Descubra o Passado observando o Presente

Descubra o Passado observando o Presente
Publicado dia 4/16/2004 2:04:34 PM em Vidas Passadas

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“O que fizemos ontem influenciou hoje”.
“O que fazemos hoje influenciará o amanhã”.
- Florence Wagner Mc. Clain


O passado sempre deixa pistas em nossas vidas. Da mesma forma que deixamos as nossas pegadas ao caminharmos na areia, nosso modo de vida mostra-nos como o passado influencia nossa vida presente.

Podemos ver o passado, principalmente nossas vidas passadas, observando o presente para nele descobrir pistas. Preste atenção, por exemplo, na sua forma de vestir e verá a força do passado influenciando o seu presente.
Certa ocasião, uma paciente me procurou pelo fato de ter dificuldade em se relacionar afetiva e sexualmente com o sexo masculino. Apesar de seus 30 anos de idade, era virgem e nunca tinha se envolvido com nenhum homem. Queria, portanto, entender o porquê de sua timidez e bloqueio em se entregar afetiva e sexualmente com o sexo oposto. Evidentemente, isso a deixava muito frustrada e insatisfeita.
Notei que ela se vestia de forma recatada e conservadora para a sua idade. Trajava uma blusa de mangas compridas abotoada até o pescoço apesar do calor intenso que fazia. Curioso, perguntei-lhe o motivo dela se vestir daquela maneira. Ela respondeu que desde criança sempre fora recatada, apesar de ter tido uma educação liberal. Em contrapartida, suas irmãs eram o seu oposto, usavam blusas bem decotadas e saias justas.

Ao regredir, se viu como uma freira que vivia isolada num convento. Ficou evidente, portanto, que seu modo de vestir na vida presente era um reflexo daquela vida passada enquanto freira. Por outro lado, no outro extremo, uma paciente de 40 anos me procurou vestida com uma blusa bem decotada, saia justa, calçando botas até os joelhos e maquiagem bem carregada.
Apesar de ser advertida por sua chefia para que não viesse ao serviço trajada daquela maneira, a contragosto mudou seu vestuário se vestindo de forma mais discreta. Ela me confessou que adorava provocar os homens, mas não conseguia se entregar afetivamente, amando-os verdadeiramente. Foi isso que a levou a me procurar.

Ao regredir, se viu como uma cigana numa vida passada que gostava de seduzir os homens, deixá-los apaixonados e, em seguida, os desprezava. Numa outra vida, se viu como prostituta sendo maltratada pelos homens. Nessa vida como cigana fez muitos homens sofrerem a ponto de levar um a cometer suicídio. É evidente que ela trouxe à vida atual, um débito cármico que precisava resgatar no relacionamento com os homens.

Ainda em relação ao vestuário, muitos homens se recusam a usar gravata por se sentirem sufocados. E se precisar usá-la, ficam o tempo todo tentando folgar o colarinho.
Um paciente que tinha este problema, ao regredir se viu sendo enforcado numa vida passada. Aliás, ele não usava também o cinto de segurança de seu carro pelo mesmo motivo: sentia-se sufocado, angustiado e com falta de ar.

Os traços da nossa personalidade e também das nossas excentricidades possuem uma forte influência de reminiscências de vidas passadas. Ao passar pelo processo regressivo, o cantor inglês Elton John descobriu, em sua vida imediatamente anterior a essa, que fora uma mulher leviana que morava às margens do rio Tamisa, na Inglaterra da Idade Média. Mesmo nessa época, ele já cultivava certas extravagâncias, pois era uma mulher inglesa que usava maquiagem carregada e uma aparência muito provocativa.

Nossa profissão pode refletir também uma continuação de uma carreira numa vida pretérita, ou ser o oposto do que fazíamos antes. Neste caso, nossa profissão pode ser um débito cármico, fruto dos nossos atos praticados em vidas passadas.
É o caso de um paciente que descobriu que na vida anterior a essa fora uma parteira que praticou centenas de abortos. Explica, portanto, o porquê na vida atual ter se tornado um médico obstetra com uma vida profissional bastante atribulada, tendo que realizar inúmeros partos e cesáreas, sobrando pouco tempo à sua família e lazer.
Por outro lado, qualquer atividade, mesmo não sendo profissional, que você venha a exercer no seu cotidiano, pode levá-lo também a recordar espontaneamente suas vidas passadas. A recordação pode ocorrer a partir de sensações de “déjà vu”, um termo francês comumente relacionado com a reencarnação e com as lembranças das vidas passadas. Significa “já visto”.
Esse termo é usado quando alguém tem a repentina sensação de já ter visto ou vivido determinada situação, tido conversas ou visitado certos locais, como se não fosse aquela a primeira vez.

Há muitos anos atrás, minha esposa e eu estávamos na sala de nossa casa. Era domingo à tarde, chovia e fazia muito frio naquele dia. Eu estava lendo e ela estava sentada numa poltrona à minha frente pregando o botão de minha camisa. Subitamente, parou de costurar e, por alguns instantes, ficou absorta com os olhos parados e desfocados. Estava em transe. Surpreso ao vê-la naquele estado, não sabia se a interrompia ou a deixava em transe. Resolvi interrompê-la. Ao chamá-la, ela voltou à realidade.
Assustada e surpresa, me confidenciou que quando estava pregando o botão, cabisbaixa, percebeu repentinamente nos cantos dos olhos que o ambiente da sala de nossa casa tinha “mudado”.
Ela se viu numa vida passada, sentada numa cadeira fazendo a mesma coisa: pregando o botão de minha camisa.
O ambiente onde morávamos era bem rústico, com as paredes em blocos de pedra e havia uma lareira no canto da sala. Minha esposa não soube precisar em que época vivíamos nessa vida passada. Emocionada, me disse que essa recordação viera de forma muito vívida e nítida.

Ficou evidente, portanto, que ao pregar o botão de minha camisa, e estando relaxada, em nível alfa, sua memória “disparou” espontaneamente recordações daquela vida.
Portanto, os exemplos descritos neste artigo, ilustram claramente que se você olhar sob uma nova ótica para o presente, conseguirá ver o seu passado através dele.

CASO CLÍNICO
Incapacidade de administrar a própria vida
Mulher de 32 anos, solteira.


Veio ao meu consultório por se sentir truncada, travada, por conta de seu medo de tomar uma atitude e de dar um novo rumo à sua vida. Estava muito insatisfeita profissional, amorosa e financeiramente. Tinha também muito medo de errar e vir a se arrepender diante de qualquer decisão que viesse a tomar.
Ela me disse: “Eu me sinto impotente porque não consigo administrar a minha vida. É sempre alguém que toma uma decisão por mim. Estou cansada, eu quero assumir a minha própria vida”.Ao regredir me relatou: ”Vejo uma onda muito grande. Estou me debatendo dentro do mar. Não tenho força. A onda gigantesca me leva. Eu me sinto muito impotente diante de tanta água... Agora não vejo nada, está tudo escuro... Estou sozinha, parece que é noite. Vejo-me no meio das árvores”.
Estou procurando plantas medicinais no meio da floresta. Estou procurando plantas e cogumelos para fazer algum remédio. Eu vou entrando na floresta que acaba no mar.

Vejo-me em cima de um morro e embaixo está o mar... Ai meu Deus!!! (começa a gritar). Vem uma enorme onda, cobre toda a floresta e leva tudo embora. Eu não sei nadar (chora copiosamente). Vou morrer!... O mar está muito violento, a água me carrega como se estivesse lavando, varrendo alguma coisa” (A paciente começa a tossir e a se debater no divã). Peço para ela se acalmar e não vivenciar a cena, mas vê-la de fora, sem se envolver emocionalmente.

Mais calma agora, ela me diz: “A sensação que vem é que morri afogada... É a época da civilização Atlântida. Eu usei muito mal o conhecimento que tinha. Fiz muita coisa errada. Eu envenenei as pessoas com as plantas medicinais extraídas dessa floresta. Eu moro em uma casa de pedra. Era feliz, cultivava flores. Sou uma moça bonita, devo ter uns 20 anos. Uso uma saia cumprida, clara, de florzinha. Eu me vejo sozinha, moro sozinha. Até que apareceu um homem, um bruxo que mudou toda a minha vida. Ele gostou das minhas flores e me ensinou a fazer os remédios medicinais. Eu não sabia que podia extrair remédios das plantas. Só que esse “remédio” envenenou muita gente. Ele falava que eu iria curar muita gente, o que não era verdade. O bruxo dizia que eu tinha talento para fazer remédio, mas que precisava aprender com ele. Em verdade, eu me deixei ser levada por ele. Eu me deixei levar pela sedução dele e fui apanhar as plantas que não eram boas e acabei matando muita gente”. Eu achava que ele era poderoso e o obedecia cegamente, para que ele gostasse de mim, me aceitasse. Era muito ingênua e carente.
Agora percebo que nunca tomei as rédeas de minha vida. Sinto que poderia ser mais atuante. Eu me sentia inferiorizada por ser mulher, não me sentia suficientemente capaz. Na verdade, eu queria ser reconhecida por ele, achava que os homens sabiam mais do que as mulheres. Eu o admirava”.

Peço em seguida para que ela vá para o momento de sua morte nessa vida:
“Diante da fúria daquela onda gigante, simplesmente desapareci no meio d’água. Senti muito medo e impotência”.
Quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos no momento de sua morte? perguntei-lhe: “Eu me senti culpada e veio a idéia de castigo por fazer mau uso do conhecimento. Veio também arrependimento por ter prejudicado muita gente.
O ruído do mar era assustador. É muita fúria! É horrível!
Fica claro agora o porquê desse medo de decidir na vida presente. Sinto medo de errar novamente. Eu trago para a vida atual essa culpa e arrependimento por ter prejudicado muita gente”.

Antes de encerrarmos a regressão, peço para que ela se liberte de seu passado, se livre dessa culpa. Enfatizo que na verdade ela agiu na melhor das intenções. Por conta de sua ingenuidade e carência, acabou deixando-se influenciar por aquele homem. Peço, portanto, para que ela se liberte definitivamente dessa culpa, se perdoando, não deixando que essas sensações e sentimentos negativos de seu passado permaneçam dentro dela.

Disse-lhe que ela precisava fazer um trabalho de auto-perdão para que pudesse fluir de forma mais livre na vida presente. Posteriormente, ela passou por mais 6 sessões de regressão e, no final de cada uma delas, fizemos um trabalho de desprogramação e programação mental positiva para que ela se libertasse desta culpa. A paciente me disse que estava mais autoconfiante, se sentindo capaz de tomar suas próprias decisões, sem deixar, desta vez, que as pessoas tomassem as rédeas de sua vida.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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