Por que nunca amei e nem fui amada?

Por que nunca amei e nem fui amada?
Publicado dia 6/10/2005 1:03:58 PM em Vidas Passadas

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É grande o número de e-mails que recebo de pessoas, em especial de mulheres, em busca de respostas do porquê de seus relacionamentos amorosos não darem certo.

Esta é uma dificuldade que parece afetar mais freqüentemente as mulheres do que os homens, provavelmente porque as mulheres são mais sensíveis em suas necessidades de amor. Prova disso, pelo menos em meu consultório, é a maior procura do sexo feminino na busca de solução para seus problemas amorosos.

Desta forma, a ausência do amor de um homem na vida de uma mulher, pode levá-la a graus variados de depressão, com sentimentos de não ser amada e/ou nunca poder vir a ser.

Em verdade, a mulher aprende que sua auto-estima, isto é, a sua felicidade, depende em grande parte de encontrar o amor de sua vida.

Por outro lado, a auto-estima de um homem está atrelada, na maioria das vezes, ao seu sucesso profissional, financeiro e sexual.

“Por que nunca amei e nem fui amada”?
“Por que sou sempre trocada por outra mulher”?
“Por que os meus relacionamentos amorosos não duram”?
“Por que nunca tive um namorado”?
Estas são as perguntas mais freqüentes que levam muitas mulheres a quererem encontrar respostas na T.V.P (Terapia de Vidas Passadas).

Leia a seguir o caso de uma paciente de 42 anos que queria saber o porquê de nunca ter amado e nem ter sido amada por um homem.

Caso clínico:
Por que nunca amei e nem fui amada?


Mulher de 42 anos, solteira, veio ao meu consultório por se sentir frustrada e querer entender o motivo de nunca ter amado ou ter sido amada. Sempre teve problemas de relacionamento amoroso, ou seja, sua queixa principal era a de ser trocada por uma outra mulher.

“Sempre aparece uma mulher nos meus relacionamentos com os homens para tirá-los de mim. Por conta disso, eles acabam não ficando comigo”, comenta a paciente.

Desta forma, ela nunca namorou firme ou se envolveu intensamente, pelo fato de ser sempre trocada por uma outra mulher.

Uma outra queixa relatada pela paciente, é que os homens não a enxergavam. Quando estava com uma amiga numa festa, era comum os homens cumprimentarem apenas a sua amiga, ignorando-a, apesar de ser bonita e simpática.

Ela termina a entrevista dizendo: “Os homens simplesmente não me enxergam”.

Ao regredir me relatou:
“Vejo uma casa bem de longe; antes vi o rosto de uma mulher, cheio de colares. Veio o número 139, é o número dessa casa (pausa). Estou agora de frente à porta dessa casa. É uma casa cinza chumbo, escura na frente. Abro a porta, estou entrando. Tem um monte de móveis escuros. Vejo um quarto com cama de casal. É um quarto antigo, é uma casa velha (pausa).

- Avance mais para frente nessa casa - peço-lhe.
“Vejo agora uma senhora que mora nessa casa. Ela é baixinha, é a minha avó dessa vida passada. Ela mora comigo nessa casa. A minha avó está andando no corredor. Ela dá risada para mim. A TV está ligada, é bem antiga. Estou agora no andar de cima da casa. Parece que vai ter uma festa (pausa). Vejo agora homens e mulheres dançando. Eu entro, é um salão grande; eu estou dançando, dou risada para um monte de pessoas. Eu bebo, estou com um copo na mão. Vejo agora um homem, vou para perto dele e a gente dança”.

- Avance mais para frente nessa casa – peço-lhe.
“Estou abraçada com ele e o beijo. Dou muitas gargalhadas! (pausa). Ouço agora uma voz. Alguém me fala que sou uma vagabunda, ordinária. É uma voz feminina... É aquele rosto que eu vi no início da regressão, uma mulher cheia de colares no pescoço, de cabelo curto”.

- Pergunte-lhe o que está fazendo aqui no consultório – peço à paciente.
“Ela me fala que sou vagabunda e ordinária. Diz que eu roubei o marido dela (pausa). Eu digo que não. Ela diz: “Você roubou sim”. Vejo agora aquele homem que eu estava abraçando e beijando naquele salão de festas. É a esposa dele. Ela está falando para mim: “Você vai ver só, não perde por esperar o que vai te acontecer”!
Estou tentando pedir perdão para ela, mas ela não quer me perdoar. Na verdade, eu me apaixonei por ele. Eu gostava dele, aconteceu nessa festa em casa. Parece que a minha casa era um prostíbulo. Eu levo pra lá um monte de homens e mulheres. Todo dia esse homem vem em casa e fica comigo. Ele gosta de mim. Eu sou bonita, visto uma roupa vermelha, à moda espanhola. Eu sou a dona desse prostíbulo, dou instrução às moças. Ele é mulato e sempre acaba no meu quarto. Ele é envolvente, me dá prazer. Um dia a mulher dele entrou lá, procurando-o. Ela disse para ele: “O que você está fazendo aqui”?
Em seguida, ela deu uma tapa no meu rosto. Estava muito nervosa, descontrolada. Ele a segurou, pedindo calma. As meninas pararam de tocar a música. Ele a pegou pelos braços e a arrastou para fora. Eu fiquei chorando, arrasada. Deram-me água com açúcar para me acalmar. Eu deito e acabo adormecendo. No dia seguinte, digo às meninas para seguirem em frente, que a vida continua. Depois de alguns dias, a mulher dele veio conversar comigo. Eu disse: “Entre, por favor”. Eu pensei comigo: “A trouxa veio aqui”. “Pode sentar aí”, eu falei em seguida. Eu era prepotente e autoritária. Ela disse: “O que você está fazendo com o meu marido”?
“Ele gosta de transar comigo” - respondi. Ela disse: “Você é uma prostituta, uma vagabunda”! “Prenda seu marido, saiba usá-lo” – disse-lhe. “Você não perde por esperar” – ela respondeu em tom de ameaça. E foi embora. Eu nem liguei. À noite, eu falei tudo para o marido dela. Ele falou para não ligar.
Um dia, esse homem me disse que queria falar comigo. Confidenciou chorando que me amava e me convidou para morar com ele. Disse-lhe que precisava trabalhar, pagar as meninas. Ele falou que iria largar a esposa para ficar comigo. Eu falei que precisava pensar, não sabia se era isso que eu queria. O tempo foi passando e ele não foi mais lá em casa. Descobri depois que gostava dele, que sentia falta dele. Eu me sentia triste, mas fui tocando a vida. Ele não veio mais. Não sentia mais alegria, não dava mais risadas como antes. Um dia alguém bateu a porta e quando abri a porta, era ele! Ele entrou e eu me fiz de forte. Ele me disse: “Eu te adoro, estou me separando da minha esposa”. Falei que também gostava dele. Em seguida, o vejo de mala pronta em minha casa. A gente foi muito feliz. Eu me casei com ele. Falei para as meninas que iria fechar a casa. Umas tiveram sorte e também se casaram; outras continuaram solteiras. A mulher, a esposa dele, sumiu. Fomos muito felizes. Anos depois, ele ficou doente, de cama. Eu cuidava todos os dias dele. Ele acabou morrendo. Sofri muito com a morte dele. Senti muita solidão e fiquei sozinha na minha casa”.- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada – pedi-lhe.
“Bebi tudo que tinha direito, morri bêbada. Só me vejo caída no chão, solitária, angustiada. Aquela mulher nunca aceitou a perda do marido. Ela é vingativa, continua ainda querendo me prejudicar, tirar todos os homens de mim na vida atual (pausa). Dr. Osvaldo, agora a vejo deitada na lama, no umbral (astral inferior). Ela está sofrendo, sem forças... Apesar de tudo, eu não tenho raiva dela, tenho é pena dela”.

- Pergunte-lhe se ela quer ser ajudada – peço-lhe.
“Você quer ajuda? Se você quiser, os espíritos protetores vão te ajudar a sair desse lugar” (paciente fala em voz alta).
Eles estão pegando-a pelos braços, estão levando-a, tirando-a daquele lugar horrível (pausa). Vejo-a agora numa cama de hospital no astral, deitada. Ela está agora limpa, dormindo”.

- Pergunto em seguida à paciente o que foi que aconteceu com ela após sua morte física naquela existência passada.
“Vejo um senhor de roupa branca, barba e cabelos grisalhos. Ele vem conversar comigo”. (pausa)

- Escute o que ele lhe diz – peço-lhe.
“Ele fala que em várias existências eu sofri perdas, abandonos. Por isso, fiz muitos homens sofrerem, eu os usava e desprezava-os em seguida. Ele fala também que após essa existência passada como prostituta, eu vim como freira para me purificar. Mas mesmo assim, eu tinha tentações pelos padres e eles por mim. Nas encarnações anteriores, eles foram meus amantes. Diz que nunca tive uma família bem estruturada moralmente. Numa das encarnações, eu fui mãe de cinco filhos, cada um era de um pai diferente. Eu os largava na rua porque não tínhamos uma casa. Em várias encarnações não tive nenhuma estrutura familiar. Tinha uma vida muito promíscua, com vários homens. Ele diz que melhorei muito depois que vim como freira. Nessa vida, enquanto religiosa, evitei as tentações carnais, cuidei das crianças que tinha abortado numa das existências passadas. Ele diz ainda que fiz sofrer muita gente, explorando as pessoas. Eu estimulava as minhas próprias filhas a prostituir-se. Elas se revoltaram contra mim e vieram na vida atual como inimigas. São elas as mulheres que hoje me atrapalham nos meus relacionamentos amorosos. Aqueles filhos da vida passada que abandonei na rua, também se revoltaram. Hoje em espírito eles atrapalham, se colocando na minha frente, me bloqueando para que nenhum homem me veja. Mas o meu mentor espiritual me diz que como eu freqüento a Federação Espírita e estou passando pelo tratamento de desobsessão, eles estão tomando o rumo deles e vão parar de me perseguir”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se a sua vinda em meu consultório teve a ajuda dele? – peço-lhe.
“Teve e foi a minha mãe que anotou num papel o telefone do consultório ao ler um artigo seu numa revista (Revista Esotérica). Na época, eu não tinha condições financeiras de fazer a T.V.P. porque não trabalhava. Mas, sabia intuitivamente que a minha cura se daria pela terapia regressiva. Só freqüentando a Federação Espírita, sentia que não iria resolver”.

- Pergunte-lhe se ele tem mais alguma coisa a dizer para você - peço-lhe.
“Diz que vou conseguir gostar de um homem e ser feliz. Diz ainda para eu ser forte, corajosa e que vai dar tudo certo”.

Após passar por mais oito sessões de regressão, a paciente estava se sentindo mais segura, autoconfiante. Sua auto-estima tinha melhorado muito. Seus familiares e colegas de trabalho notaram nela um semblante mais sereno, alegre. E o mais importante: estava namorando um rapaz e ambos sentiam mutuamente um carinho muito grande, apesar de terem se conhecido fazia pouco tempo.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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