Embate Espiritual: Uma guerra silenciosa e desigual

Embate Espiritual: Uma guerra silenciosa e desigual
Publicado dia 2/24/2010 4:58:48 PM em Vidas Passadas

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“Um guerreiro sabe que um anjo e um demônio disputam a mão que segura a espada. Diz o demônio: ‘Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo’. Diz o anjo: ‘Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo’. O guerreiro fica surpreso. Ambos disseram a mesma coisa. Então o demônio continua: ‘Deixe que eu te ajudo’. E diz o anjo: ‘Eu te ajudo’. Nesta hora, o guerreiro percebe a diferença. As palavras são as mesmas, mas os aliados são diferentes. Então ele escolhe a mão de seu anjo”.
Manual do Guerreiro da Luz – Paulo Coelho.

Num artigo anterior “Assédio Espiritual”, escrevi que a maioria de meus pacientes não percebe que está sendo assediado espiritualmente, tal o grau de sutileza dessa enfermidade da alma. Por isso, o assédio espiritual é uma das doenças mais difíceis de ser tratada por dois motivos: 1) Estado de invisibilidade: O espírito obsessor – ser desencarnado, desafeto do paciente – por ter sido prejudicado pelo mesmo no passado, seja nesta ou em outras vidas, movido a ódio e vingança, se aproveita de seu estado de invisibilidade (somente as pessoas que têm uma vidência apurada consegue vê-lo) para prejudicá-lo; 2) Preconceito e descrença: Médico e paciente, além de não perceberem a presença do agente causador da enfermidade, normalmente não estão abertos, receptivos para investigarem a hipótese do assédio espiritual, em razão do preconceito, descrença e desinformação a respeito desse assunto.

Em minha experiência com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) constatei que os vários transtornos psíquicos (fobias, síndrome do pânico, depressão, ansiedade, humor instável sem motivo que justifique, etc.), orgânicos (causa não encontrada pela medicina) e de relacionamento interpessoal (conflitos e dificuldades de relacionamento conjugal, entre pais e filhos, parentes, com a chefia, etc.), têm como causa o assédio espiritual em 90% dos casos, e somente em 10% a causa é psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência de ordem espiritual.

Desta forma, a TRE é um embate contra os seres das trevas, uma guerra silenciosa entre os seres da luz e os das trevas. Sendo assim, lidar com a patologia do ser humano não é só tratar o psicológico e o físico, mas, sobretudo, tratar da alma, fazendo o paciente entrar em contato com os seres das trevas, o que contraria toda a idéia do exorcismo defendida pelos religiosos, que acreditam que só algumas pessoas são ‘possuídas’ pelos seres do mal.
Na verdade, muitos dos pensamentos, desejos e atitudes ruins que cultivamos no cotidiano, podem ter influência dos espíritos inferiores. E quando há uma influência excessiva desses seres, o paciente pode desenvolver transtornos psiquiátricos mais graves que se convencionou chamar de psicose, como a esquizofrenia, transtorno bipolar (mania e depressão) e a epilepsia.
Aliás, a palavra esquizofrenia, que significa “divisão da personalidade”, pode indicar a existência de mais seres no interior do enfermo. Ou seja, mostra o desejo do enfermo de ser o outro, provavelmente o espírito que o acompanha.
Freud demonstrou em seus estudos do inconsciente que há uma motivação oculta, inconsciente, em nossas ações, da qual não temos consciência; com isso, fez uma das maiores descobertas da humanidade.

No entanto, apesar de sua genialidade, por causa de sua formação médica organicista, não teve acesso aos conhecimentos necessários sobre os fundamentos do mundo espiritual, o que o levou a não transcender a visão materialista da medicina tradicional.
No final do séc. XIX e início do séc. XX com o surgimento da psiquiatria científica, a idéia dos seres espirituais, antes considerada, foi posta de lado, tratando-a como uma mera superstição, uma crendice popular. Por isso, a maioria dos psiquiatras ainda hoje desconsidera o aspecto espiritual e prescreve medicamentos fortes, não levando em conta o cuidado necessário em diferenciar um distúrbio mediúnico, de ordem espiritual, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.
Com isso, esses profissionais acabam mascarando, escondendo a verdadeira causa da enfermidade do paciente. Todavia, não sou contra a terapia medicamentosa, pois em casos mais crônicos, sem dúvida alguma, é necessária. Mas medicar indiscriminadamente, sem levar em conta o aspecto espiritual, não tomando o cuidado de promover uma ampla investigação, é bastante prejudicial à verdadeira cura do paciente e, obviamente, mantém a ação nociva dos seres das trevas em sua enfermidade.

Costumo dizer aos meus pacientes que aquele que não tem nenhum inimigo, principalmente os invisíveis, é um ser felizardo, um abençoado, pois o assédio espiritual é uma guerra bastante nociva e desigual por se processar de modo silencioso e oculto, onde o obsessor espiritual, habitante das trevas, usa de vários estratagemas, de táticas diversas, na maioria das vezes sutis, dependendo de seu Q.I. E sua maior tática é justamente a de se esconder, pois aproveitando-se do estado de invisibilidade, pode prejudicar melhor o paciente.
Os seres das trevas adoram trabalhar em segredo para poderem agir à vontade, mas ficam profundamente irritados e agressivos quando são desmascarados, forçados pelos seres de luz a se tornarem visíveis aos olhos dos pacientes nessa terapia.

Não foi por acaso que Cristo, profundo conhecedor da alma humana, dizia: “Enfrentai a treva com a luz”; “Conhecei a verdade e a verdade vos libertará” e “Orai e Vigiai”.
A verdade realmente liberta; por isso na TRE o mentor espiritual do paciente proporciona uma verdadeira bênção ao propiciar o encontro entre o paciente e o seu obsessor espiritual para que ambos possam render-se ao perdão mútuo, única terapêutica de cura definitiva para os dois se libertarem das amarras que os prendem ao passado.

Caso Clínico:
Por que os meus namorados sempre acabam terminando o namoro sem motivo aparente?
Mulher de 32 anos, solteira.


Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de seus namorados terminarem o namoro sem uma razão clara. Muitos até chegaram a se justificar alegando que a paciente era uma pessoa boa, mas que não servia para eles. Fazia um ano tinha pesadelos recorrentes, sempre fugindo com medo, se escondendo de alguém em lugares escuros. Nesse mesmo período, tinha também a sensação constante de estar sendo acompanhada por uma presença espiritual masculina, sempre do seu lado esquerdo.
Sentia fortes dores musculares no pescoço, braço e perna, também do lado esquerdo de seu corpo. Tinha também um relacionamento difícil com o pai que era alcoólatra, pois era comum ele gritar e ficar agressivo com ela.

Na 1ª sessão de regressão, após pedir para a paciente atravessar o portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o presente do passado, o plano terreno do plano espiritual), ela me relatou:

“Vejo um jardim e um banco (ela estava se referindo ao jardim do astral)... Alguém me chama para sentar nesse banco. (pausa).Estou me aproximando do banco e tem um senhor idoso sentado. Só vejo o rosto dele de barba branca e expressão bondosa. Ele se identifica afirmando ser o meu mentor espiritual, que está muito feliz porque vim até aqui conversar com ele”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer? - Peço à paciente.
“Ele diz que a presença espiritual masculina que me acompanha é o meu obsessor espiritual, que é ele que me prejudica em meus relacionamentos afetivos. Por isso, tenho que resolver com ele essa pendência do passado para ficar em paz. Ele me acalma dizendo que não vou ser assaltada ao sair do consultório, me esclarece que foi esse obsessor que me influenciou com o pensamento de que se viesse hoje à terapia iria ser assaltada no metrô.
Na verdade, ele tentou sabotar esse tratamento, me colocando medo para que não viesse ao consultório do senhor (são comuns nessa terapia os seres das trevas tentarem boicotar a vinda dos pacientes ao meu consultório, utilizando-se de todos os recursos possíveis e inimagináveis aos olhos de uma pessoa desatenta, como furar o pneu de seu carro, criar confusões fazendo-os anotar errado o endereço de meu consultório ou trocando a data da consulta; enfim, criam vários empecilhos, aparentemente casuais, para que os pacientes se atrasem bastante ou não cheguem ao meu consultório).
Ele me esclarece melhor dizendo que estou sendo assediada por esse ser obsessor porque o prejudiquei fazendo-o sofrer muito na vida anterior à atual, mas que hoje ele não vai me mostrar o que realmente fiz para esse ser no passado porque ainda não estou preparada para saber (pausa).
Nossa, minha mão direita está tremendo... (paciente fala assustada). Tenho a impressão que ela quer escrever alguma coisa (ao perceber que a paciente era uma médium de psicografia, entreguei-lhe uma prancheta para que o ser espiritual se manifestasse por meio da escrita)”.
De olhos fechados, encostada no divã, a paciente começou a psicografar rapidamente a mensagem do ser espiritual: “Eu vou te perseguir para sempre. Não aceito que me abandone nunca; você vai ter que ser minha para sempre. Eu te amo, não sei viver sem você. Você me abandonou na vida passada para ficar com outro homem; por isso, não admito que se relacione com nenhum homem. Você é minha, só minha! Não quero que fique com o Fábio (nome do atual namorado da paciente) porque ele é a encarnação de seu amante na vida anterior. Éramos casados, não vou te perdoar pelo sofrimento que me causou fugindo com esse homem. Você tem que pagar e ser só minha. Não quero ficar sozinho, está muito escuro aqui (o obsessor, marido da paciente dessa vida passada, estava no umbral, região fria, escura, densa, fétida e de muito sofrimento).
Fica comigo, eu te amo muito, muito. Volta para mim!
Beijos,
Marcos”.

Ao ler a psicografia, a paciente estava bastante surpresa, pois nunca havia psicografado antes. Comentou que a letra psicografada não era a dela, pois sua letra era bem redonda. Realmente, quando comparamos sua letra (na entrevista de avaliação peço sempre para que os pacientes preencham uma ficha de cadastro com seus dados pessoais) com a da mensagem, eram bem diferentes.
Ao encerrarmos a sessão, entreguei à paciente a oração do perdão e pedi para que orasse de coração aberto, com toda a pureza de sua alma para que esse ser buscasse o caminho da luz.
Na 2ª sessão, a paciente me relatou: “Estou vendo o meu mentor espiritual, ele quer me mostrar algo... Vejo um homem caído no fundo do precipício. Estou junto com o meu mentor no alto do precipício, ele me mostra esse homem caído lá embaixo. Digo-lhe que quero ir lá para ver quem é. (pausa).
Desço com o meu mentor e agora vejo melhor o corpo caído. Ele diz que esse corpo é de meu marido dessa vida passada. Usa uma roupa antiga, calça de tergal, camisa branca que ele usa por baixo do terno. Sua pele é clara, cabelo encaracolado, castanho. O meu mentor me diz que ele morreu por minha causa, sofreu um acidente de carro. Estou vendo o carro dele: é antigo, preto, as rodas, os aros, são grandes e finos. (pausa).
Vejo agora o espírito desse meu marido ao lado de seu corpo. Ele conversa comigo, diz que deixou os nossos filhos em casa -nessa vida passada- e foi à minha procura.
Afirma que fui casada com ele em 1915, e tínhamos um casal de filhos. A gente morava na capital, em São Paulo, fui fazer uma viagem para o interior e acabei conhecendo o meu amante, que hoje é o meu atual namorado; fugi com ele e acabei abandonando-o, bem como aos meus filhos. Desesperado, ele diz que pegou o carro para ir atrás de mim e, na curva, perdeu a direção e caiu nesse precipício. Diz que morreu me procurando, por isso, não consegue se desligar de mim.
Diz ainda que me ama, que está sempre por perto dos nossos filhos, que hoje reencarnaram como a minha afilhada e o meu sobrinho mais velho (subitamente a paciente começou a falar de forma ofegante e ansiosa; na verdade, ela tinha incorporado o seu obsessor, seu marido dessa vida passada):
“Fiquei vagando esse tempo todo (fala chorando).
Eu quero ficar do seu lado. Fiquei perdido todo esse tempo. Não vou embora, não quero ir. Não quero mais ficar longe de você. Sou eu que coloco na tua cabeça que o seu namorado atual não gosta de você. Aliás, também coloco na cabeça dele que você não gosta dele. Com isso, ele sofre muito porque não consegue ficar do seu lado. Eu uso também suas amigas, colocando na cabeça delas que vocês não vão ser felizes. Não consigo te perdoar, porque você fugiu com ele na vida passada (fala com ódio)”.

Como nosso horário estava se esgotando, interrompi sua fala e pedi para que a paciente perguntasse ao seu mentor espiritual se ele tinha algo a lhe dizer. (pausa).
“Ele diz que preciso continuar orando muito, que esse espírito não é de todo ruim, logo ele irá para a luz porque hoje o desejo dele de querer voltar para mim, desta vez como minha filha, é maior que o seu ódio”.
O meu mentor me revela que brevemente vou me casar, e que esse obsessor virá como minha filha porque precisa também resgatar as dívidas com o meu atual namorado, que será o seu pai.
Ele diz ainda: ‘Filha, fique tranquila, não se preocupe, você está no caminho certo. Estamos cuidando para que o seu marido dessa vida passada seja levado para a luz. Continue fazendo a oração do perdão para ele. Não precisa ter medo do futuro, pois ele virá forte e saudável como sua filha e vai dar ainda muita alegria a vocês’.

Na 3ª e última sessão, a paciente incorporou novamente o obsessor: “Eu quero ir para a luz, pois sofri muito esse tempo todo. (pausa). Eu te prejudiquei bastante depois que morri naquela vida passada. Você e o seu amante brigavam muito, ele desconfiava que você tivesse outro homem, pois eu falava em seu ouvido, em espírito, que você não prestava, que abandonou a mim e os filhos, e que iria fazer o mesmo com ele. Ele acabou te abandonando e você morreu triste e sozinha, como aconteceu comigo. Já que morri sozinho, você também tinha que morrer dessa forma. Mas não quero mais te prejudicar, estou cansado, quero ir para a luz, quero ajuda”.
Paciente me fala que estava vendo-o sendo conduzido por dois seres de luz. (pausa). “Meu mentor diz que a partir de agora a minha vida vai mudar, que eu e o meu namorado vamos nos acertar, mas que tudo tem sua hora. Assegura que as minhas dores musculares vão cessar, pois era ele que estava provocando-as com sua presença. Diz que o tratamento aqui no consultório se encerrou, pede para cuidar de meu pai porque abandonei os meus filhos na vida passada. Então, como resgate, agora preciso cuidar dele. Agradece ao senhor pela oportunidade, diz que essa terapia vem socorrer muita gente, pois através de seu site a espiritualidade usa-o para trazer os pacientes necessitados de ajuda ao seu consultório. Ele se despede dizendo: Fiquem em paz, muita luz e amor”.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta especializado em Terapia de Regressão TRE, com foco em autoconhecimento, transformação emocional e integração de experiências de vida. Atende em seu consultório em São Paulo.
Site: www.osvaldoshimoda.com.br
Tel.: (11) 99286-4497 (agendamentos)
Email: [email protected]
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