TVP: Rigidez Excessiva

TVP: Rigidez Excessiva
Publicado dia 25/08/2003 12:04:38 em Vidas Passadas

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“O homem é mais do que matéria,
possuindo uma Alma, mente
ou espírito que rege o corpo”.
(Mac Dougall)


As pessoas vêm à terapia trazendo suas dores; no entanto, muitos não querem abrir mão de nada. Ou seja, embora queiram se livrar dessas dores, resistem em mudar suas atitudes. Acham que a TVP (Terapia de Vidas Passadas) vai resolver seus problemas num “passe de mágica”, sem precisar fazer suas próprias mudanças, trabalhando o conteúdo de seu inconsciente que emerge no nível da consciência.

E ao levantarem o “véu do passado”, através da regressão, são os seus espíritos que decidem revelar coisas de seu passado. São seus espíritos, suas almas que sabem onde estão seus traumas psicológicos, seja desta ou de outras vidas, que ficaram armazenados, registrados em seu inconsciente. Neste aspecto, ninguém cura ninguém, se não houver vontade, participação ativa do paciente no seu processo de cura, pois as doenças basicamente estão na alma, no perispírito.

Neste sentido, a TVP é um processo de autocura onde o terapeuta é apenas um instrumento, um facilitador de seu processo de mudança. O terapeuta de Vidas Passadas está no seu consultório para ajudar o paciente a superar a sua dor e não para ajudá-lo a reconhecer pessoas desta vida que estiveram com ele em suas vidas passadas.

O reconhecimento têm que vir espontaneamente, isto é, o terapeuta não deve forçar o reconhecimento de pessoas que estão presentes em sua vida atual.
Em verdade, o objetivo desta terapia é fazer o paciente entender os mecanismos de sua dor, o motivo de sua dor e convidá-lo a fazer suas próprias transformações. No entanto, em muitos casos, o que o impede de fazer suas próprias transformações é o hábito de cultivar o vitimismo, isto é, atribuir seus fracassos e infelicidades a outrem.

Desta forma, a culpa é sempre dos outros quando algo não vai bem na sua vida. Em muitas situações, essas pessoas alternam os papéis de vítima e vitimizador (algoz).
Ao invés de se compreender as relações humanas, elas preferem ficar revoltadas e iradas e acabam, evidentemente, caindo no sofrimento. Muitos gostariam de ter o que os outros têm, estão sempre invejando o que as pessoas têm. Como disse numa ocasião o Dr. Adib Jatene, cardiologista e ex-Ministro da Saúde: “O que mata não é só o colesterol, os triglicérides altos e uma vida sedentária, mas a raiva em trabalhar e a inveja do sucesso alheio”.

Veja o caso do depressivo. O que ele sente não é uma tristeza verdadeira, autêntica. Não é uma emoção verdadeira. Na verdade, a depressão é uma raiva disfarçada. Por trás de todo depressivo existe um caráter prepotente. Ele quer que as coisas aconteçam do seu jeito. Está irritado com a vida, porque ela não satisfaz seus desejos ou não cumpre suas ordens. Em muitos casos, esse caráter prepotente vêm de várias existências.

Veja também o caso do suicida. O suicídio é o cúmulo da prepotência. Longe de ser um coitadinho, é muita prepotência, conseqüência de sua arrogância, pois muitos não pedem ajuda. O orgulho acaba falando mais alto. Neste sentido, toda pessoa excessivamente crítica também é arrogante. Quando uma pessoa fala dos outros com ódio, sua arrogância é maior. Agora, o pior dos arrogantes é ser arrogante consigo mesmo. Tem gente que não se aceita, não se ama de jeito nenhum. É muito intolerante consigo mesmo. Pode até ser tolerante, condescendente com os outros, mas muito exigente, duro consigo, cultivando o desamor por si.

Por outro lado, existem os que vivem brigando com os outros porque acham que todos querem mandar neles, ao invés deles mandarem nos outros. Há ainda aqueles que estão sempre querendo ensinar os outros e com aquele “ar professoral”, vivem corrigindo a todos. Qualquer verdade que alguém falar a respeito deles, se fazem de sensíveis, magoados. Há aí, evidentemente, uma rigidez mental. E o que a vida faz quando uma pessoa quer tudo de seu jeito? Não satisfaz os seus desejos. É aí que vêm o sentimento de raiva, irritação, frustração e, consequentemente de impotência.

Em verdade, a impotência é decorrência do sentimento de onipotência. Observe uma pessoa tímida. Ela costuma se sentir mal em ser ela mesma, não se aceita do jeito que é. Não é verdadeira, autêntica. Em função disso, está sempre querendo agradar a todos e entra na onipotência de querer que todo mundo goste dela. Uma vez que isso não acontece, acaba se sentindo impotente. Portanto, impotência e onipotência são dois lados da mesma moeda. Desta forma, para se mudar algo na vida é preciso exercitar a humildade, ser realista, isto é, estar de bem com sua realidade para não cair na impotência e nem tampouco na onipotência.

Caso Clínico:
Excesso de auto-cobrança
Mulher de 45 anos, solteira.


Veio ao meu consultório para entender o porquê de ser tão exigente e crítica consigo mesma. Sentia-se também muito insegura e nutria sentimentos de desvalorização e inadequação. Cultivava um senso de responsabilidade muito grande a ponto de se cobrar excessivamente quando cometia algum erro. Era formada em Letras mas nunca exerceu o magistério pois ao entrar pela primeira vez numa sala de aula, foi tomada de um medo e de um pânico muito intensos. Não conseguia entender o porquê dessa fobia de lecionar, de enfrentar uma sala de aula. Em decorrência desse incidente, acabou desistindo de lecionar.

Ao regredir, se viu como professor, alto, esbelto, comunicativo, sabia falar com muita desenvoltura e fluência verbal. Ela me disse: “Estou numa sala de aula ensinando literatura. Sou homossexual e manipulava os meus alunos através da poesia. Eu os induzi ao homossexualismo, desenvolvendo esse lado poético, da sensibilidade. Na verdade, eu usava o ensino para seduzi-los. Era tudo um pretexto para a prática da orgia. Era um colégio de alunos adolescentes. Eu tinha 40 anos e os alunos estavam na faixa dos 15, 16 anos. Eu era professor de literatura clássica. Usava a sensibilidade da literatura não para desenvolver a criatividade dos alunos, mas para a prática do homossexualismo. Era uma sociedade muito rígida da antigüidade”.Em seguida, peço para que a paciente me descreva a sua família.
“Eu só vejo a minha mãe, vestida de preto, cabelos presos para trás. Não sei onde está o meu pai. Sou filho único, fui criado pela minha mãe. Eu estava bem de vida, tive uma boa educação, estudei em bons colégios. Era um “bon vivant”, irresponsável, tive tudo na vida; gostava de bebidas, orgias, farras. Na verdade, fui dar aula por brincadeira. Não tinha o compromisso, o dever de ensinar algo sério. Os alunos acreditavam em mim. Eu os seduzia, os manipulava através das palavras, tinha uma boa cultura. Praticava a orgia com homens e mulheres, não levava a vida a sério. Era o prazer pelo prazer. Abusei sexualmente de muitos alunos até que eles se revoltaram quando se sentiram usados, manipulados e aí eles me atacaram, me agrediram na sala de aula. Fui atacado, jogaram objetos em mim, começaram a me agredir fisicamente, a me bater dando socos e pontapés. Eu dizia: “Não façam isso, não me batam mais!!! (a paciente começa a gritar chorando). Alguma coisa atingiu a minha cabeça (coloca as mãos na cabeça, gemendo de dor).

Estou com muita dor de cabeça. Não vejo mais nada... Acho que eu morri. (pausa).
Eu errei muito. Fui tão irresponsável que eu tenho que ser responsável na vida atual. Entendo agora o porquê dessa minha excessiva autocobrança, essa exigência tão acentuada. Usei muito mal os meus dons e habilidades verbais e intelectuais. Usei os meus talentos de forma irresponsável. Tenho que fazer algo de útil na vida atual”.

No final da sessão, disse-lhe: “Você precisa se perdoar, não precisa mais agir de forma irresponsável. Por outro lado, também não precisa ser tão responsável, exigente consigo mesma na vida atual. Use desta vez seus dons verbais e intelectuais para ajudar os jovens, orientando-os e estimulando seus verdadeiros talentos”.

Ao encerrar a sessão, ela me disse que iria acatar a minha sugestão e que voltaria a lecionar. Após passar por mais quatro sessões de regressão, ela me disse radiante que voltou a lecionar, desta vez sem medo, sem entrar em pânico. Lecionar passou a ser para ela uma fonte de prazer e realização e não mais de dor.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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