“Por dar acesso ao subconsciente, a hipnose coloca a pessoa num estado com grande potencial curativo”.
Brian Weiss.
Registro de um caso de abandono do vício de drogas pela Hipnose:
Mulher de 30 anos, solteira
Ela respondeu favoravelmente às sugestões pós-hipnóticas repetidas vezes para que ela não tivesse mais vontade de experimentar o uso de cocaína.
A paciente vinha de uma família onde o relacionamento entre os pais não era bom, havia muitas discussões, o pai chegava embriagado e costumava agredi-la. Brigas ocorriam com freqüência dentro de sua casa. Quando saia com colegas, tinha vontade de experimentar cocaína. Quando estava sozinha, a necessidade de se drogar era ainda maior.
A primeira vez que se drogou tinha 20 anos. E depois que terminou um namoro de 5 anos, começou a usá-la com mais freqüência. Quando brigava com o pai, a vontade de consumir cocaína aumentava também. Descrevia-se como vivendo num estado de depressão e ansiedade, principalmente quando o pai chegava em sua casa embriagado e violento.
Por outro lado, a mãe era uma pessoa frustrada no casamento, não sabendo se impor, sempre procurando colocar “panos quentes” nos conflitos familiares. Após sucessivas aplicações de hipnoterapia, onde a paciente foi capaz de se colocar num transe hipnótico razoavelmente profundo, com sugestões pós- hipnóticas repetidas para que ela não mais experimentasse drogas, e que, ao despertar de seu transe, ela se sentiria profundamente bem, calma e relaxada, isso se provou de muito sucesso e assim foi capaz de abandonar seu vício.
Alternadamente ao tratamento hipnótico, foi trabalhado sua auto-estima, onde ela aprendeu a se valorizar e a resgatar a capacidade de se amar.
Fica evidente neste caso, que qualquer paciente que se deixa conduzir a um grau médio de aprofundamento, recebe os benefícios da hipnose. Após o término do tratamento, a paciente retornou periodicamente para uma sessão de manutenção.
Um caso clínico em Hipnoterapia com uma paciente depressiva:
Mulher de 25 anos, solteira
Estava profundamente deprimida após a morte de sua mãe. Ela consultou um psiquiatra que lhe prescreveu drogas e explorou seus sentimentos de culpa por achar que não cuidara o suficiente de sua mãe e superdependência, pois vivia em função dela. O tratamento não teve nenhum resultado. A paciente passava a maior parte de seu tempo na cama. Com a morte da mãe, ela entrara num estado de auto- lamentação que a tornava uma pessoa melancólica.
Na entrevista inicial lhe indaguei sobre o que dava prazer em sua vida antes do falecimento de sua mãe. Ela revelou que obtinha um pouco de prazer em tomar banhos de chuveiro, tomar sorvetes, ir ao cinema, comprar roupas novas, escutar músicas new age.
Um transe hipnótico profundo foi induzido e pedi-lhe para se concentrar em cada um dos itens que ela sentia prazer. “Imagine-se tomando um delicioso sorvete. Traga-a para a boca, cheire e prove o delicioso sabor; sinta a massa suave com sua língua. Relaxe e verdadeiramente desfrute essa sensação”.
A seguir, para aumentar seus sentimentos positivos, pedi-lhe para se imaginar tomando um banho gostoso, e, em seguida, escutar uma boa música new age, saboreando uma boa taça de sorvete. Neste ponto, a paciente me interrompeu e gracejou dizendo que iria substituir sua depressão por um problema de obesidade. Então, notou: “Meu Deus! É a primeira vez que rio desde a morte de minha mãe”.
Pedi-lhe que imaginasse o mais realisticamente possível, até sentir que podia “degustar” cada ato seu no seu dia-a-dia. Na consulta seguinte, a paciente relatou que tinha feito aquilo que imaginara em fantasia, embora no começo precisou se esforçar para fazer.
Esta paciente foi acompanhada durante 6 meses e mostrou que, à parte as “fossas normais”, não sentia mais aquela depressão profunda, embora a saudade de sua mãe ainda estava muito presente em sua vida.
Sobre o autor
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual. Email: [email protected] Visite o Site do Autor