Marcas de Nascença

Marcas de Nascença
Publicado dia 8/19/2005 11:55:02 AM em Vidas Passadas

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As marcas ou sinais que muitas pessoas trazem no corpo podem ter sido causadas por acidentes ou ferimentos no momento de suas mortes em uma vida passada.
Certa ocasião, um paciente, após ter regredido e revivenciado sua morte ao levar um tiro no peito numa existência passada, mostrou-me em seu peito uma marca cutânea com aspecto de cicatriz produzida por um projétil. Ele me contou que havia nascido com essa cicatriz e sempre se sentia intrigado por ter nascido com essa marca. Outra paciente me disse que quando ficava abalada emocionalmente, em situações de stress, costumavam aparecer cicatrizes em seu rosto - bem evidentes - e depois desapareciam. Tais cicatrizes tinham o aspecto de um risco feito por uma faca. Ao regredir, recordou que seu marido ciumento a feriu gravemente no rosto com uma faca numa existência passada.
Portanto, fica evidenciado nesses dois casos acima mencionados, que as experiências traumáticas que esses pacientes passaram em suas vidas passadas, ficaram “impressas” em seus psicossomas (perispíritos) vindo a reencarnar com essas marcas. Da mesma forma, se uma pessoa morre subitamente, assassinada ou em desastre, ela pode reencarnar com determinadas marcas e cicatrizes em seu corpo e se recordar com clareza sobre ter vindo com essas marcas de nascença.

Recordações vinculadas a marcas de nascimento (“birth marks”) vêm sendo pesquisadas dentro de uma metodologia científica para se analisar a hipótese da reencarnação. Dos pesquisadores de reconhecida idoneidade cientifica que se dedicam à investigação de recordações espontâneas de vidas passadas, através dessas marcas de nascença, dois nomes devem ser lembrados (ambos falecidos):
O Dr. Ian Stevenson, que foi Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos EUA, e o Dr. Hernani Guimarães Andrade que foi Presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, em Bauru, São Paulo.
Stevenson investigou mais de três mil casos possíveis de reencarnação, baseando-se em depoimentos de crianças com recordações de vidas passadas vinculadas a marcas de nascimento, que perduraram até perto da puberdade. Escreveu o livro “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação” (1971- Editora Difusora Cultural).
Stevenson e sua equipe entrevistaram essas crianças e os resultados obtidos foram tão impressionantes que grande parte da comunidade cientifica - cética a respeito da tese da reencarnação - ficou abalada em suas convicções.
Hernani Guimarães Andrade foi considerado um dos maiores cientistas do mundo em assunto de reencarnação; respeitadíssimo pela comunidade cientifica internacional, também entrevistou inúmeras crianças com recordações vinculadas a marcas de nascimento. Escreveu o livro “Reencarnação no Brasil: Oito Casos que Sugerem Renascimento”. (1988, Ed. O Clarim).

Caso Clínico: Crise de Pânico
Mulher de 40 anos, casada.

Veio ao meu consultório por conta de sua síndrome do pânico. Ao entrar em crise, sentia taquicardia, ansiedade, falta de ar, tristeza profunda e medo de morrer. Desta forma, ao sair de casa ficava tensa, ansiosa e muito insegura de passar por uma crise e não ter ninguém para ajudá-la. Andava sempre com um remédio ansiolítico em sua bolsa.

Desde criança tinha bronquite alérgica, falta de ar e esse quadro clínico se fundiu com as crises de pânico que passou a sofrer na fase adulta.
Além dos tratamentos médicos e psicológicos, chegou a procurar um centro espírita para resolver o seu problema e os resultados não lhe foram satisfatórios.
Ao ler os meus artigos no “Somos Todos um”, renovou suas esperanças de se curar ao me procurar para se submeter à TVP (Terapia de Vida Passada).

Ao regredir me relatou:
“Vejo uma estrada de asfalto, árvores todas brancas de neve” (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
“Estou andando numa bicicleta, parece que tem um bebê na garupa. É o meu filho, está muito frio. Estou usando um casaco, é uma estrada comprida e sem movimento (pausa).
Agora vejo uma casa, deixei a bicicleta no canto desta casa e estou segurando o meu filho no colo. Estou indo a encontrar uma família. Vejo uma senhora de cabelos grisalhos que me recepcionou. Ela é forte, robusta, parece ser a dona da casa. Coloco o meu filho no chão, e ele corre para brincar com outras crianças. Eu converso muito com essa senhora. O pai da criança não está presente; ele não é presente na minha vida” (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Estou vendo uma casa, ela está em chamas. Não sei se é a mesma casa...”.

- Aproxime-se então dessa cena para ver se é a mesma - peço-lhe.
“Acho que é. O fogo está agora num estágio bem avançado. Aquela senhora está dentro da casa. Agora estou correndo, indo na direção dela. Não tem ninguém para me ajudar. Sinto que eu preciso fazer alguma coisa (pausa).
Estou agora entrando na casa, é muito fogo, muita madeira pegando fogo. Eu olho e não consigo encontrá-la. A escada quebrou e ela está no andar superior. Estou muito desesperada (paciente começa a respirar fundo).
Ouço-a gritar, pedindo ajuda; não sei o que fazer. Falo para ela que vou ajudá-la, mas, meu Deus, não tem mais a escada, o fogo a consumiu! Está desmoronando tudo, não sei o que faço! Tenho a impressão de que não tem mais nada a fazer. Ela ficou lá, vai morrer queimada, tem muito fogo! Eu não consigo sair desta casa, há muito fogo”! (pausa).

- Avance mais para frente nesta cena - peço-lhe.
“Há muita fumaça, está muito quente o local. Não vou conseguir sair... Sei que vou morrer, eu me sinto sufocada”.

- Repita está frase: “Eu me sinto sufocada!” - peço-lhe (paciente repete a frase e começa a chorar intensamente).
“As madeiras em chamas estão caindo em cima de mim, não consigo me mexer (paciente chora e tosse muito). Estou com muita falta de ar, sei que vou morrer aqui. A fumaça está muito forte, estou desmaiando, sinto muita falta de ar”.

- Prossiga nessa cena e veja o que acontece com você - peço-lhe.
“Eu morri debaixo desse entulho de madeira”. (pausa).

- Quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos no momento de sua morte? - Peço-lhe.
“Senti muita falta de ar, impotência, desespero e ansiedade. Veio também o pensamento de que não consegui tirá-la de lá (pausa).
Ela era a minha avó nessa vida passada e na vida atual é a minha mãe. Eu sentia muita admiração, carinho por ela” (pausa).- Veja o que acontece com você após sua morte física - peço-lhe.
“Eu me vejo de cima, estou voando em cima da sala onde eu morri. Sinto-me atordoada, não acredito ainda que estou morta lá embaixo. Mas tenho consciência que estou em espírito. Eu procuro a minha avó, vejo o corpo dela lá embaixo. Eu me aproximo dela e não acredito que ela esteja morta. Eu me sinto atordoada, sei que o meu corpo está lá embaixo, mas não consigo vê-lo porque tem um monte de entulho de madeiras em cima dele. A casa está toda destruída (pausa).
Vejo agora uma luz me tirando da casa. Eu peço a esta luz para tirar também a minha avó.
Agora estamos subindo, vejo a casa bem pequena, de cima. Estamos voando, a luz me leva pelos braços. A minha avó não veio, ela ficou”.

- Veja para onde a luz te leva - peço-lhe.
“Ela me leva para perto de um lago. Eu me sinto mais calma, estou sozinha nesse lago. Não consigo me ver, mas sinto o meu corpo. Tenho a impressão que eu estou sentada na beira, balançando as minhas pernas dentro da água. É um dia bem ensolarado”.

- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
“Eu olho para o lago e estou vendo as nuvens refletidas na água e tem também o brilho do sol bem forte (pausa).
Na verdade, esse brilho é a luz que me tirou daquela casa. Eu converso com ela. Ela me faz ver novamente a cena daquela casa em chamas. Ela me mostra o quanto fiquei desesperada para me livrar daquelas madeiras que caíram por cima de mim. A luz me diz que a causa dessas crises de pânico que sinto na vida atual é conseqüência de eu ter morrido sufocada e angustiada nessa vida passada. Eu não consegui me livrar daqueles entulhos de madeiras que caíram em cima de mim. Senti muita falta de ar, enorme desespero por não conseguir sair daquela situação.
Morri asfixiada. Foi uma sensação de descontrole, desespero total; eu me senti impotente. Não dependia mais de mim o fato de viver. Essa luz diz que eu tenho que entender que isso é uma lembrança ruim, mas que tudo passou e que não irá mais acontecer comigo. Ela diz ainda que eu irei entender aos poucos que não vou mais sentir essas crises, para eu não me preocupar.
A Luz diz também que o trabalho de regressão foi bem conduzido (referindo-se a mim).

Após passar por mais quatro sessões de regressão, a paciente me disse contente que não sentiu mais taquicardia, falta de ar, ansiedade e que aquela tristeza profunda havia desaparecido por completo. Seu semblante estava bem sereno, contrastando com o que ostentava quando veio me consultar inicialmente.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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