Vida após a Morte

Vida após a Morte
Publicado dia 31/03/2003 12:27:33 em Vidas Passadas

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(O Espaço entre Vidas)

“Quando acabamos de fazer tudo o que viemos fazer aqui na Terra, podemos sair de nosso corpo, que aprisiona nossa alma como um casulo aprisiona a futura borboleta. E, na hora certa, podemos deixa-lo para trás, e não sentimos mais dor, nem medo, nem preocupações. Estaremos livres como uma linda borboleta voltando para casa, para Deus”...

(Carta de uma criança com câncer).

Há muitos livros publicados por pesquisadores sérios a respeito desse assunto. Desses pesquisadores, dois nomes devem ser obrigatoriamente citados pelas seguintes razões: são de reconhecida idoneidade científica e possuem sólida formação teórica. São eles: Dr. Raymond Moody, médico psiquiatra, autor do livro “Vida depois da Vida” e a Dra. Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra, autora do livro: “Sobre a Morte e o Morrer”.
Para muitas pessoas, a vida após a morte é uma noção que chega a ser ofensiva principalmente para aquelas com crenças religiosas tradicionais (algumas religiões incutem o medo com relação aos espíritos, considerando-os como “obra do demo”) e uma tolice para outros.

Na minha experiência em regressão com os meus pacientes, eles costumam descrever corriqueiramente a experiência fora do corpo da mesma forma que os seus nascimentos e mortes em vidas passadas. Dessas experiências pude tirar algumas noções a respeito da vida existente após a morte física, que muitos chamam de “mundo astral ou espiritual”.
Todavia, prefiro a expressão “vida fora do corpo” como sendo a mais exata. De acordo com os meus pacientes, não é “vida após a morte”, mas simplesmente “entre vidas” porque somos eternos, imortais e, portanto, não morremos. Por outro lado, o aspecto mais difícil dos pacientes aceitarem é a idéia que eles continuam sendo os mesmos após a sua morte física. Eles percebem que a morte física é só uma mudança de estado, uma mudança para uma outra dimensão. Porém, continuam a ser os mesmos, com as mesmas crenças, afetos, sentimentos e preocupações, de quando estavam no mundo terreno. Em muitos casos, continuam ciumentos, possessivos, depressivos, preocupados, ... no astral.

Muitos achavam, antes de passarem pela regressão, que ao deixarem seu corpo físico iriam se tornar seres etéreos como uma fumaça. Acreditavam que, uma vez lá no mundo espiritual, iriam se tornar “santos”, transformados e bem comportados, segundo a moral das religiões. Que, ao chegarem lá, alguém com poderes de juiz iria os receber e determinar, segundo suas ações, o lugar onde deveriam ficar.
Muitos custam a acreditar que nenhuma sabedoria superior é encontrada nesse espaço entre vidas. Percebem, portanto, que após a sua morte física, não se tornam diferentes de quando em “vida”. Contudo, nesse plano, há os mais evoluídos. Os espíritos mais conscientes exercem um poder energético sobre quem o é menos.
As pessoas se unem por afinidades e por isso os grupos são mais bem definidos, o que não ocorre aqui na Terra, onde se mesclam pessoas de vários níveis de espiritualidade.

Na verdade, o paciente se conscientiza que o seu padrão de energia é que vai determinar o lugar para onde irá quando “morrer”. Ele descobre que tende a “escolher” uma vida seguinte de acordo com o trauma de sua morte em vidas passadas. Se ele morreu muito doente, esse sofrimento pode deixar marcas e impressões dolorosas no seu corpo astral que podem refletir na sua vida atual. Daí se explica, em muitos casos, a pessoa reencarnar nessa vida com um determinado tipo de doença. Explica também muitos dos nossos medos, angústias, preocupações infundadas na vida atual. Neste sentido, a TVP (Terapia de Vida Passada) como método psicoterápico, tem por objetivo “apagar” essas marcas e impressões dolorosas que trazemos, muitas vezes, de várias vidas e que continuam interferindo na nossa vida presente, infelicitando-nos. A proposta, portanto, desta terapia, é “desatar” os nós energéticos (bloqueios emocionais) oriundos de vidas passadas.

Caso Clínico:
Medo de se relacionar com os homens
Mulher de 30 anos, solteira.


A paciente me procurou pelo fato de se sentir tímida, envergonhada e insegura ao se relacionar com os homens. Disse-me que era também uma pessoa muito reservada e desconfiada com o sexo masculino e que não conseguia se entregar afetiva e sexualmente.

Na regressão se viu como um menino de 7 anos, dentro de um estábulo, com o pai. Ela me descreveu o lugar como escuro e fechado. Ela me disse: “Meu pai está abaixando as minhas calças. Ele está me abusando sexualmente. Ai, que vergonha!!! Por que ele mexe no meu corpo? Não posso contar para ninguém o que ele me faz. Se eu contar para a minha mãe, ele vai ficar bravo comigo e me bater”.

(pausa – prosegue afirmando)...

“Numa vida anterior a essa eu era mulher e o provocara. Eu queria a qualquer custo seduzi-lo. Eu fazia de tudo para chamar a atenção dele. Nós éramos ciganos. Tinha outras mulheres que também se interessavam por ele. Na verdade, eu não gostava dele. Eu queria seduzi-lo para provar às outras mulheres que eu era melhor que elas.

Eu o seduzi e depois o desprezei. Acabei perdendo o interesse por ele. Era só sexo. Eu tinha 19 anos. Nós tínhamos a mesma idade. Eu não quis mais saber dele. Ele me queria de qualquer jeito. Era uma obsessão. Eu era muito bonita. Tinha cabelos longos, vestido comprido como cigana. Ele chegou ao ponto de me machucar. Era muito violento.

No começo parecia ser uma brincadeira, mas depois de conhecê-lo não quis mais saber dele. Mas ele continuava me perseguindo. Ele acabou morrendo alcoolizado com muito ódio de mim. Eu não me importava com ele por que eu era bonita e amada pelos homens. Eu só me divertia e gostava de provocar os outros homens”.
Subitamente, a paciente volta para a cena do início da regressão:

“Estou no chão do estábulo, meu pai está tirando a minha camisa e calça. Eu sou obrigada a fazer sexo com ele; caso contrário, iria me espancar. Eu tenho vergonha e medo de falar para a minha mãe. Eu tenho vergonha de ter sido abusada, mas ao mesmo tempo tinha prazer e culpa. Eu via como pecado, vergonha, culpa e sujeira o fato de fazer sexo com o meu pai. Na vida atual, eu trago esse sentimento de culpa em relação ao sexo. Um dia, a minha mãe nos flagrou fazendo sexo no estábulo. Vejo meus pais discutindo. Meu pai a agarrou com muita raiva e a estrangulou. Depois, veio em cima de mim e me estrangulou também. Vejo a minha mãe e eu no caixão”.

Peço para que ela vá para o intervalo entre vidas e ela me diz: “Sinto-me mais leve. Eu me libertei de toda aquela sujeira, daquilo que ele fazia comigo. Tem uma luz branca, muito branca, estou indo junto. Parece ser uma mulher, essa luz branca. Ela vem me buscar. É a minha avó dessa vida passada. Sinto muita saudade dela”.

A paciente diz que levou com ela muita mágoa, culpa, ressentimento com relação ao seu pai que ela identificou como sendo o mesmo pai na vida atual. Perguntei-lhe qual era o seu propósito ao vir para esta vida. Ela me disse: “Eu quero me reconciliar com o meu pai. Quero me libertar, ser mais livre, solta, mais espontânea no relacionamento com os homens. Nesta vida passada, eu era uma criança muito triste, quieta. Eu trago para esta vida aquela coisa fechada, uma dualidade de prazer e culpa por ter tido relações sexuais com o meu pai”.

Após passar por cinco sessões, ela aprendeu a se valorizar como pessoa. Tornou-se mais solta, aberta, mais autoconfiante no relacionamento com os homens.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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