Autocuidado começa em pequenos momentos - Parte III

Autocuidado começa em pequenos momentos - Parte III
Publicado dia 1/22/2026 2:47:52 PM em Autoajuda

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Na parte 1, iniciamos este caminho de autocuidado com sugestões de diálogo interno, respiração e pequenos rituais ao acordar. Na segunda parte sobre a importância de reconhecer, agradecer e celebrar os pequenos movimentos do dia a dia. Essas práticas ajudam o corpo a sair, pouco a pouco, do estado constante de alerta e a experimentar mais segurança.
Se ainda não leu, ao final deste artigo você poderá acessar a parte 1 e parte 2.

Agora, seguimos com exercícios que aprofundam a escuta emocional, a memória de bem-estar e a conexão afetiva - aspectos fundamentais para um autocuidado que respeita o ritmo do sistema nervoso.

- Diário de Emoções:
Separe um caderno para registrar suas emoções ao longo do dia. Um lugar que você se sinta seguro para desabafar!

Aqui, o foco não é julgar, explicar ou corrigir o que você sente, mas perceber e nomear.
Muitas pessoas aprenderam, desde muito cedo, a ignorar ou silenciar as próprias emoções como forma de sobrevivência, pois foi assim que foram tratadas, sem serem vistas, ouvidas, respeitadas! Este diário é um convite para fazer o caminho inverso: ouvir-se!

Você pode escrever:
. Como está se sentindo naquele momento, praticando o diálogo interno
. O que aconteceu antes daquela emoção surgir
. Onde percebe essa emoção no corpo
. Se a intensidade é leve, média ou alta

Não é necessário escrever todos os dias nem preencher páginas inteiras. Às vezes, poucas palavras já são suficientes.

Nomear emoções ajuda o sistema nervoso a se organizar.
Quando você reconhece o que sente, cria mais espaço interno para acolhimento, clareza e autorregulação.

Se em algum dia perceber emoções difíceis, lembre-se: sentir não é fraqueza, é informação.
E toda emoção, quando escutada com acolhimento, tende a se transformar!

Neste caderno, escreva tudo aquilo que vem do seu coração e, muitas vezes, não encontra espaço no dia a dia. Podem ser pensamentos, sentimentos, medos, desejos, perguntas, saudades, sonhos ou reflexões.
Não precisa fazer sentido, não precisa ser bonito, não precisa ser correto - apenas verdadeiro.

Escrever é uma forma de escuta interna.
Quando você se permite colocar no papel o que sente, cria um espaço seguro de acolhimento dentro de si.

Volte a essas notas sempre que precisar se reconectar com quem você é, com o que sente e com o que precisa!

- Notas do Coração:
Aqui você vai registrar citações que te emocionaram: passagens de livros, trechos de músicas, conversas, frases ditas por alguém querido, insights ou pensamentos que tocaram você de alguma forma e que não quer esquecer.

Essas palavras costumam chegar em momentos importantes e, muitas vezes, dizem exatamente o que precisamos ouvir naquele instante.
Ao registrá-las, você cria um espaço para revisitá-las sempre que precisar de acolhimento, inspiração ou lembrança de quem você é.

Volte a essas notas nos dias difíceis.
Elas funcionam como pequenas âncoras emocionais, capazes de aquecer o coração e fortalecer sua conexão consigo mesmo.

- Momentos que te fizeram sorrir:
E que podem fazer você sorrir novamente ao relembrá-los!
Escreva momentos de alegria, bem-estar e satisfação que você já viveu em qualquer fase da vida.
Sabe aqueles momentos simples e inesperados que provocam um sorriso espontâneo ou uma boa gargalhada?

Talvez o sorriso de um desconhecido na rua, alguém que segurou a porta para você passar, uma criança brincando alegremente, uma música que marcou sua adolescência, uma mensagem carinhosa recebida, os primeiros sorrisos de seu filho, a alegria do seu pet quando você chega em casa ou aquele abraço cheio de afeto de uma amiga.
Você pode resgatar esses momentos com a ajuda de fotos antigas - não para despertar tristeza ou nostalgia, mas para lembrar quanta coisa boa você já viveu!
Observe agora seu rosto.
Provavelmente, um leve sorriso já apareceu!

E lembre-se: você também pode criar novos momentos que façam você sorrir.
Ouça músicas que te alegram. Qual música te faz bem? Anote agora para não esquecer! Quando puder, ouça, cante, dance!
Assista a uma boa comédia!
Converse com aquela amiga divertida!
Dance com seu pet!

Qual desses pequenos momentos você escolhe começar hoje?
Autocuidado não é luxo, não é recompensa e não é algo que só acontece quando sobra tempo. Autocuidado é uma prática cotidiana de escuta, acolhimento, presença e cuidado com o próprio sistema nervoso. É sair do automático!

Cada pequeno momento que você cria - ao escrever, celebrar, agradecer, lembrar, sorrir ou sentir - envia ao seu corpo a mensagem de que há segurança suficiente para pausar, respirar e se reorganizar. Sim, VOCÊ é capaz de se proteger, se cuidar!
Para quem viveu experiências difíceis, especialmente na infância, o corpo pode ter aprendido a se manter sempre em defesa. Por isso, autocuidado começa pequeno, repetido e possível.

Não é sobre fazer muito, nem fazer tudo, e menos ainda fazer perfeito, é principalmente reavaliar como você tem se cuidado, e escolher, todos os dias, um pequeno momento para estar consigo mesmo!

E é nesse encontro diário que o autocuidado deixa de ser apenas uma ideia - e se transforma na prática do amor-próprio. Que você possa se amar, todos os dias, um pouquinho mais do que ontem!


Sobre o autor
zago
Rosemeire Zago é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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