Publicado dia 9/3/2004 2:02:51 PM em Vidas PassadasCerta vez uma criança andando pela rua encontrou uma nota de dinheiro. Ficou tão empolgada que desde então, só andava olhando para o chão para ver se encontrava uma outra nota. E, nestes 40 anos de busca, começou a sofrer de dores de coluna, perder amigos, a família e boas oportunidades, não enxergando mais nada.
Que lição você pode extrair dessa estória? Não abaixe a cabeça, olhe sempre para frente. Não deixe também as pessoas abaixarem a tua cabeça. Não aceite chantagens, gritos. Se alguém levantar a voz com você, converse em outra ocasião.
Qual é o seu ponto fraco? É não confiar em si?
Tem dificuldades em dizer não. isto é, vive em função
de querer agradar as pessoas e desagrada a si mesmo? O que você precisa
aprender?
Quando você for firme - sem perder a ternura no coração como
dizia Che Guevara -, mostrar claramente o que quer, as pessoas irão passar
a te respeitar.
Deixe explicitas as suas vontades, os seus interesses. Construa um mundo melhor
para você através da:
a) firmeza;
b) alegria;
c) sinceridade;
d) vontade;
e) coragem.
Tenha a coragem de ser você. Siga o seu caminho, não se preocupe em agradar a ninguém, a não ser a V. mesmo.
Nunca mais olhe par o chão. Os amigos, a esposa, o marido, os filhos,
são pessoas que você escolheu para viver com você, embora o
"véu do esquecimento" (amnésia) cobre o seu passado e
o/a impeça de se lembrar.
É preciso se dar o devido valor. Erga a cabeça!
Muitas pessoas fazem da vida um rascunho. Pergunto: E se você não
puder passar a limpo? E se amanhã não der para fazer?
Por isso, não faça de sua vida um rascunho velho. Faça a
sua vida com letras bem feitas, com capricho, com amor. Temos o hábito
de dizer: "Ah, amanhã eu faço, depois eu faço"!
Não deixe para amanhã, não adie o que você pode fazer
agora. Não viva do passado, apegado a ele ou antecipando o futuro, mas
viva o momento, o agora, a cada instante. Devemos viver cada minuto de vida, cada
instante da melhor maneira.
Para ser feliz é preciso mudar os padrões de pensamento. Precisamos
nutrir nossos pensamentos de coisas boas, ser alegre, ter espírito de criança,
mas também ter atitudes adultas, tomar decisões, ter firmeza. Abra
as portas para as coisas boas.
Pela manhã sorria no espelho, mude seus hábitos, se deseje um bom
dia. Não se irrite por tão pouca coisa, faz mal ao fígado.
Beije seu filho, lhe deseje um bom dia, coloque um muro nas energias negativas.
Encare os problemas. Os problemas - quando vistos com os olhos da bondade - se
tornarão mínimos, como um lago visto do alto: é como uma
gota d'água. Temos capacidade de conseguir tudo o que a gente sonha.
Mas para que seus desejos se concretizem, você precisa criar uma energia
sustentável (fé).
Para isso, é preciso entrar em sintonia com essa energia que pode ser um encontro favorável, uma "coincidência" afortunada, uma grande esperança ou uma paz de espírito inesperada. Para se afinar com essa energia, entre em contato com seu Eu superior.
Você vai precisar de um diário, uma agenda para anotar os seus desejos e assim aprenderá a se concentrar em vez de se preocupar com o que ainda não tem. Anote em seu diário os seus anseios, desejos e assim através da imaginação (nunca subestime o poder da imaginação!), entrará em contato direto com a sabedoria do Universo (Eu Superior).
Tudo o que desejar irá conseguir, se for para o seu melhor. Com o seu diário anotando todas as sincronicidades e experiências, você irá perceber que seu projeto de vida ganhará um grande impulso. Experimente e verá!
Caso Clínico:
Medo de falhar.
Homem de 32 anos, solteiro.
Veio ao meu consultório por conta de seu medo intenso de errar, falhar.
E isso evidentemente o tornava uma pessoa muito insegura, perfeccionista, crítica,
exigente consigo mesmo e com os outros.
Queria entender também o porquê das pessoas não confiarem
nele, não darem crédito, duvidarem de sua honestidade, apesar de
ser uma pessoa correta e de ilibada idoneidade moral. Sentia também fortes
dores no peito. Fizera todos os exames médicos necessários e não
acusara nada.
Ao regredir me relatou: "Eles me prenderam, pisaram na minha garganta
e me deixaram num cárcere escuro.
Eu sou um cardeal, estou vestido com uma linda capa vermelha, tenho criados. Encarceraram-me
numa masmorra. Eu não consigo entender porque fizeram isso ".
- Volte antes dessa cena para ver o que aconteceu, peço-lhe.
"Estou descendo as escadarias de uma linda catedral. Eu fazia pregações
contrárias às dos outros cardeais. Eles queriam ludibriar o povo
e eu era contra. Eu recusei-me a fazer o que eles queriam. Eles queriam a riqueza,
o ouro do povo e eu não concordava. Eu era um cardeal da Santa Inquisição
da Igreja Católica.
Eles dizem para eu julgar as pessoas, mas eles queriam interferir nos meus julgamentos.
Eu pregava que tinha que ser justo e que não poderia submeter as pessoas
à humilhação e injustiça. A Santa Inquisição
era presidida pelo Papa. Ele era manipulado pelos cardeais, pois não levavam
a ele a verdade dos fatos. Eu tentei fazer isso e fui considerado um traidor.
Então, me prepararam uma armadilha, me levaram num <i>covil de cobras'".</i>
- Quem te levou, perguntei-lhe.
"Eles riem de mim, os cardeais. Eles me corromperam lamentavelmente através
da orgia sexual. Eu era ainda jovem. Eles não se conformavam da minha inteligência
e de eu ser um cardeal novo. Os cardeais mais velhos me prepararam uma cilada
e me pegaram pela minha juventude e vigor sexual. Mandaram os padres da minha
idade organizarem uma festa com muitas mulheres, bebidas e orgia sexual. Depois
de beber, extravasei os meus desejos sexuais. Ao invés de pregarmos os
ensinamentos de Jesus, profanamos".
- Como você se sente, pergunto-lhe.
"Eu sinto muita raiva (grita chorando). Malditos! São amaldiçoados
todos eles. Agora me arrependo desse fato. Eu me senti um verdadeiro trapo, farrapo,
um lixo, um mendigo, um crápula.
Eu me corrompi nos ensinamentos de Cristo. Pego a imagem de Jesus Cristo, um crucifixo
grande de madeira e o quebro atirando no chão com muita raiva.
Eu me sinto indigno dos ensinamentos que me foram feitos e me sinto profundamente
envergonhado (pausa). Os cardeais usaram desse incidente para me colocaram num
cárcere e me deixaram às escuras".
- Avance mais para frente nessa vida e veja o que acontece com você,
peço-lhe.
"O lugar é muito gelado. É uma cela pequena, com pouca luz.
As minhas mãos estão bem vermelhas, definhadas pelo frio. Tem um
soldado que quer me ajudar. Ele me traz um cobertor e um pouco de alimento. Meu
peito dói muito e sinto muita fraqueza, friagem. Eu ainda prego a concórdia,
o amor e a justiça. Eu sei que serei condenado à morte. Mas eu ainda
prego o amor. É por isso que esse soldado se sensibilizou. Ele planeja
me tirar daqui. Ele disse que vai arrumar um meio de me tirar. Ele será
levado à morte se descobrirem. Peço a ele que não se envolva
e não conte a ninguém sobre seus planos (pausa).
Agora ele está me tirando do cárcere através de um túnel.
Ele arrumou uma outra pessoa que leva uma tocha na mão para iluminar o
caminho. Um pouco eu ando e outro ele me carrega e vamos caminhando por esse túnel.
Saímos do túnel, estamos do lado de fora do castelo. Eles voltam
e eu os agradeço do fundo do coração e que Deus os ilumine
e que as famílias deles estejam bem... Fico lá até que uma
senhora me encontra e espera a noite para me tirar dali. Ela me traz agasalho,
capuz para que não vejam quem sou e alimento. Saio me arrastando e chego
até um casebre. Ali eu coloco os meus pés dentro de uma vasilha
de barro com água quente, vou me recuperando aos poucos. Essa senhora coloca
em risco sua própria vida. E ali eu fico num leito. Vou me recuperando,
outras pessoas passam a visitar o casebre. São doentes e com a providência
divina melhoram ou se curam e começam a vir em um número maior.
Eu peço para que eles não propaguem os milagres, pois não
era eu que estava operando aquelas curas. Eu sou apenas um instrumento de Deus...
Fui ficando idoso até que um dia previ o meu desencarne. Orei e parti com
a luz de Deus Pai todo poderoso (paciente começa a chorar). Obrigado Senhor
Deus!"
- Veja agora para onde você vai após sua morte física,
peço-lhe.
"Fui recebido num templo lindo e maravilhoso para me curar das doenças
de meu corpo, serenar a minha alma e entender o que aconteceu comigo. Fui a uma
escola de seres iluminados. Passei a cuidar de um jardim e tomar conta da Fonte
do Amor, da bem-aventurança e da prosperidade. E passei a ser um pregador
desse local de acolhimento, de paz, e harmonia.
Eu me sentia bem em determinados momentos, mas em outros me sentia perturbado.
Estava ainda ressentido do que haviam feito comigo.
Eu me sentia derrotado, fracassado, incapaz de cumprir o meu propósito
maior que era colocar um fim ao abuso da Igreja Católica. Acabei estragando
um plano maior arquitetado pela providência divina e meus mentores espirituais
queriam acabar com esses abusos. A minha missão era formar um congresso
de cardeais e pregar o bem-estar comum, o amor e não o fiz porque me faltou
a destreza necessária para levar a cabo esse propósito. Ao desencarnar
nessa vida como cardeal, quando voltei para o astral da Fonte de onde eu vim (amor,
justiça, harmonia, bem-aventurança e prosperidade), senti o quanto
havia falhado e não me perdoei por isso. Eu decepcionei os meus mentores
espirituais que me mandaram para ser o cardeal da inquisição. Embora
eles não falem nada para mim, eu tenho vergonha de olhá-los. Não
consegui o meu intento da maneira como era previsto. Como me envolvi nesse "mar
de lama", de luxúria e orgia sexual, pedi para os meus mentores espirituais
para ir às trevas achando que com isso iria me redimir da minha culpa e
que pagaria pelos meus atos. Mas vejo agora que nada disso aconteceu. Puni-me,
puni-me e não me levantei, não cresci. Fui às trevas para
me punir e não resgatei absolutamente nada.
Hoje, na vida atual, ainda sinto a necessidade de me lavar dessas impurezas. Quero buscar na minha alma a purificação de que necessito. Agora entendo o porquê de hoje ser uma pessoa insegura, exigente comigo mesmo e com os outros e esse medo intenso de falhar, de errar novamente como aconteceu nessa vida passada. Eu me tornei uma pessoa descrente. Passei a me repudiar e isso ainda trago comigo. E sinto que não é isso que os meus mentores espirituais querem de mim. Eles querem que eu me perdoe. Se eu vim da Fonte do amor, da justiça, da harmonia, bem-aventurança e prosperidade, por que a discórdia, a desarmonia de minha parte na vida atual? Eu fico castrando as pessoas que estão ao meu redor como se todos fossem aqueles traidores que me prejudicaram naquela existência passada. Eu os julgo e sou julgado também. É um aprendizado que devo procurar. É uma lapidação interior que devo buscar através da humildade, sendo menos crítico comigo e com os outros. Existe a possibilidade, se for da benção de Deus, de escrever literatura voltada aos fatos espirituais. Devo buscar o equilíbrio entre o material e o espiritual". (pausa).
O paciente me disse que estava vendo uma luz muito intensa e um calor forte
em seu corpo. Disse-me que essa luz estava querendo lhe dizer alguma coisa. Pedi
para que ele aguçasse seus ouvidos e prestasse atenção no
que essa luz queria lhe dizer (pausa). Subitamente, após um longo suspiro
e com as mãos justapostas, o paciente me disse:
"Estamos aqui nesse momento para a recuperação psíquica,
emocional e espiritual desse irmão que está aqui deitado (referindo-se
ao paciente que estava deitado no divã do meu consultório). Pela
misericórdia divina, viemos auxiliá-lo em seu processo de cura.
O irmão aqui deitado solicitou nossa ajuda e viemos de encontro ao seu
pedido. Existe todo um preparo a ser feito, e, neste momento, estamos auxiliando-o
a concretizar o seu propósito de vida com o acolhimento de seu mentor espiritual
(referindo-se ao mentor espiritual do paciente). Ao longo de todos esses anos,
vários constrangimentos já passou esse irmão e, nesta busca,
é chegado o momento do seu retorno às suas verdadeiras causas e
propósitos iniciais. O irmão foi criado para estar em uníssono
com a Fonte de sua criação e receber dela a sabedoria que necessita
neste mundo e propagar as verdades que fazem parte de seu propósito de
vida.
Essas dores em seu peito são resquícios daquela vida luxuriosa,
pervertida na qual viveu. Por isso essas seqüelas, manchas no seu perispírito.
Os resquícios são como cortes profundos, chagosos. Houve a necessidade
de uma intervenção espiritual para que esse nosso irmão não
usasse e transferisse seus conhecimentos para o mal e entrasse nessa dualidade
entre o certo e o errado. E estas chagas sangram como sangram as feridas de Jesus.
Vamos desenvolver a confiança, a perseverança, a compreensão,
a tolerância e o bem mais precioso que um ser pode ter que é o Amor".
- E por que essa culpa tão forte que ele tem, pergunto-lhe.
"É por que percebeu quão errado ele fez ao sair da luz e desejar
por livre arbítrio enclausurar-se nas trevas e ali se alimentar do sentimento
de culpa por todos. É mais fácil lamentar-se e fazer-se de vítima
do que cumprir um caminho e ter um propósito reto e definido. Esse irmão
ficou preso no passado daquele lodo imundo das trevas que ele habitou e traz ainda
nessa vida atual a energia que emanava daquele pântano e não do lírio,
do perfume das esferas mais elevadas. Como ele exala ainda a energia da incredulidade,
dúvidas e medo, é evidente que as pessoas não lhe dão
crédito nesta vida terrena".
- Então, o que é necessário para ele fazer as suas mudanças,
pergunto-lhe.
"Inicialmente é necessário fazer essa cura espiritual. E o
seu papel é fundamental (referindo-se a mim). É necessário
fazer sua revitalização emocional através dessa terapia regressiva
porque a revitalização espiritual já foi iniciada. Temos
plena certeza com todo o amor que trazemos em nosso ser etéreo de que o
nosso irmão encontrará o reequilíbrio energético-psiquico-emocional
que vêm buscando. Ao completar o ciclo dessa terapia regressiva, o irmão
(referindo-se a mim) poderá fazer a concatenação de todos
esses dados e observar que o quebra-cabeça se fechará. E aqui eu
me despeço. Que assim seja"!
Ao voltar para o estado beta (vigília), o paciente e eu estávamos visivelmente emocionados pela profundidade das mensagens passadas por esse espírito de luz. Esta regressão tão plena de sabedoria e amor foi o passo inicial para o seu processo de cura. Nas sessões seguintes, fizemos um trabalho de autoperdão e, após passar por mais seis sessões, o paciente se sentiu mais seguro, menos crítico consigo e com os outros. Recordou aquela vida passada desta vez sem ressentimento, se desvinculando de seu passado. E a dor no peito que o incomodava tanto, desaparecera por completo.
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