Alma Companheira

Alma Companheira
Publicado dia 24/02/2003 11:11:01 em Vidas Passadas

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Amor à primeira vista: acontece de verdade? Duas pessoas se encontram e repentinamente sabem intuitivamente: elas encontraram de verdade um companheiro para a vida. Essa sensação indescritível, essa certeza de que encontraram o (a) companheiro(a) de sua vida, é algo muito forte. De onde vem essa certeza, essa atração, muitas vezes recíproca?

Em minha experiência, de 23 anos, trabalhando com a TVP (Terapia de Vidas Passadas), pude constatar que vêm de experiências de vidas passadas. Portanto, nesta vida, o casal inconscientemente se reconhece. Essa afirmação pode parecer inverossímil para muitas pessoas céticas e racionais. No entanto, minha experiência ao trabalhar com casais mostra que algumas pessoas travaram conhecimento com seus companheiros há muitas encarnações.

Na verdade alma companheira é um termo mal compreendido e mal empregado. É usado normalmente para designar a idéia de que em algum lugar há uma “alma gêmea” à sua, destinada a permanecer a seu lado. Neste sentido, o termo parece muito romântico, próprio dos contos de fadas. Na realidade, você se relaciona com diversos espíritos ao longo de sua existência. E, com um espírito em particular, você teve laços mais fortes e profundos, muitas vezes em várias vidas. E a cada nova experiência, a ligação entre vocês se tornou mais forte.

Evidentemente, no primeiro encontro desta vida, é óbvio que o impacto emocional inicial será muito intenso, haverá entre ambos uma afinidade imediata e uma torrente de emoções profundas. Em vidas passadas vocês compartilharam alegrias, tristezas, lágrimas e sorrisos. Estiveram juntos nos melhores e nos piores momentos e, muitas vezes, você e sua alma companheira reencarnaram em tempos e locais que fortaleceram os laços. E aqui não importa a raça, a nacionalidade, a diferença de idiomas, a idade, a aparência e as suas condições sócio-econômicas. Explica, em muitos casos, o porquê de uma mulher se envolver intensamente com um homem bem mais velho ou mais novo do que ela e em condições culturais e sócio-econômicas diametralmente opostos.

Na realidade, os laços que unem essas duas almas são tão fortes e profundos que acabam transcendendo e superando todas essas diferenças. São almas que se reconhecem e que acabam compreendendo que tudo o mais é simplesmente secundário e circunstancial.

Caso Clínico:
Alma Companheira
Mulher de 27 anos, casada


Ela me procurou para entender o porquê do temor constante de perder o seu marido, isto é, de ele vir a falecer. A ligação afetiva do casal era muito intensa, daí seu medo de perdê-lo, dele ir embora, sair de sua vida. Seu medo e insegurança de perdê-lo era tão forte, que chegou aos prantos em meu consultório.

Ao regredir, vê cenas de pessoas carbonizadas num incêndio de um baile em que ela estava dançando com o seu namorado (o atual marido) numa vida anterior a essa. A casa onde ocorreu o baile estava em chamas. Ela se vê do lado de fora da casa. Sua mãe está com ela. Seu pai e o seu namorado ficaram dentro, não conseguiram sair do interior da casa. Eles foram queimados pelo fogo. Ela me diz: “Eu não quero que aconteça isso. Eu não quero que ele fique lá dentro. Ele não pode ter morrido. É mentira!!! (grita aos prantos). Eu queria morrer junto com ele. Queria que ele tivesse me levado junto”. Peço para que ela se adiante na cena e ela se vê no velório dele e do pai. Tristeza profunda, sentimento de abandono e angústia por nunca mais vê-los tomaram conta dela e de sua mãe. “Estamos agora em casa, eu e minha mãe. Estamos abraçados, uma tentando consolar a outra. Eu quero que eles voltem. Sinto uma tristeza profunda, me sinto só”.

Peço para que ela avance na cena alguns anos para que ela saiba que rumo tomou a sua vida“. Agora me vejo rezando num convento. Eu me tornei uma freira, não quis mais me relacionar com ninguém. Sempre sonhava com ele. Acabei minha vida nesse convento, já bastante idosa. Ele veio me buscar. Eu morri tranqüila e feliz, com a sensação de tê-lo por perto. Após minha morte física, me vejo num lugar bonito, calmo. Estou flutuando, “andando” no ar. Tem outras pessoas nesse lugar. Todas estão com roupas brancas. Sinto paz e tranqüilidade. Ele não está mais ali, perto de mim, ele se foi”. Aproveito para perguntar a ela qual o seu propósito para esta vida atual. Ela me diz: “Eu vim para esta vida para reencontrá-lo. Ele quer ficar comigo também, mas temos medo de que aconteça novamente a separação por causa daquele incêndio que acabou tirando a vida dele. Trago para esta vida atual o temor de perdê-lo novamente. Isso ainda me apavora muito”.

Na sessão seguinte, ao regredir, ela me descreve: “Estou vendo e ouvindo muitos relâmpagos e trovões, estou no mato, uma noite chuvosa, vejo um homem, é o meu namorado (o atual marido). Ele está fugindo porque o meu pai nos flagrou tendo uma relação sexual. Meu pai acabou pegando-o. Ele está morto, enforcaram-no numa árvore. Ele era pobre, morava numa casa comum. Eu morava num castelo. Meu pai era um homem muito austero, severo e muito autoritário. Eu me vejo agora presa num calabouço do castelo. Foi meu pai que me colocou nesse lugar”. Ela lembrou que na vida atual seu marido costuma brincar com ela, fingindo-se de morto, com uma corda no pescoço. Agora ela entendeu a razão dessa brincadeira e que sempre a incomodou. Ela prossegue em sua recordação dessa vida passada: “No calabouço ele me apareceu como luz. Eu não tinha mais vontade de viver, não queria mais me alimentar. Só sentia calor e ternura com a sua presença. Acabei morrendo nesse lugar com o pensamento de que iria encontrá-lo novamente. Senti culpa por ter tido relação sexual com ele pela qual acabamos desgraçando as nossas vidas. Ao sair de meu corpo após a minha morte, me vejo vagando por aí, quero achá-lo. Vi a mesma luz que apareceu no calabouço. Ele veio ao meu encontro. Era a mesma sensação de calor, de ternura, mesmo na vida atual, quando ele se aproxima de mim. Eu quero fazê-lo feliz, mas tenho muito medo de perdê-lo novamente”.

Após essa sessão, trabalhamos com mais 4 sessões de hipnoterapia, com sugestões pós-hipnóticas, programando sua mente para que ela se desvinculasse das perdas sucessivas de vidas passadas, “desatando” esses nós energéticos que a impediam de viver despreocupada com o seu marido. Seu sentimento de perdê-lo diminuiu, e muito, no final do tratamento.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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