O Poder do Perdão como Instrumento de Cura

O Poder do Perdão como Instrumento de Cura
Publicado dia 12/9/2005 11:51:46 AM em Autoconhecimento

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No catolicismo, o perdão está nas orações repetidas pelos fiéis: ”Perdoar as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tenha ofendido”.
No entanto, na prática do dia-a-dia é mais fácil pedir perdão a Deus do que perdoar a si mesmo e aos outros.
Por que quando falamos em perdão, falamos em fechar feridas: mágoas, ressentimentos, ódio e desejo de vingança, seja desta vida, ou muito mais antigas, de vidas passadas.

Desta forma, para se perdoar de verdade, não é “esquecer”, simplesmente “deixar para lá”, mas compreender a verdadeira causa e superar a agressão sofrida no passado.
Quando se consegue isso, fecha-se uma ferida e ambos, agressor e agredido, rompem os “laços energéticos” que os impedem de se libertarem das amarras do passado.

É por isso que logo no início da Sutra Sagrada da Seita filosófica da Seicho no Ie está escrito: “Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. Quando todo o Universo se tornar teu amigo, coisa alguma do Universo poderá causar-te dano. Se és ferido por algo ou se és atingido por micróbios ou por espíritos baixos, é prova de que não estás reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Reflexiona e reconcilia-te”.
Céu significa o mundo espiritual e a terra o mundo terreno, o planeta Terra.
Felizardo é aquele que não tem nenhum inimigo, seja encarnado (mundo terreno) como desencarnado (mundo espiritual).

Mas o pior inimigo é aquele que habita o mundo espiritual das trevas (astral inferior), pois nós não o vemos, são os inimigos ocultos, invisíveis à maioria dos encarnados. A obsessão espiritual, ainda não catalogada nos compêndios médicos e psicológicos (tanto a medicina como a psicologia oficial ainda não aceitam a existência do espírito, isto é, de uma vida após a morte), revela-se como um dos grandes flagelos da humanidade.
Muitos espíritos obsessores, aproveitando-se do estado de invisibilidade, desejosos de se vingarem, exercem um malefício inimaginável na vida de seus desafetos.

No meu consultório, muitos pacientes não conseguem regredir inicialmente nas sessões de regressão por interferência desses espíritos obsessores, que sabotam o tratamento, não deixando que os mesmos regridam porque sabem que a TVP (Terapia de Vidas Passadas) irá ajudá-los a se libertarem de seus problemas.
Muitos se manifestam (aparecem de frente ao paciente) nas primeiras sessões de regressão, acusando o paciente dos malefícios que este lhes provocou numa vida passada.
Não obstante, vencidos pelo cansaço, enfraquecidos pelo sofrimento de viverem nas trevas, na escuridão (umbral) - por séculos até - a maioria desses espíritos obsessores aceita ser ajudada pelos espíritos amparadores de luz que os levam para tratamento no astral superior.

Costumo esclarecer aos meus pacientes, que a TVP propicia a ambos, obsessor e obsediado, uma grande oportunidade de se libertarem das amarras do passado para que cada um possa seguir o caminho de sua evolução.
Mas, para isso, as duas partes (paciente e obsessor) precisam se entregar ao perdão mútuo, único antídoto para se libertarem. Neste sentido, a TVP é muito mais do que uma regressão de memória, mas é - sobretudo - um ato de amor.

Caso Clínico:
Calafrios e barulhos no quarto.


Mulher de 28 anos, solteira, veio ao meu consultório se queixando de não conseguir dormir direito porque acordava de madrugada, assustada, sentindo calafrios e escutava barulhos em seu quarto.
Ao acender a luz e se certificar de onde vinha o barulho, não encontrava nada.
Os calafrios e os barulhos se intensificaram e, não agüentando mais, resolveu procurar a minha ajuda profissional.

Ao regredir me relatou: “Sinto uma pressão na cabeça (pausa). Sinto um peso na cabeça. Uma sensação ruim... Tem alguém segurando, pressionando a minha cabeça”.

- Veja quem pressiona a sua cabeça - pergunto-lhe.
“É um homem. Ele está vestido de preto, rindo de mim”.

- Pergunte-lhe o que ele quer de você - peço à paciente.
“Ele fala que eu não vou me libertar dele tão facilmente (pausa). Ele volta a pressionar a minha cabeça; está grudado em mim. É ele que faz aquele barulho no meu quarto, quer que eu sofra e quer a minha luz”.

- Veja onde ele está - pergunto-lhe.
“Está na escuridão, nas trevas”. (umbral).

- Pergunte-lhe o que aconteceu para ele parar nesse lugar - peço à paciente.
“Vejo agora uma mulher com um lenço na cabeça, carregando no colo uma criança. Essa mulher sou eu, e carrego a minha filha. É numa vida passada. Tem um caixão; é um homem que está dentro dele. Eu me vejo chorando”.

- Volte antes dessa cena para ver o que aconteceu - peço-lhe.
“Esse homem é o meu marido. Vejo-o entrando num bar. Eu sou uma garçonete e trabalho nesse bar. Uso um vestido que deixa os ombros à vista (pausa). O bar está cheio de gente, estou servindo às mesas. Eu converso com um rapaz, acho-o simpático. O meu marido entra e acha que estou paquerando esse rapaz. Ele me agride na frente de todos. O rapaz se levanta da cadeira e bate no meu marido. (pausa).
Meu marido me chama de vagabunda, fala que nossa filha não é dele. Ele está alterado, bêbado. Ele bebe muito (pausa).
Estou reconhecendo o meu marido... Ele é o meu pai da vida atual. Ele faleceu há 14 anos.

- Avance mais para frente nessa cena dessa vida passada - peço-lhe.
“Estamos na nossa casa, ela é pequena, pobre. Ele bate em mim, me maltrata. Tenho medo e ódio dele, desejo que ele morra. Fico rezando a Deus para levá-lo (pausa). É curioso, na vida atual, eu fazia a mesma coisa quando o meu pai era vivo. Ficava rezando e desejando que morresse” (pausa).

- Volte novamente na cena dessa vida passada - peço-lhe.
“Ele espanca a minha filha também. (pausa). Vejo agora aquele rapaz do bar entrando na minha casa porque me escutou gritando. Eles começam a brigar, o meu marido bateu a cabeça na quina da mesa e acabou morrendo. Aquele rapaz foge, eu fico desesperada e ao mesmo tempo aliviada. Fico chorando, aliviada, porque ele morreu (pausa). Agora ele está sendo enterrado, vejo entidades espirituais de capa preta levando-o. Ele está num lugar frio, escuro, triste. (pausa).

Foi o meu marido que atraiu essas entidades, porque ele vivia nas sombras, tinha muito ódio no coração, era violento, agressivo. Ele voltou na vida atual como meu pai para se redimir das coisas ruins que tinha feito a mim. Mas não conseguiu, fracassou no seu propósito de vida. Na vida atual, o meu pai faleceu de infarto, também bebia muito, era violento, batia em mim, na minha mãe e nos meus irmãos. Na minha infância, ele pegou uma arma e brincou de roleta russa comigo e com os meus irmãos. Eu devia ter uns 7 anos. Ficamos todos desesperados. Ele batia na gente por qualquer motivo”.- Pergunte ao seu pai o que você pode fazer para ajudá-lo - peço à paciente.
“Ele fala que, embora eu pense que o perdoei, na verdade não o perdoei, porque fico falando mal dele para as pessoas. Diz que eu senti um alivio pela morte dele na vida atual, exatamente como ocorrera na vida passada. Ele quer que eu o ajude a sair de onde ele está (umbral). Fala que está sofrendo, e me culpa por ele estar nesse lugar. Fala ainda que nunca o amei de verdade.
Digo a ele que é a consciência dele que está presa nesse lugar. Agradeço-lhe por ter sido o meu pai, por ter feito de mim essa pessoa que sou hoje. E que, por imaturidade, eu não percebia que ele me amava como filha - do jeito dele. Mas que hoje, vejo muitas qualidades que não percebia nele, como a honestidade e o gosto pelo trabalho. Digo-lhe que eu o perdôo por tudo que ele fez por mim (pausa). Agora, pego na sua mão e o levo até um jardim. Eu o tirei do umbral. Estamos sentados num banco desse jardim. O meu mentor está se aproximando de nós. Ele usa um roupão branco, barba e cabelos ralos. Ele fala que está contente com as minhas atitudes, de ter tirado o meu pai das trevas, e de aprender a perdoar.

Agora ele sabe que eu aprendi a amar incondicionalmente, porque, depois de tudo o que presenciei em meu passado, o que o meu pai me fez, ainda o tirei do umbral e lhe disse que eu o amava e o perdoava. Digo ao meu mentor que sempre vou emitir luz para o meu pai porque agora sei que era ele que fazia barulho em meu quarto. Foi uma forma que ele encontrou para eu ajudá-lo. Vejo agora o meu mentor pegando na mão do meu pai. Ele vai levá-lo para tratá-lo espiritualmente dos vícios da bebida e de sua tendência agressiva.

Diz ainda que o meu pai precisa de amor, porque a minha família ainda nutre muito ódio e rancor dele. E que esse ódio da família alimenta também o ódio dele. Fala também que o meu pai é um espírito ainda muito primitivo - ele não se esforçou muito para exercitar o amor. Ele deixou ser levado pelos seus obsessores, e que ainda tem muito a aprender.
Talvez não volte a reencarnar novamente porque na Terra não vai mais ter espaço para espíritos tão rudes como ele. Diz ainda que meu pai teve várias oportunidades reencarnando no passado para aprender a melhorar, a amar, mas ele não quis”.

- Pergunte para o seu mentor o que mais você pode fazer para ajudar o seu pai - peço-lhe.
“Ele me diz: ame, ame, ame!

Fala que vou ter que influenciar a minha família, e que vou saber como fazer isso. Isso vai ajudá-lo bastante. Estou agora abraçando o meu pai e ele me pede perdão, diz que está orgulhoso de mim (pausa).
O meu mentor espiritual está levando-o embora e me diz que vai estar sempre do meu lado. Eu o agradeço por tudo que tem feito por mim”.

Após passar por mais quatro sessões de regressão, a paciente estava dormindo tranqüila, e não acordava mais de madrugada com calafrios e barulhos em seu quarto.



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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