Publicado dia 7/8/2005 12:03:54 PM em Vidas PassadasIndicações:
- Todos os tipos de fobias, ou seja, todos os tipos de medos intensos como:
medo de lugares fechados (metrô, elevador, dirigir em túneis); medo
de altura; de falar em público; medo excessivo de contrair doenças
incuráveis como o câncer e a AIDS; medo da solidão pelo fato
de ter sofrido sucessivas decepções amorosas;
- Problemas de relacionamento familiar, conjugal, social e no trabalho
(aqueles relacionamentos difíceis, dolorosos, truncados entre pais e filhos,
irmãos, marido e mulher, figuras de autoridade - chefes e/ou colegas de
trabalho);
- Problemas sexuais (impotência, ejaculação precoce,
anorgasmia - falta de orgasmo, perda da libido - diminuição ou ausência
de desejo sexual, etc.);
- Transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, ansiedade
generalizada, tiques nervosos);
- Transtornos de humor (depressão, angústia, instabilidade
de humor);
- Medo excessivo da morte;
- Doenças psicossomáticas - doenças orgânicas
de origem emocional como: Alergias, vitiligo, psoríase, ictiose, asmas,
enxaquecas, dores, etc.;
- Dificuldades financeiras e profissionais decorrentes de bloqueios emocionais
e interferência de seres extrafísicos (obsessores).
Contra-indicações:
- Gestantes (pode induzir o trabalho de parto e conseqüências
emocionais sobre a criança e formação);
- Cardiopatas (pode trazer o risco de infarto caso venha a liberar na regressão
uma carga emocional intensa ao recordar e revivenciar experiências traumáticas
do passado);
- Deficientes mentais e auditivos (relação terapeuta-paciente
se torna dificultosa no processo de comunicação);
- Distúrbios psiquiátricos graves (pacientes psicóticos
e pré-psicóticos - podem levar o paciente ao surto psicótico).
Limitações:
- Pacientes excessivamente céticos, incrédulos em relação à regressão e a reencarnação (não é recomendável, pois vão bloquear, não permitem se entregar no processo regressivo). Fica evidente neste caso que uma pessoa de mente fechada é incapaz de revivenciar experiências de seu passado, principalmente de suas vidas passadas. Daí a importância do paciente querer efetivamente passar por este tipo de terapia;
- Pacientes hiperativos, muito ansiosos, vão encontrar dificuldade
de se concentrar. Para que o paciente possa acessar a memória de seu passado,
ele precisa ter um mínimo de concentração para relaxar e
entrar no estado alterado de consciência (hipnose).
Em muitos casos, o paciente ansioso precisa primeiro aprender a relaxar através
da Yoga, Reiki, meditação, etc. para controlar a sua ansiedade e
depois passar pelo processo regressivo. Caso contrário, não irá
regredir.
- Pacientes excessivamente medrosos, desconfiados em relação
à técnica hipnótica, à regressão a vidas passadas
e assuntos ligados aos espíritos; em muitos casos, seu medo e desconfiança,
são frutos de desinformação e preconceito em relação
a esses temas. É por isso que costumo agendar antes uma entrevista de avaliação
(anamnese) com o paciente para esclarecer todas as suas dúvidas acerca
dessa terapia. Uma vez sanadas as suas dúvidas, desmistificando seus conceitos
equivocados a respeito dessa terapia, é suficiente para o paciente se entregar
no processo regressivo. Mas em outros casos, seu medo e desconfiança têm
raízes mais profundas.
Certa ocasião, um paciente não conseguia regredir apesar de eu tentar
todo o meu arsenal de técnicas de relaxamento que conhecia. Então,
após 3 sessões de regressão, finalmente ele conseguiu regredir,
se vendo sendo esfaqueado à noite quando estava dormindo numa vida passada.
Ficou evidente, portanto, a causa de sua dificuldade de se entregar no processo
regressivo. Ao fechar os olhos e relaxar na sala de meu consultório que
fica na penumbra para facilitar o relaxamento dos pacientes, isso desencadeou
seu temor inconsciente de vir a ser esfaqueado novamente como ocorrera à
noite naquela existência passada.
- Pacientes excessivamente rígidos, intolerantes em relação aos seus valores morais e religiosos. Há pacientes que encontram dificuldades em regredir devido ao seu temor em entrar em contato com experiências de seu passado de cunho sexual e/ou que fira seus valores morais, tais como: estupro, homossexualidade, suicídio, assassinato, roubo, traição, infidelidade, prostituição, que foram vitimas ou causadores desses incidentes. Desta forma, como a TVP lida com experiências traumáticas do passado, causadores do problema do paciente, é fundamental que o mesmo queira efetivamente passar pelo processo regressivo e esteja verdadeiramente disposto a querer resolver o seu problema.
Caso contrário, sua mente inconsciente irá bloquear, não permitindo ter acesso aos registros de memória de acontecimentos dolorosos de seu passado. Daí explica que, em muitos casos, as revelações do passado do paciente que estavam em seu inconsciente só virem à tona - no nível da consciência - gradativamente, a cada sessão de regressão. O inconsciente é sábio, ele sabe quando efetivamente o paciente está pronto para acessar a causa verdadeira de seu problema.
Caso Clínico:
Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C)
Mulher de 25 anos, solteira.
Veio ao meu consultório por conta de inúmeros problemas de ordem
emocional e orgânica.
Desta forma, quando ficava tensa, apresentava comportamentos obsessivos, repetitivos,
rituais obsessivos tais como: contar números (e o resultado sempre tinha
que ser par). Contava nos dedos de uma mão e, em seguida, em outra mão;
tinha a necessidade de contar, conferir quantas lajotas tinha o piso dos banheiros
e a cozinha de sua casa. Veio a saber que sofria de T.O.C (Transtorno Obsessivo
Compulsivo) com um neurologista. Em verdade, percebeu que desde os 9 anos de idade
apresentava esses rituais obsessivos. Uma outra manifestação do
T.O.C era se certificar várias vezes que a porta estava fechada. Geralmente
se levantava três vezes à noite para conferir se tinha fechado as
portas de sua casa.
Após receber a noticia da morte de seu pai, começou a limpar compulsivamente
sua casa, a fazer faxina feito "louca", a soluçar bem alto, mas
sem cair uma lágrima. Foi parar no pronto-socorro e o médico disse
à família que a paciente estava em estado de choque.
Apresentava também doenças de pele (vitiligo e psoríase),
problemas sexuais (dores no ato sexual e dificuldade de atingir orgasmo) e pensamentos
negativos obsessivos como: vir a morrer, ficar doente, de lhe acontecer um infortúnio
ou algo ruim.
Sentia dores no corpo, principalmente no peito, angústia, depressão
desde criança e uma tristeza profunda. A paciente me relatou também
que sonhava com um espírito desfigurado que queria fazer sexo e ela lutava
com ele para que isso não ocorresse.
Ao regredir me relatou:
"Dr. Osvaldo, tem alguém segurando os meus ombros, me impedindo de
atravessar o portão para eu saber a causa verdadeira de meus problemas
(o portão é um artifício que uso que funciona como um "portal"
que separa o passado do presente e após a indução hipnótica
peço ao paciente que atravesse esse portão para que ele volte ao
se passado e traga suas recordações de experiências traumáticas
que originaram o seu problema). Ele não quer me deixar atravessar esse
portão. Diz que não quer que eu descubra o meu passado".
- Pergunte-lhe por que ele não quer? - Peço à paciente.
"Ele diz para não mexer nessas coisas, pois se eu descobrir o meu
passado vou perder os meus medos e não terei mais medo dele também.
Ele quer ter o meu controle, me dominar. Ele diz que foi meu pai de uma vida passada
(pausa). Vejo-o agora entre dois espíritos que conversam com ele. Estão
tentando convencê-lo a ir embora com eles. Mas ele esbraveja, não
quer ir. Um dos espíritos diz que ele está fraco e que precisa de
ajuda, de ser cuidado, mas ele resiste. O outro espírito o faz agora dormir".
- Veja o que acontece com ele - pergunto à paciente.
"Os espíritos me dizem que vão levá-lo ao mundo espiritual
para tratamento, pois ele está muito cansado. Agora eles estão pegando-o
pelos braços e saem flutuando em direção a uma luz".
- Peço então à paciente que atravesse aquele portão
e dê um salto no tempo e vá à época onde esteja a causa
verdadeira de seus problemas.
"Vejo uma casa de madeira, tem árvores e um campo. Sou criança,
devo ter uns oito anos, uso um vestido até os joelhos. Sou bonita, meus
cabelos são compridos, uso um laço no cabelo". (pausa)
- Você mora com quem? - pergunto-lhe.
"Moramos eu e os meus pais. Vejo minha mãe, ela é bonita, magra,
usa uma roupa longa, apertada na cintura. O meu pai não está em
casa. Gosto de ficar olhando para minha mãe".
- Prossiga nessa cena - peço-lhe.
"Ela fica olhando para mim, parece que está preocupada. Ela está
triste. Ela me abraça e diz que vai embora. Peço para ela não
ir. Ela se ajeita, segura a minha mão, me leva até a porta e me
mostra a estrada de terra e me diz algo que eu não entendo" (pausa).
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"A casa está vazia. Estou perto da escada. Eu quero a minha mãe,
a quero de volta". (começa a chorar).
- O que aconteceu com a sua mãe - pergunto-lhe.
"Ela foi embora. Vejo-a na estrada com duas malas nas mãos. Minha
mãe foi embora antes que o me pai voltasse para casa. Ele tinha ido até
a cidade. A casa está vazia, eu fico sozinha" (chora copiosamente).
E o seu pai? - Pergunto-lhe.
"Ele não chega. Agora anoitece, estou sozinha. Eu olho pela janela,
está escuro, não vejo nada lá fora. A casa está às
escuras também, tenho medo de bicho. Eu fico na escuridão"
(pausa).
- Avance mais para frente nessa cena e veja o que aconteceu com você
- peço-lhe.
"Vejo agora o meu pai. É aquele homem que não queria que eu
atravessasse o portão no inicio da regressão. Ele é branco
e usa bigode. Agora estou com 18 anos, ele mostra a estrada de terra. Ele me lembra
quando minha mãe foi embora. Meu pai tem raiva dela e desconta a sua raiva
em mim. Ele me trata como se eu fosse a minha mãe. Eu não posso
chamá-lo de pai. Eu tenho raiva dele, ele me machuca, me faz mulher dele.
Eu não gosto disso. Ele não quer que eu vá à cidade.
Ele me esconde das pessoas. Eu não uso sapato, ele não deixa porque
senão eu vou para longe. Ele construiu uma casa de pedra que fica bem isolada
no campo, mas continua morando na casa onde morávamos. Eu fico na casa
de pedra, não vejo ninguém. Ele só vem nessa casa para me
trazer comida. Eu sinto muita solidão, tenho medo de sair, não conheço
nada. A cidade é bem longe" (pausa).
- Avance bem mais para frente nessa cena, anos depois - peço-lhe.
"O meu pai agora está mais velho, deve ter uns 65 anos. Ele tem pouco
cabelo, usa um chapéu branco, bigode grisalho. Ele vem me visitar no sanatório.
Estou com uma camisa de força".
- O que aconteceu para você parar no sanatório? - Pergunto-lhe.
"Eu não sou louca. Ele me colocou num hospital para obedecê-lo".
- Mas por que a camisa de força? - Pergunto-lhe.
"Ele disse que eu estava louca porque tive uma crise. Eu me revoltei, bati
muito no rosto dele. Eu queria que ele me deixasse em paz. Aí ele falou
para o médico que eu estava louca. Ele me levou à força para
o hospital, cheguei lá gritando para o médico que eu não
era louca. Sou branca, meu rosto é bonito, devo ter por volta de 25 anos;
sou muito parecida com a minha mãe".
- Você nunca mais viu sua mãe? - pergunto-lhe.
"Nunca mais. Meu pai era muito violento com ela".
- O que aconteceu para a sua mãe não levá-la junto? -
Pergunto-lhe.
"Eu ia atrasá-la caso me levasse junto. Ela achava que não
iria conseguir fugir de meu pai se me levasse".
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Acho que eu consegui fugir do sanatório. Ao anoitecer, fugi e fui
para a floresta. Estou escondida no mato. Mas eu fui encontrada. Estou abaixada
e sinto alguém se aproximando. Olho para cima e sei que fui descoberta.
A pessoa me pega e me puxa".
- Quem te puxou pela roupa? - pergunto-lhe.
"É o meu pai. O olhar dele é de ódio. Ele está
a cavalo, começa a me espancar e me leva à casa de pedra. Entra
comigo e fala para eu vestir a roupa de minha mãe. É uma roupa longa,
preta. Ele me obriga a deitar na cama e amarra as minhas mãos e pernas
por cima do vestido. O meu corpo está todo ferido e ensangüentado
devido ao espancamento que sofri. Ele fala: "Agora você não
foge mais". Eu sinto frio, a temperatura do meu corpo cai. Vejo os meus pés,
eles estão ficando roxos. Estou perdendo as forças, sinto muito
tremor no corpo. Estou sozinha agora, ele foi embora (pausa). Vejo agora um homem
de túnica, chega e senta ao meu lado. Estou tremendo muito. Olho para ele
e sinto uma bondade muito grande no rosto dele. Ele veio me ajudar".
- Quem é esse homem? - pergunto-lhe.
"É o meu mentor espiritual. Estou sentindo muito frio, tremo muito
(pausa). Vejo agora uma luz amarela sair do meu estômago. Acho que é
a minha alma, ela sai pelo meu abdômen. Mas ela demora para sair. Por isso
ele fica comigo para me auxiliar. Sinto muito medo, não quero sair do meu
corpo físico. Ele fala para eu não ter medo. Diz para eu sair do
meu corpo, para eu não ter medo que ele está ali para me pegar.
Quando a minha alma sai, ele me pega no colo. Fico como se eu fosse em bebê
(paciente chora intensamente). Sinto-me segura e acabei dormindo no colo dele
(pausa). Agora ele se levanta me carregando, caminha e atravessa a porta e o ambiente
fica todo iluminado.
- Pergunte para o seu mentor de onde vem o T.O.C. - pergunto-lhe.
"Ele diz que vem dessa vida passada porque o espírito do meu pai veio
junto comigo na vida atual. A presença de meu pai em espírito me
fez trazer esta doença. Ele diz que o T.O.C é uma espécie
de tique nervoso que trago dessa existência passada porque eu era muito
sozinha, vivia presa naquela casa. Vivia contando os tijolos das paredes. Verificava
também várias vezes se a porta estava trancada para o meu pai não
entrar no meu quarto. Eu me sentia suja por causa dos abusos sexuais que sofri
do meu pai. Mas ele diz para eu ter calma, porque eu achei um caminho que é
bom para mim".
- Que caminho? - Perguntei à paciente.
"Ele está se referindo à TVP (Terapia de Vida Passada). Essa
regressão está sendo boa para mim porque eu precisava mexer nas
coisas do passado para eu entender a causa dos meus problemas".
- Pergunte a ele de onde vem essa mania de limpeza - pedi à paciente.
"Ele diz que vem dessa relação incestuosa com o meu pai nessa vida passada. Eu trago à vida atual a crença de que sou suja pelos abusos sexuais que sofri e então tenho necessidade de limpar tudo que está ao meu redor. Diz ainda que todas as manifestações do T.O.C vem dessa existência passada".
Após passar por mais 8 sessões de regressão, a paciente me disse que estava se sentindo muito bem, mais solta, mais leve. Não sentia mais aquela tristeza profunda, depressão. Disse que o seu sono estava mais tranqüilo. Antes, acordava de madrugada assustada e, pela manhã, despertava cansada, irritada e depressiva. Hoje, acorda bem disposta. Disse ainda que os pensamentos negativos destrutivos tinham ido embora.
O vitiligo estacionou e a psoríase melhorou bastante, bem como os seus rituais obsessivos de contar números, lajotas e sua mania de limpeza. Seu mentor espiritual esclareceu também que o vitiligo e a psoríase, como doenças de pele, a paciente trouxe na existência atual devido às feridas internas (mágoas, humilhações, culpa) e externas (agressões físicas) provocadas pelo pai ao morrer por espancamento naquela existência passada.
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