Sem rumo na vida

Sem rumo na vida
Publicado dia 4/8/2020 11:34:53 AM em Vidas Passadas

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Que rumo dar à minha vida? Eu me sinto perdido;
Por que sinto um vazio, insatisfação, sem saber o que busco?;
Qual o meu verdadeiro propósito de vida?;
Qual o meu caminho profissional?;
Por que não sinto prazer em viver?;
Por que apesar de ter saúde, casa, família, um bom emprego e casamento, estou sempre insatisfeita?
Estas e outras queixas são as mais freqüentes que ouço em meu consultório.
Em verdade, são inúmeras as pessoas que estão sem rumo em suas vidas ou numa área específica da vida (profissional, financeira, afetiva, familiar, saúde, espiritual, etc.).
Sentem-se confusas, perdidas, insatisfeitas e inquietas porque a alma é impiedosa, implacável, cobra-nos sempre quando não estamos dando o nosso melhor ou nos desvirtuando de nosso verdadeiro propósito de vida à qual viemos na encarnação atual. Posso dizer que eu era uma dessas pessoas.
Antes de criar a TER (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual), abordagem psicológica e espiritual breve, era um psicólogo frustrado, não me encontrava profissionalmente, apesar dos anos de estudos e prática clínica (eu me formei em Psicologia em 1982).

Como psicoterapeuta, sempre procurei métodos que ajudassem os pacientes a superarem seus problemas de forma mais breve e efetiva, e que não precisassem ficar anos fazendo terapia; buscava, portanto, uma nova maneira de exercer a psicoterapia.
Na ocasião, me sentia frustrado e infeliz por não apresentar resultados satisfatórios com os meus pacientes. Cheguei até a questionar a minha competência profissional por um fato ocorrido: durante 5 anos fiz minha formação em psicanálise e numa das supervisões a minha supervisora e também analista- fazia minhas sessões de análise com ela - comentou: "Osvaldo, preciso lhe dizer algo com toda a franqueza e honestidade: você não tem perfil para ser um psicanalista. Pelo seu histórico de vida, traço de personalidade, por ser reservado, fechado, por conta de ter vindo de uma cultura nipônica, daria para ser um bom médico, engenheiro ou economista, mas menos um psicanalista. Não entendo por que você cursou Psicologia".

Saí arrasado da supervisão. Aquilo que ela me falou foi uma "ducha fria" no meu ânimo de continuar a exercer a psicoterapia. Resolvi, então, trabalhar como consultor de empresas na área comportamental, ministrando cursos de relacionamento interpessoal pelo Sebrae, e à noite atendia alguns pacientes em meu consultório.
Anos depois, larguei o consultório e me dediquei integralmente nessa nova carreira, pois estava indo muito bem, recebia inúmeros convites das empresas.
No entanto, os convites começaram a escassear, não entendia o porquê disso já que as avaliações dos participantes de meus cursos eram sempre muito boas. Isso me obrigou a voltar para o meu consultório. Até que uma amiga psicóloga me disse que o norte-americano Dr. Morris Netherton, PhD em Psicologia, criador da TVP (Terapia de Vida Passada), estava em São Paulo ministrando palestras e cursos de formação em terapeutas.
Assisti à sua palestra e acabei fazendo a minha formação com ele e com sua discípula direta, a médica brasileira, a Dra. Maria Júlia Prieto Peres.

Inicialmente, não tinha muita convicção a respeito da reencarnação, vida após a morte, existência dos espíritos, enfim, dos assuntos ligados à espiritualidade. Percebi o quanto estava fechado à vida, pois me limitava aos valores materialistas da cultura ocidental, aos paradigmas científicos vigentes, pois como psicólogo, desconhecia os fundamentos da realidade espiritual, o que me dificultou bastante qualquer tipo de abordagem mais profunda do Ser.

Não fui treinado na minha formação acadêmica como psicólogo a compreender e a lidar com as manifestações mediúnicas dos pacientes, com as obsessões espirituais (interferência dos espíritos desencarnados das trevas que querem se vingar do paciente pelo mal que este lhe causou numa vida passada), e que causam as mais variadas desordens na vida do paciente.
Como psicólogo, fui treinado na Universidade a lidar com o psicológico e o emocional do paciente, e não o seu lado espiritual (ainda hoje as Faculdades de Psicologia negam, desconsideram o lado espiritual do ser humano).

Dr. Morris Netherton aconselhava os alunos a encaminharem os pacientes a um centro espírita de confiança, caso eles estivessem sendo obsediados.
Mas 95% de meus pacientes estavam obsediados; por isso, resolvi eu mesmo lidar com os obsessores espirituais. Estudei a fundo essa enfermidade da alma, lendo os livros de Kardec, o codificador do espiritismo, o budismo, as filosofias orientais, literaturas espiritualistas e a freqüentar centros espíritas kardecistas, umbandistas, candomblé, etc.
Até que numa das sessões de regressão, uma paciente me disse: "Dr. Osvaldo, eles pedem para dizer ao senhor que vão daqui para frente orientar o nosso trabalho, vão alinhar os meus chacras (centros energéticos do corpo); daí a minha dificuldade de regredir,de romper a barreira de minha memória".

Atônito, perguntei à paciente: "Eles quem?!"
"O meu mentor espiritual e os amigos do Astral Superior", ela respondeu.
A partir daí, sob a orientação do mentor espiritual de cada paciente, o meu trabalho deu um salto qualitativo e quantitativo, inúmeros casos passaram a ser equacionados.
Percebi, então, que eu era parte integrante da equipe maravilhosa do Astral. Hoje, não mais me considero um psicólogo, mas me intitulo um médico da alma, um trabalhador da luz, à serviço do Pai e da Espiritualidade.

A minha supervisora e analista estava certa quando me disse que eu não tinha perfil para ser um psicanalista, pois realmente não vim na encarnação atual para exercer a psicoterapia convencional e sim para criar uma nova e breve abordagem psicológica e espiritual, a TRE .
Sem dúvida alguma, a TRE vem para revolucionar os conceitos de terapia e terapeuta, pois nesta terapia, é sempre o mentor espiritual de cada paciente que irá conduzir o processo terapêutico, mostrando-lhe a causa de seu problema, sua resolução, bem como as aprendizagens necessárias.
Como terapeuta nesta nova abordagem, sou na verdade, um co-terapeuta que irá criar todas as condições necessárias para que o paciente esteja aberto, receptivo para que o seu mentor espiritual lhe mostre o que precisa saber acerca de seu(s) problema(s) e orientá-lo.
Sou, portanto, um facilitador da abertura de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual.
Os leitores assíduos de meus artigos no Somos todos um e em meu site pessoal link estão acostumados a ler os maravilhosos relatos de inúmeros casos solucionados, graças à ajuda dos mentores espirituais dos pacientes.
Tenho o prazer de dizer aos meus queridos leitores que realmente me encontrei com essa nova abordagem , a TRE. E tenho a certeza que os meus pacientes - após passarem por essa terapia -, também se encontraram.Caso Clínico:
Sem rumo na vida
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio em meu consultório, um rapaz que dizia que sua vida não ia para frente em nenhum aspecto: tudo estava parado, pois algo ou alguém o impedia. Eram brigas, fofocas, intrigas, as pessoas desconfiavam dele, ele não entendia o porquê disso tudo, já que se considerava uma pessoa correta e honesta.
Dizia não ter família, pois seus pais eram separados. Aos 17 anos, saiu de casa e nunca mais voltou, e as pessoas que ele encontrava pela sua vida acabava sendo a sua família. Mas sempre acontecia algo que fazia com que ele se distanciasse dessas pessoas.
Tinha muitos pesadelos com mortes e perseguições, e também sonhava com orgias. Seu humor era muito instável, e isso o afastava também das pessoas. Desde os 14 anos trabalhava, começou por baixo, e em pouco tempo, conseguiu galgar as melhores colocações na empresa onde trabalhava.
Seu sonho era constituir uma família, ter um trabalho no qual pudesse sustentar-se com dignidade, criar raízes, enfim, ter uma vida "normal".

Na primeira sessão, ele viu tudo escuro, um breu total, e sentiu muito frio e dores no corpo, mas não passou disso (nessa terapia, quando o paciente está sendo obsediado, é comum descrever um breu total e sentir frio e dores musculares, pelo fato do ser obsessor ser um habitante das trevas, região escura, gélida e de muito sofrimento). Insistente, me disse que queria resolver aquela situação, e que estava preparado para saber se tinha feito algo de errado no passado. E se fez, queria ter a oportunidade de consertar o seu erro. Então, marcamos para a semana seguinte a sua segunda sessão. Veio a mesma coisa: escuridão e frio, mas apareceu também uma mulher muito bonita, querendo lhe mostrar algo.

- Pede para ela se identificar - Solicito ao paciente.
Ela disse que é a minha mentora espiritual, e que se chama Crystal. Fala que ouviu o meu pedido e que me foi concedido a oportunidade de saber o que aconteceu comigo no passado para que desencadeasse todos esses acontecimentos ruins. Ela diz para não ter medo, estende sua mão, e diz para que eu observe tudo e depois conte para o senhor.
Paciente fica em silêncio por mais ou menos 25 minutos, em seguida, chora baixinho, e diz: - Meu Deus, o que fiz?!
Dr. Osvaldo, fui um monstro! Eu que sempre pedi para que me dissessem a verdade, sempre cobrei postura das pessoas, sempre as critiquei, e eu, o que sou?! Um monstro, um covarde, uma pessoa cruel!
Vi numa vida passada, uma casa muito bonita, grande, tinha uma esposa linda e dois filhos, um menino e uma menina, lindos! Mas tinha uma outra mulher, era a irmã de minha esposa, que eu também tinha um relacionamento com ela, e tive filhos com ela. Minha esposa sabia, mas tinha muito medo de mim e aceitava a minha traição. Eu já estava com 43 anos e minha esposa, uns 40 anos, quando ela engravidou novamente. Não fiquei feliz, mas aceitei, afinal era minha mulher. Nasceu outra menina, mas ela veio diferente de meus dois filhos; eles eram loiros, de olhos azuis, muito parecidos comigo, e ela veio com cabelos e olhos castanhos; não gostei do que vi, ela me incomodava, não entendia por que ela tinha vindo diferente.(pausa).

A Crystal, a minha mentora, agora está me mostrando uma cena onde a minha esposa amamenta a criança, estou furioso, violento, digo que aquele monstro não era meu; eu a acuso de que ela teve um relacionamento fora do casamento, que me traiu, jogo a criança no chão e bato muito nela. Só parei quando os empregados e minha cunhada vieram, ela estava desfalecida. Dei as costas e sai.

O leite de minha esposa secou. Eu era muito violento e todos tinham muito medo de mim. Minha esposa estava doente; então, quando a criança completou três anos, começaram as torturas: eu a trancava no quarto escuro, ela chorava até desfalecer e dormir, aquilo me dava prazer. Batia nela, a queimava com cigarro, ela até vinha para me fazer carinho, mas eu a chutava. Ela tinha muito medo de mim, não entendia por que a espancava. Meus filhos, quando eu dormia, iam até o porão, que era onde ela dormia, e davam comida, água e brincavam um pouco com ela. Acredito que era quando ela se sentia criança. Proibi de minha esposa vê-la, e sempre que eu desconfiava, que era sempre, a criança apanhava até desmaiar; então, minha esposa fazia tudo para que isso não acontecesse.

Dr. Osvaldo, as torturas duraram até os 11 anos, foi quando ela desencarnou, eu a matei (paciente fala chorando muito).
Aquele ser tão frágil, tão pequenino, meu sangue... Eu a marquei com o ferro de marcar gado e ela não agüentou a dor. Ela apenas chorava e me olhava, não dizia nada, não tinha mais forças. Em seguida, a minha esposa desencarnou, sucumbiu a dor de não ter tido forças para lutar contra mim; meus filhos me olhavam com medo e também sentiam a dor de ter perdido a irmãzinha mais nova.

Realmente, definitivamente, fui um monstro! (grita, chorando muito).
A minha mentora espiritual pede para que me acalme, revela que estou sem rumo em minha vida atual porque não tive a oportunidade de pedir perdão para aquela criança, mas que irei ainda me encontrar com ela, e que na hora saberei reconhecê-la.
Diz que essa criança já está encarnada, hoje é um rapaz, que teve problemas de aprendizado na infância, medo de dormir no escuro, problemas com figuras de autoridade, pois era muito tímido, mas que é um rapaz bastante esforçado. Também foi torturado nesta vida pela professora até os 8 anos. Porém, tem um coração muito bom, e que se eu pensar nele de forma carinhosa e pedir perdão, ele irá sentir e me perdoar.

Fala que a Espiritualidade está vendo a melhor forma para podermos nos reencontrar. Pede novamente para fazer a oração do perdão, enviando-lhe boas energias, pois essa oração será fundamental para nos unir.



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta especializado em Terapia de Regressão TRE, com foco em autoconhecimento, transformação emocional e integração de experiências de vida. Atende em seu consultório em São Paulo.
Site: www.osvaldoshimoda.com.br
Tel.: (11) 99286-4497 (agendamentos)
Email: [email protected]
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