Caso de Dificuldade de ser sensual e de expressar sua feminilidade

Caso de Dificuldade de ser sensual e de expressar sua feminilidade
Publicado dia 8/27/2001 10:18:01 AM em Vidas Passadas

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Mulher – 35 anos

Tinha medo de se envolver afetiva e sexualmente com os homens. Era virgem, embora tivesse vontade e desejo sexual. Achava que se fizesse sexo iria ser usada sexualmente. Ficava muito tensa quando conhecia um rapaz e acabava sempre rompendo a relação não permitindo envolver-se. Achava sempre algum defeito nos homens. Não se permitia usar saias, blusas decotadas, salto alto ou batom, preferindo usar calças, blusas fechadas cobrindo os braços e o pescoço. Por outro lado, conseguia se masturbar e atingir o orgasmo.

O contato físico com as pessoas era algo muito constrangedor para ela, tinha dificuldades de expressar afeto através de abraços e beijos, até mesmo com seus familiares. Ao regredir se viu como freira num convento da igreja católica, num lugar grande e corredores escuros. O lugar era de silêncio, escutava passos de pessoas andando. Se viu com uma roupa comprida, preta. Estava vestindo um hábito. O convento era na França. O ano era 1820. Viu muitas crianças correndo. Ela ajudava a cuidá-las. Embora o lugar fosse escuro se alegrava quando ficava com as crianças. Se viu como morena, rosto fino, 29 anos. Embora tivesse uma família, tinha pai e mãe, filha única, preferiu seguir o celibato para ajudar as pessoas.
Era uma vida muito simples e regrada. Ajudava também na cozinha e cuidava de pessoas doentes o que a fazia sentir-se útil.

Nesta sessão lembrou que na vida atual, aos 16 anos pensava em ser freira. Dizia isso para seus pais. Era muito puritana, diferenciando-se de suas outras irmãs. Não entendia o porquê desse comportamento já que não tivera uma educação rígida. Pelo contrário, seus pais foram bem liberais, segundo seu relato na entrevista.
Prosseguindo na regressão, viu um rapaz que chegou ferido no convento. As freiras o recolheram na porta. Estava muito ferido e sangrava bastante. E estava inconsciente. Após ser cuidado pelas freiras, o rapaz recobrou os sentidos. Ela viu em seus olhos uma luz estranha e sentiu uma atração muito forte por ele. Tinha vontade de ficar junto dele. Queria tocá-lo mas sentia muita culpa e negava seu interesse por ele. Não podia gostar dele. Ele também se mostrava interessado por ela e queria casar. Mas ela dizia que era casada com Deus. Depois que ele se recuperou, resolveu ir embora por causa de sua negativa. Após sua partida, tornou-se uma pessoa desiludida. Sentia muita solidão e só via luz nas crianças.

Anos mais tarde, ele a procurou mas ela não quis recebê-lo.
Pedi para que ela revivenciasse o momento de sua morte nesta vida. Ela se viu numa cama já muito idosa. Sentiu muita solidão, abandono e muito frio. Ajudou muitas pessoas mas não vivera para ela. Veio o pensamento que devia ter aceitado ficar com ele. Sentiu o arrependimento. Sentia uma dor e, após isso, passou a não sentir mais nada. Parecia que ia subindo e via várias pessoas tentando reanimá-la. Viu uma luz e caminhou em direção a ela. Ele a estava esperando do outro lado. Era uma sensação muito boa, uma luz que a aquecia. Era um túnel e no final tinha uma luz. Ela ia flutuando, numa velocidade muito rápida. Sentia-se protegida e aquecida por ele.

Dr. Raymond Moody, psiquiatra norte- americano, relata em seu livro “Vida após Vida”, uma pesquisa muito interessante de relatos de pacientes que estiveram próximo da morte e que na mesa de cirurgia se viram flutuando numa velocidade muito rápida num túnel e no final viam uma luz. Ao ir de encontro a essa luz, se reencontraram com pessoas já falecidas e conhecidas. Muitos diziam que vivenciaram uma experiência muito agradável e que não queriam voltar para seu corpo. Mas seu mentor espiritual dizia que precisavam voltar, pois não era ainda o momento para deixarem esse mundo. A experiência, portanto, dessa paciente, confirma os relatos dos pacientes entrevistados pelo Dr. Raymond Moody em seu livro.Numa outra sessão, a paciente sentiu seus pés frios e molhados. Se viu numa plantação de arroz na China, como mulher, estava colhendo arroz num pântano junto com sua família. Tinha 16 anos. Moravam numa casa muito simples. Eram camponeses.

Se viu com um chapéu largo, calça justa e curta. A família estava toda reunida, jantando. Seu pai estava preocupado, não conseguia sustentar sua família. Ele estava meio desesperado. Estava conversando com sua esposa. Em seguida, ela vê um monte de cavalos na estrada. Parece alguém importante. Eles vieram pedir água para seu senhor. Vê seu pai conversar com essa pessoa importante. Em seguida, seu irmão vem correndo e diz para ela ir lá conversar com seu pai. Chegando lá, sua mãe estava preocupada. Seu pai veio conversar com ela e disse que ela iria se mudar para morar com esse senhor importante. Assustada, percebeu que fora vendida para essa pessoa rica.

Desesperada, via que sua mãe chorava. Sentimento de raiva e medo tomaram conta dela. Esse homem a comprou. Sentiu-se abandonada pela família. Se recusou a ir. Ela não queria ir. Eles a colocaram num cavalo. A viagem foi muito longa na estrada. Foi uma viagem bem cansativa, estava com calor, suja e maltratada. Viu na frente um portão grande. Parecia ser uma casa grande. Achava o lugar sinistro, escuro, veio uma sensação de medo. Um homem a levou numa sala onde havia várias mulheres.

Uma, que parecia ser a mais velha veio conversar com ela. Disse que ela tinha que tomar banho, se preparar para o senhor. Várias moças a ajudaram a se vestir. Ela veste roupas extravagantes, coloridas (vermelho e dourado). Elas a levam em seguida para um quarto. Aparece depois uma senhora, muito bonita e bem vestida. Diz que era uma das esposas do dono daquele lugar e que ela iria ser sua terceira esposa. Ela começou a chorar, se sentia mal naquele lugar longe de sua família, queria ir embora. Ficou esperando naquele quarto grande. Sentia muito medo.

Após um longo tempo de espera, entra um senhor aparentando ter uns 40 anos. Nunca o tinha visto. Ele se aproximou dela e lhe disse que era muito bonita e que ela não iria precisar trabalhar. Ele lhe disse que a comprou. Sentiu muito ódio dele pelo fato de estar longe seus familiares. Ficou também com raiva de si por ser bonita. Veio o casamento. Na primeira noite de núpcias, sentiu muito nojo dele. Era uma pessoa bruta, violenta. Foi horrível. Ele chegou a batê-la para se excitar. Sentia-se impotente diante de sua brutalidade. A dor da penetração fora muito grande. Jamais pensou que o ato sexual fosse tão violento, horrível e nojento.

Depois que acabou, sentiu-se suja e dolorida. Ele acabou dormindo. Ela tentou se levantar para se lavar e viu muito sangue. Nos dias seguintes, ela ficava rezando para ele não escolhê-la. Cada noite ele escolhia uma mulher. Mas ele acabava todas as noites a escolhendo. Ela tentava engordar, comia muito para não ficar atraente.

Achava que dessa forma ele não a escolheria. Não se produzia, falava para si que não queria ficar bonita. As mulheres, no entanto, tinham ódio, inveja dela. Pedi em seguida para que ela avançasse na regressão e procurasse se lembrar do momento de sua morte nesta vida. Ela me disse que acabou morrendo cedo nesse lugar.

Ela se lembra que estava na beira de um lugar muito alto tentando pular, escapar daquele lugar e acabou caindo, vindo à falecer. Foi após essa sessão que ela se conscientizou do porquê nesta vida atual não aceitar sua feminilidade e de negar também sua beleza, embora fosse muito bonita.

Estabelecemos como meta terapêutica dela se permitir expressar sua feminilidade e aceitar sua beleza no seu cotidiano. E foi o que acabou acontecendo. Ela começou a mudar seu visual, usando roupas decotadas, saias, maquiagem, batom e pintar suas unhas. No início se sentia um pouco inibida, mas acabou se acostumando.
Gradativamente foi se soltando, aprendendo a se expressar afetivamente no relacionamento com as pessoas, principalmente com os homens. No início se mostrava inibida mas foi se permitindo demonstrar seus reais sentimentos.

Acabou se envolvendo afetiva e sexualmente com um rapaz, hoje seu atual marido.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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