Cura Espiritual

Cura Espiritual
Publicado dia 7/22/2005 11:21:56 AM em Vidas Passadas

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“O Carma é uma Lei psicológica que atua primariamente no campo psicológico, sendo que as circunstâncias físicas são apenas o meio pelo qual a finalidade psicológica é alcançada. Um cidadão que no passado derramou sangue de muita gente com suas arbitrariedades, renasce com uma anemia irreversível. Como se vê, a finalidade do sofrimento não é punitiva, mas corretiva. O individuo que prejudicou o semelhante de maneira grave precisa sentir “na própria pele” a dor que o outro experimentou a fim de reeducar-se; e, quando novamente posto em situação em que tenha a oportunidade de reincidir, ele seja capaz de resistir aos seus impulsos. É a Lei, a ordem natural das coisas”.
- Hermínio C. Miranda


Ao trabalhar com a TVP (Terapia de Vida Passada) desde 1985, tratando de inúmeros pacientes com distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (cuja causa não foi encontrada pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal (aqueles relacionamentos difíceis, dolorosos e truncados entre marido e mulher, pais e filhos, entre irmãos, etc.), constatei que a causa desses problemas pode advir de três fatores:

a) Interno (Intrapsíquico): Experiências traumáticas, mal resolvidas da vida atual (infância, nascimento, útero materno) ou muito mais precoce, em outras vidas;
b) Externo (Exteropsíquíco): Interferência espiritual (Obsessores) que costumam dificultar e impedir que o paciente regrida em seu passado e saiba a origem de seu problema, pois sabem que se o mesmo regredir, irá obter a sua cura;
c) Misto: Pode haver a combinação desses dois fatores na origem dos problemas. Em muitos casos, quando se elimina a interferência negativa dos espíritos obsessores na vida do paciente, através da ajuda das presenças espirituais amigas nas sessões de regressão, o mesmo rapidamente resolve os seus problemas. Apesar dos malefícios causados pela presença desses espíritos negativos na vida desses pacientes, é comum o total desconhecimento por parte desses pacientes da influência desses seres extrafísicos em suas vidas.
É impressionante a melhora significativa de suas vidas, quando esse fator externo (espiritual) é eliminado. Por outro lado, há casos em que mesmo eliminando essa interferência externa, a melhora desses pacientes não se dá de forma imediata, mas de forma gradativa, pois acabaram criando uma relação simbiótica parasitária com o seu obsessor, que vêm de várias encarnações passadas. Veja o caso de uma paciente com esse problema.

Caso Clínico: Cura Espiritual
Mulher de 40 anos, casada.

Veio ao meu consultório se queixando de problemas de saúde. Foi parar no pronto-socorro por sentir dores intensas causadas pela endometriose (inflamação na mucosa do útero) e tinha se submeteu a três cirurgias. Quando estourou o cisto, sentiu como se tivesse sendo apunhalada na região dos ovários.
Era uma pessoa tensa, nervosa, medrosa (sentia-se insegura e apavorada quando saia de sua casa). Não conseguia dormir no escuro, pois tinha medo de ver entidades espirituais.
No hospital, após ter se submetido à cirurgia, viu uma mulher vestida de branco, sentada do lado direito de seu leito. Foi uma cena muito rápida. Ao retornar à sua casa, ouviu gargalhadas e viu uma velha com dentes podres colocando correntes em seu braço e, em seguida, dois homens de capuz vindo em sua direção. Quando começou a rezar, eles se afastaram.

No inicio de sua regressão, pedi à paciente que visualizasse uma linda luz. Ela visualizou uma luz branca.

- Peça a essa luz lhe mostrar a causa verdadeira de seus problemas (pausa).
A paciente me respondeu: “Veio à minha mente a frase: Inimigos não querem que eu saiba da verdade”.

- Pergunte à luz quem são esses inimigos - pedi à paciente.
“Ela diz que são inimigos de vidas passadas e não querem que eu saiba da verdade porque ela me libertará de todos os meus males”.

- Pergunte-lhe de que forma eles estão te prejudicando - pedi-lhe.
“Eles me prejudicam na saúde, me deixando tensa, ansiosa, sem vontade de reagir”. Mas a luz me diz: “A verdade te libertará, saiba disso”!

- Peça então à luz que lhe mostre a verdade que você necessita saber - pedi à paciente.
“A luz me diz que eu provoquei a minha própria morte me atirando no precipício”.

- Pergunte-lhe por que você se jogou - pedi à paciente.
“Ela diz que eu não queria viver mais, estava cansada de sofrer nessa vida passada”.

- Veja se consegue se ver - peço-lhe.
“Sou homem, o meu rosto está coberto com uma espécie de capacete. Estou em cima de um cavalo, próximo de um castelo. Uso uma armadura e luvas de aço. Já tinha inimigos desencarnados nessa época que não queriam a minha felicidade. Eles me tentaram tanto que eu me joguei no precipício; fui muito fraca. Não tinha conhecimentos que tenho hoje da vida após a morte. No desespero, eu me joguei, abreviei a minha vida daquele jeito. Jamais deveria ter tirado a vida que Deus me deu.
Os inimigos não se contentaram em me ver partir, quando me atirei naquele princípio. Queriam me ver cair no abismo da loucura, desespero e inconformismo. A luz me diz que ainda hoje na vida atual querem me ver dessa forma. Ela me diz que é por isso que eu tenho que me fortalecer espiritualmente, servir e trabalhar em prol das pessoas necessitadas. É dessa forma que vou me livrar dos meus obsessores porque errei muito no passado”.

- Pergunte à luz quais foram os seus erros - peço-lhe.
“Matei, extorqui, cometi atrocidades enormes, fui cruel, bárbaro e sanguinário. Felizmente, ela diz que hoje não tenho praticamente nada do passado. Evolui, progredi muito. Diz ainda que muitos dos que prejudiquei conseguiram me perdoar, mas outros, ainda não me perdoaram, não querem que eu tenha paz, não entendem que eu sou uma outra pessoa, me regenerei, certamente sou muito mais humana, que tenho amor e respeito pelo próximo, e que jamais cometeria qualquer atrocidade como as do passado. Ela diz que hoje sou um “vaso novo”. Mas que eu preciso ainda valorizar mais a minha vida, ter tolerância, paciência com meu próximo e que existe uma longa caminhada pela frente”.

- Pergunte-lhe o por que desses problemas genitais - peço à paciente.
“Lanças rasgaram corpos, dilaceraram carnes, lutei muito usando também espadas, perfurando, matando, aniquilando. Ela diz que eu não deveria ter feito isso jamais. Havia escolhas, mas eu tinha prazer em matar, ceifar vidas. Por isso, na vida atual tenho medo, pavor de sair de casa, porque temo que as pessoas saibam de meu passado, do quanto fui perverso e cruel.
Certamente não sou mais nada do que fui, mas carrego ainda a culpa, o peso dessas vidas tiradas. Mas a luz me diz que jamais me faltarão amigos desse outro lado (mundo espiritual), pois eu fiz por merecer essas amizades.
Ela diz: “A sua luta interna é muito grande, sabemos disso”. (pausa).

A paciente começa a gemer dizendo que sua mão direita está doendo muito.
“A luz me diz que é a mão das mortes, das lutas travadas. É a mão que empunhava a espada, que tirou muitas vidas e é por isso que está vindo essa sensação, essa culpa”.- Pergunte-lhe de que forma você pode se perdoar - peço-lhe.
“Amando mais a vida, não me ofendendo por qualquer coisa”.
Nessa vida passada, qualquer ofensa que eu sentia era motivo para matar. Numa batalha, quebrei a minha mão direita e não consigo segurar a espada com a mão esquerda (paciente se queixa muito da dor que sente em sua mão). A luz me diz para eu ir eliminando todas essas dores, a culpa. Ela diz: “Tudo isso é coisa do seu passado, não existe mais”.

Após passar por quatro sessões de regressão, a luz disse à paciente:
“Todos os seus inimigos te perdoaram, graças a Deus. Agradeça ao nosso Pai todo poderoso; mas você ainda se sente insegura, e isso vem do seu vício, hábito antigo de se sentir doente”.
Ela diz que eu tenho que me libertar e que, embora eu não seja mais prisioneira, ainda me sinto refém e vítima da perseguição dos obsessores. Então, eu tenho que fazer um trabalho de libertação para eu não mais me sentir refém. Ela diz ainda que o preso precisa se sentir liberto e que é natural o obsediado ter dificuldade em se libertar, não se sentir livre, pois foram séculos de influência de seus obsessores, em várias existências passadas. A luz faz uma analogia referindo-se à época da escravidão em que, embora os escravos já estivessem livres, não se sentiam como tais e agiam como se ainda estivessem presos. Ela diz que agora o Dr. - referindo-se a mim -, precisa fazer um trabalho de reprogramação mental através da hipnoterapia, incutindo na minha mente pensamentos positivos de alegria, libertação e autoconfiança para retirar as formas pensamentos do meu perispírito”.

Após se submeter às sessões de hipnoterapia, a paciente me disse que estava se sentindo muito bem, suas dores tinham desaparecido, não tinha mais medo de sair de sua casa, estava se sentindo mais segura, autoconfiante e agora conseguia dormir no escuro.



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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