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Psicoterapia Reencarnacionista

Publicado dia 10/8/2004 12:29:42 PM em Vidas Passadas

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Há muito tempo os psicoterapeutas e as pessoas que acreditam na Reencarnação vêm questionando o enfoque tradicional da Psicologia oficial, sua limitação a essa vida apenas, sua visão de um “início” e um “fim”, como se não existíssemos antes, e anseiam por uma nova maneira de ver e tratar os nossos problemas e conflitos emocionais e mentais, a partir dos princípios reencarnacionistas. Pois bem, agora já existe essa nova visão psicoterapêutica, não é uma nova linha da Psicologia, é uma nova Escola de Psicologia.

Essa nova Psicologia está alinhada às concepções reencarnatórias e eu a chamei de Psicoterapia Reencarnacionista. Ela não vem para combater a Psicologia tradicional ou para destruí-la e, sim, para abrir suas fronteiras, do nascimento para trás, rumo ao nosso passado transpessoal, e do desencarne pra frente, rumo às nossas encarnações futuras. É a expansão da Psicologia tradicional, dessa vida apenas, herdeira do Consciente Coletivo não reencarnacionista, originado nas concepções religiosas dominantes no ocidente.

O motivo da Psicologia oficial não lidar com a Reencarnação deve-se à ação do Imperador Justiniano no ano 553 d.C. de conclamar o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos do oriente (não-reencarnacionistas), e decretando que Reencarnação não existe, influenciado por sua esposa Teodora, ex-cortesã, filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio, que para libertar-se de seu passado mandou matar antigas colegas e para não sofrer as conseqüências dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Karma, empenhou-se em suprimir a magnífica Doutrina da Reencarnação. Esse Concílio não passou de um encontro que excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, seqüestrado e mantido prisioneiro de Justiniano por 8 anos por ter-se recusado a participar desse Concílio! Dos 165 bispos presentes, 159 eram da Igreja oriental, e tal fato garantiu a Justiniano os votos de que precisava para decretar que Reencarnação não existe. E assim a Igreja Católica tornou-se uma igreja não-reencarnacionista e, mais tarde, as suas dissidências também levaram consigo esse dogma. Com o predomínio, no ocidente, dessas igrejas não-reencarnacionistas, criou-se no Consciente Coletivo ocidental a idéia de que Reencarnação não existe, dentro do que formou-se a Psicologia e a Psiquiatria, que também não lidam com a Reencarnação. Outros motivos que levaram a Igreja Católica a decidir que Reencarnação não existe, de dominação, ameaças, evolução espiritual apenas possível passando pelos representantes de Deus, ganhos materiais, etc., vou deixar a cargo dos leitores estudarem por si.

Isso representou um dos maiores atrasos da história da humanidade, que até hoje reflete-se, pois temos uma Psicologia e uma Psiquiatria que limitam-se apenas à vida atual, ignorando todo um material de estudo e análise, do nosso passado, escondido em nosso Inconsciente. E é aí que estamos entrando, seguindo a orientação do Dr. Freud. Entrando no Inconsciente das pessoas alcança-se a Reencarnação. Isso é religião? Não, isso é pesquisa científica, isso é a emergência de uma nova Psicologia e uma nova Psiquiatria.

A diferença fundamental entre a Psicoterapia Reencarnacionista e todas as anteriores é justamente que a Reencarnação é o seu elemento básico e a partir daí é que tudo estrutura-se. Os seus pilares são: a personalidade congênita e a busca da evolução espiritual. A finalidade e o aproveitamento de uma encarnação são suas diretrizes.

Ela não deve ser confundida com a Regressão Terapêutica, que é uma técnica utilizada para desconectar as pessoas de situações traumáticas do seu passado que ainda estão acontecendo em seu Inconsciente, originando sintomas, principalmente os casos de fobias e síndrome do pânico, que podem ser, desse modo, curados rapidamente. Não devemos confundir a Psicoterapia Reencarnacionista com a Regressão Terapêutica: aquela é uma Escola de Psicologia, essa é uma técnica. A regressão não deve ser utilizada para uma pessoa saber quem foi, quem outras pessoas foram, e outras curiosidades; ela deve ser utilizada do ponto de vista ético, no qual a única finalidade é desconectar o paciente de um fato traumático de outra encarnação, ao qual ainda está sintonizado, como se ainda estivesse lá. Essa é a principal causa das Fobias e do Transtorno do Pânico, e também das depressões refratárias aos tratamentos. Na Sociedade de Psicoterapia Reencarnacionista não somos nós quem realizamos a Regressão e, sim, o Guia Espiritual do paciente; nós apenas colaboramos nessa ação, ajudando-o a realizar um relaxamento do seu corpo físico e uma expansão de sua Consciência, mas não dirigimos a regressão. Após um breve tempo, o seu Mentor o conduz para um fato do passado ao qual ainda está sintonizado, e a partir daí a pessoa vai recordando até o fim daquele fato, até seu desencarne naquela vida, até subir para a Luz, até referir estar sentindo bem. Com isso é realizado um desligamento daquela situação e a Fobia, o Transtorno do Pânico, a depressão, melhoram muito ou curam. Claro que isso também é fruto do merecimento da pessoa, ou seja, se já pode se curar dessas patologias, ou ainda não.

Após muitos anos de exercício da Medicina homeopática, da Terapia com os Florais e de trabalho em Centros Espíritas, o meu ofício como médico foi-se moldando de modo a tratar os problemas emo¬cionais e mentais dos doentes, e suas repercussões físicas, a partir da finalidade da existência, dos objetivos da Reencarnação, da razão de nossa Essência estar acoplada a um corpo físico, nessa dimensão, por um certo tempo.

Atendendo cerca de 1.500 consultas anuais, com a duração média de uma hora cada, tal volume de conversações me deu substrato para elaborar algu¬mas concepções a respeito das dificuldades das pessoas com a sua vida, eu incluído, é claro. Tenho encontrado pouquíssimos pacientes que realmente têm uma idéia clara, ou mais ou menos clara, sobre o objetivo da vida e rarís¬simos têm a noção do que estão fazendo aqui. A maioria vive como se morasse em um labirinto, perdida numa névoa escura, rodeando o tempo todo, sem saber se vai por esse ou aquele lado, simplesmente porque não sabe quem realmente é, o que está fazendo aqui e para onde deve ir. Viver desse modo é como se você fosse a um supermercado sem saber o que quer com¬prar e, então, após algum tempo de perambulação pelos corredores, compra¬ria qualquer coisa e ir-se-ia. Viver sem saber quem é e o que é isso que se chama "vida" é a mesma coisa: você perambula pelos corredores, sem com¬prar nada de que realmente precise e, no final, vai-se. Ou compra coisas que não precisa.O pilar básico sobre o qual fundamenta-se a nova Psicologia, reencarnacionista, é a Personalidade Congênita, e o trabalho principal do psicoterapeuta reencarnacionista é auxiliar seu paciente a recordar-se de que está aqui em busca da sua evolução espiritual, da sua purificação. Deve ajudá-lo a aproveitar essa atual passagem, a fazer uma releitura de sua infância a partir dos princípios reencarnacionistas, a entender porque nos reencontramos com seres com os quais trazemos conflitos de encarnações passadas, por que necessitamos passar por situações aparentemente negativas, desagradáveis, a Lei do Retorno, etc. Essas descobertas e constatações é o que pretendo transmitir, e espero sinceramente que as minhas reflexões sobre o conflito entre o nosso Eu Real (a Essência) e as ilusões do nosso Eu Temporário (a Personalidade terrena), ajudem as pessoas a encontrarem-se consigo mesmas e assumirem com mais confiança e determinação o objetivo final de todos nós: a evolução espiritual (purificação). Nada disso é novidade para os espíritas e para todos que acreditam na reencarnação, mas agora essas questões estão sendo colocadas na Psicologia.

A Psi¬coterapia Reencarnacionista, a nova Psicologia baseada na Reencarnação, veio para ajudar a nos libertarmos das ilusões e das fantasias terrenas e a nos apegarmos firmemente aos aspectos realmen¬te absolutos e eternos do nosso Caminho. Ao seu tempo, essa visão reencarnacionista ajudará a Psicologia oficial a libertar-se das suas amarras e os psicólogos e os psiquiatras que acreditam na Reencarnação não precisam mais ater-se a uma visão que analisa a vida de seus pacientes apenas a partir da infância, pois essa nova Escola aí está, acessível a quem se interessar; os cursos estão abertos, tenho escrito livros, realizado palestras, agora é uma questão de tempo. Em breve haverá duas Psicologias: uma que lida com esta vida apenas, para os profissionais que não acreditam na reencarnação - a ser utilizada nas pessoas que também não lidam com isso - e uma que lida com a vida eterna, que é a Psicoterapia Reencarnacionista, baseada na reencarnação, para quem acredita nela. É uma questão de coerência.



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por Mauro Kwitko

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Sobre o autor
Mauro Kwitko é médico auto-licenciado do Conselho de Medicina para poder dedicar-se livremente ao seu trabalho como psicoterapeuta reencarnacionista. Em 1996, começou a elaborar e divulgar a Psicoterapia Reencarnacionista. É fundador e presidente da ABPR. Ministra Cursos de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica há muitos anos, tendo formado centenas de psicoterapeutas reencarnacionistas.
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