explica isso com uma precisão quase poética. Nosso cérebro não mede o tempo como um relógio — ele mede por memórias e novidades. Quando vivemos no piloto automático, repetindo a mesma rotina, o cérebro registra poucos marcos novos. E como resultado, temos a sensação de que os dias se misturam, as semanas deslizam e o ano inteiro parece passar num piscar de olhos.
Quanto mais no automático, mais rápido o tempo parece correr.
A boa notícia? A mesma Neurociência nos devolve a chave.
O tempo "estica" quando estamos presentes. Quando criamos experiências novas, o cérebro grava mais memórias — e a vida parece mais longa, mais cheia, mais nossa. A atenção plena não é só espiritualidade: é neuroplasticidade aplicada.
Cada momento vivido de verdade é um marco que desacelera o relógio interno.
Mas tem uma camada mais profunda nessa pressa de não estar presente. Na
visão sistêmica, às vezes, o "não estar aqui" não é uma escolha nossa — é uma herança inconsciente.
É uma lealdade invisível a alguém da nossa família que precisou correr. Correu de verdade: correu do inimigo na guerra, correu para sobreviver, correu para não ser pego, correu para dar conta.
Ou, ao contrário, alguém que não pôde se mover — ficou preso, paralisado, em uma cama ou em uma cadeira de rodas, congelado no tempo. E sem saber, carregamos essa memória no corpo. Hoje, mesmo sem perigo algum, não nos permitimos viver o presente — porque, lá no fundo, alguém da nossa linhagem não pôde ou se cansou disso. Reconhecer a história, com respeito e gratidão, é o primeiro passo para finalmente
ocupar o nosso lugar no agora (e se precisar de uma ajuda para olhar para isso e liberar, me chame para uma Constelação feita com
amor e respeito).
E o
Tarô do ano de 2026 confirma esse chamado. O arcano do ano é a
Roda da Fortuna (X) — a carta que gira, que mostra que tudo é ciclo, que o alto vira baixo e o baixo vira alto. Mas a Roda gira em torno de um eixo — e esse eixo é o presente.
Ela não pede para correr atrás do futuro; ela te pede para estar no centro, firme, enquanto o mundo gira ao redor.
A
Numerologia aponta na mesma direção. 2026 vibra no
número 1 (2+0+2+6 = 10 = 1) — o número do início, da iniciativa, do primeiro passo.
É um ano para começar, não para ficar parado esperando o tempo passar. O 1 é a energia da semente que rompe a terra: ela não espera a estação perfeita, ela simplesmente nasce.
E a
Astrologia já desenhou o roteiro do que vem pela frente. O Sol entrou em Libra marcando o início da Primavera. Libra pergunta: o que precisa de equilíbrio na sua vida? Porém, o que você ainda está ponderando demais enquanto o tempo passa? Logo em seguida, vem a temporada Escorpiana — o aprofundamento e o início do desapego: o preparo para deixar algumas coisas para trás, para que o novo ciclo nasça transformado. Depois, a Sagitariana — a expansão, a busca, a velocidade para correr atrás do que intencionamos neste ano, antes que ele acabe. E o ano se fecha (e o novo se abre) com a energia Capricorniana. E isso não é coincidência: Capricórnio é o signo da maturidade, da concretização das metas com planejamento e responsabilidade. É o período em que mais estamos focados em metas, seja fechando as pendentes, seja abrindo as novas.
E se você ainda acha que é tudo coincidência, olhe a
Astrologia Chinesa: 2026 é o ano do
Cavalo de Fogo. E esse corre mesmo! O Cavalo é o arquétipo do movimento, da velocidade, da liberdade. O fogo é a energia que aquece, que ilumina, que se espalha. É o que nos tira da inércia, que nos dá coragem para agir. O Cavalo de Fogo não anda: ele arde e galopa.
E ele te convida a arder também — não para se perder na correria, mas para correr na direção dos seus sonhos com paixão e presença.
Enfim,
o único tempo que existe de verdade é o agora. O passado é memória, o futuro é imaginação — e a vida acontece neste instante. Quando entendemos isso, o tempo deixa de ser um ladrão e vira um presente com laços da sua cor preferida! Literalmente:
o presente é o único lugar onde a vida mora.
Então, antes que o Natal chegue e você se pergunte de novo "já passou?", eu te convido a parar. Não para planejar mais, mas para olhar para os seus
sonhos com um novo olhar. Aqueles
sonhos que você deixou para "quando tiver tempo": eles estão esperando a sua presença. Vamos atravessar essa virada, um sonho de cada vez, mas realmente olhando para eles.
O ano ainda tem tempo — e você também! Bora? ;)
Texto Revisado
Autor: Sheila Tiemi Sakamoto
Minha escrita une saberes sistêmicos, astrológicos, numerológicos, tarológicos, da Neurociência, do Feng Shui e da Medicina Germânica. É a sinergia da união dos saberes a seu serviço.
Terapeuta Sistêmica & Integrativa - atendimentos com acolhimento, responsabilidade e respeito pela sua história.
https://www.instagram.com/sheila_tiemi_sakamoto/
E-mail: [email protected]
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Atualizado em 9/26/2026
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