Vencendo sua timidez

Vencendo sua timidez
Publicado dia 20/02/2004 14:39:08 em Vidas Passadas

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp

É comum a pessoa ficar envergonhada, inibida, temerosa ou “sem jeito” em muitas situações da vida. Há quem tema em falar em público, com o seu chefe, com uma pessoa importante como o Presidente da República ou se impede de fazer muitas coisas que gosta por sentir-se ridículo, diminuído ou incapaz. Em muitos casos, o medo de se relacionar com figuras de autoridade (professor, chefe, juiz, etc.) está relacionado profundamente com a forma que você reagia no relacionamento com seus pais.

Se o seu pai era muito autoritário, exigente, severo, crítico, desvalorizante e você reagia com muito medo e inibição, a tendência é transferir essa forma de relacionamento subserviente com as pessoas que ocupam cargos de autoridade ou que tenham um perfil de personalidade semelhante ao do seu pai.
Freud, o pai da psicanálise chamava este tipo de relacionamento com essas pessoas, de ‘relação transferencial’.
Desta forma, se você - quando criança - tinha muito medo de fazer uma pergunta ao seu pai, é provável que vá transferir esse mesmo temor na fase adulta ao fazer uma pergunta ao seu chefe ou ao seu professor. Em verdade, sua dificuldade em fazer uma simples pergunta é um mecanismo de defesa contra a atitude autoritária de seu pai.

Portanto, em muitos casos a timidez é o resultado de uma educação rígida, severa e desvalorizante por parte dos pais que contribuem para a formação da auto-imagem negativa da criança.
Auto-imagem é o que penso e sinto ao meu respeito. Um exemplo: “Eu não sou capaz, não consigo fazer nada certo na minha vida”.
Em verdade, tudo o que você pensa e sente a seu respeito é resultado daquilo que seus pais costumavam lhe dizer. Como a criança dá um poder muito grande aos seus pais, ela tende a seguir automaticamente aquilo que eles falam a seu respeito.
Neste sentido, é muito importante os pais tomarem cuidado ao formar a auto-imagem da criança. Segundo os especialistas, a auto-imagem da criança se forma no período entre os 2 e 6 anos de idade. É comum muitos pais rotularem a criança de “burra”, “incapaz”, “estúpida” ou dizerem : “Você nunca vai ser nada na vida, seu imprestável”! Desta forma, indiretamente está dizendo à criança: “Não tenha êxito nem sucesso na vida; não seja uma pessoa bem sucedida”!

Então, o tímido ainda hoje acredita naquilo que os seus pais e/ou outras pessoas falaram a seu respeito. Se ele se der a chance de se ver realmente como é, vai ter uma grande surpresa. É o que observo com os meus pacientes quando se submetem à terapia regressiva e descobrem como são realmente.

Qual é o perfil de uma pessoa tímida?

• Auto-imagem negativa. Nutre um sentimento de inferioridade, sente-se inferiorizado ao se relacionar com as pessoas;
• Dificuldade de dizer não. Está sempre querendo agradar as pessoas, buscando a aprovação alheia;
• Medo de se expor, de ser o centro das atenções, de ser criticado, de cair no ridículo, daí sua dificuldade de falar em público;
• Autocrítica acentuada, vive se censurando, se condenando quando comete um erro.

Quais são as conseqüências?

• Perda da auto-confiança, fica inseguro;
• Dificuldade de se relacionar, perde a espontaneidade, não fica à vontade;
• Foge das oportunidades e, evidentemente, perde inúmeras chances de sucesso.

É o caso de um funcionário que tem uma boa idéia ou sugestão mas não tem coragem de expô-la à diretoria e de repente chega um colega com as mesmas idéias que as suas e é promovido por isso. Passou na sua frente porque não teve inibição, não hesitou em expor o que pensava.
Para conseguir um bom emprego, não basta só ter conhecimento em sua área, isto é, ter um bom curriculum. Você precisa parar de ter vergonha em se “vender”. Você é um “produto”, ou seja, você vai vender suas habilidades, sua capacidade, suas idéias. Num mercado cada vez mais competitivo como o nosso, não há mais espaço para pessoas tímidas.

Portanto, um dos requisitos para se ter sucesso e mantê-lo, é a sua atitude mental positiva, isto é, se ver com bons olhos para ter uma boa auto-imagem. Vale aqui algumas dicas para fortalecer sua auto-imagem:

• Melhore sua postura corporal, não ande cabisbaixo ou encurvado;
• Melhore seu poder de comunicação: ao conversar com as pessoas, não desvie o olhar, adquira o hábito de olhar nos olhos seu interlocutor;
• Aprenda a se valorizar, diminua o hábito de se criticar excessivamente. Se aplauda diante de suas conquistas, se dê parabéns, aprenda a se elogiar. Celebre, comemore suas conquistas. Não deixe passar em branco esses acontecimentos.
• Levante a cabeça, fale com entusiasmo, dinamismo, isto o tornará mais simpático e interessante;
• Tenha uma postura calma, confiante, porém sem ser arrogante.

Lembre-se: É praticando que criamos os bons hábitos.

Caso Clínico: Medo de se relacionar com as pessoas
Homem de 40 anos, solteiro.


O paciente veio ao meu consultório por conta de sua timidez e medo de se expor, de não conseguir se relacionar com as pessoas.
Procurava sempre se isolar em seu ambiente de trabalho. Almoçava sozinho ao invés de acompanhar os seus colegas de trabalho. Encontrava muita dificuldade em explanar o seu trabalho junto à Diretoria.
Ficava constrangido, tenso e muito ansioso ao ter que se expor em reuniões de trabalho.
Gaguejava ao ter que conversar com o seu chefe. Sentia-se inferiorizado, não conseguia ficar à vontade na presença de seu chefe, embora este não fosse autoritário nem exigente. Não participava das reuniões sociais que o seu trabalho exigia, principalmente nos finais de ano.
Perdeu inúmeras chances de ser promovido, principalmente para exercer um cargo de mando por conta de sua inibição e de ser uma pessoa muito fechada e anti-social.Ao regredir se viu com 6 anos de idade, presenciando seu pai batendo em sua mãe. Ele relata: “Quase todos os dias vejo o meu pai alcoolizado batendo em minha mãe. Eu me sinto sozinho, desamparando, sem nenhum apoio porque só vejo a minha mãe apanhando, indefesa”.
- Peço em seguida que o paciente regrida no momento de sua concepção, isto é, em quais circunstâncias ele foi concebido pelos seus pais: “Vejo o meu pai transando com minha mãe como se ela fosse um objeto. Não existe carinho nem companheirismo entre eles. Não a vejo satisfeita nesse relacionamento. Há muita carência, ela tem medo de ficar sozinha. No entanto, ficou feliz em saber que estava grávida”.
- Peço então para que ele vá para o 1º trimestre de gestação: “Minha mãe se anula, sempre atendendo os desejos de meu pai. É só o que vejo”.
- Vá agora para o 2º. trimestre: “Eu não me sinto bem, sinto que atrapalho a vida de minha mãe na correria do dia-a-dia. Ela continua anulando os seus sentimentos em detrimento dos caprichos de meu pai. Ela parece uma escrava. Meu pai continua bebendo. Não o vejo fazendo carinho na barriga de minha mãe. Eu me sinto distante dele. Ele não está nem aí! Sinto que ele só fez engravidar a minha mãe”.
- Vá para o último trimestre, peço-lhe: “Minha mãe está chorando porque ela se sente pesada, não consegue fazer direito o trabalho doméstico e o meu pai só reclama e fala palavrão, xingando-a. Ela quer que chegue logo o dia de meu nascimento para se livrar de mim. Ela não agüenta mais aquele peso”.
- Peço para que ele vá para o momento de seu nascimento: “Para minha mãe foi um alívio. Vejo-me agora nos braços dela. Todo mundo está alegre (meus tios/as, avós). Só não vejo o meu pai.
- Vá agora para a sua infância: “Eu me vejo esperando o meu pai me levar para passear. Mas ele nunca me leva. Ele está sempre brigando com a minha mãe ou encostado no bar, no balcão, tomando pinga. Tenho 7 anos, não tenho irmãos, me sinto sozinho, desprezado. Entretanto, fico sempre esperando o meu pai chegar do trabalho para me levar a algum lugar. Eu precisava de alguém ao meu lado. Na verdade, eu buscava um substituto para o meu pai. Agora entendo porque eu fazia tudo o que os meus colegas de escola mandavam. Eu sempre fui muito submisso, bonzinho e todos se aproveitavam de mim. Eu mendigava atenção, carinho e companhia...
Agora me vejo com 16 anos. Eu me sinto envergonhado, meio ridículo na hora de tirar a roupa nas aulas de natação. Os meus amigos riam do tamanho do meu pênis.
Comecei então a prestar atenção nos órgãos genitais de outros rapazes. Notei que o meu era menor que o deles. A primeira garota com a qual transei falou que eu tinha um pênis pequeno e espalhou para as meninas do colégio. Eu fiquei muito constrangido e inferiorizado. Daí em diante fui me fechando, me escondia no vestiário nas aulas de educação física. Eu me sentia menos homem.
Tinha dificuldades de me soltar e pensava: Se eu me mostrar como sou, as pessoas não vão me aprovar, vão ver que eu tenho alguma coisa errada.
Desde criança o meu pai sempre recriminava de mim, me criticava, falava que eu não servia para nada, zombava de mim, dizia que eu era fraco, medroso. Eu nunca me senti à vontade com o meu pai. A presença dele me incomodava. Agora estou entendendo o porquê desse medo de me expor, de não confrontar as pessoas no âmbito profissional. Vinha sempre o pensamento: Eles vão acabar descobrindo o meu problema sexual e vão rir de mim. Desta forma, eu não me exponho muito por conta desse problema. Explica também porque sempre tive dificuldades de arrumar uma namorada”.

Após essa sessão de regressão, fizemos alternadamente sucessivas sessões de hipnoterapia para incutir no seu subconsciente palavras e frases sugestivas positivas para desprogramar seu sentimento de infelicidade e baixa auto-estima. Durante o tratamento, sugeri também que ele procurasse um médico especialista (urologista) para uma avaliação clínica em relação ao tamanho de seu pênis. E realmente foi constatado que ele tinha um pênis desproporcional a sua estatura. Paralelamente à terapia regressiva e hipnoterapia, o paciente se submeteu ao tratamento médico para aumentar o tamanho de seu órgão genital.
No decorrer da terapia, o paciente foi resgatando sua autoconfiança e auto-estima, se expondo mais em público. E foi o que ele fez com sucesso, permitindo se relacionar com as pessoas, sem medo ou insegurança.

Ao término do tratamento, confidenciou satisfeito que estava namorando e que mudou de emprego passando a ganhar muito mais.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
Visite o Site do Autor




Energias para hoje




publicidade








Siga-nos:
Youtube     Instagram     Facebook     x     tiktok

As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.

Siga-nos:
Youtube     Instagram     Facebook     x     tiktok

 


  Menu
Somos Todos UM - Home