Síndrome do Pânico - Parte 2

Síndrome do Pânico - Parte 2
Publicado dia 7/7/2006 12:14:28 PM em Vidas Passadas

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No artigo anterior - Síndrome do Pânico - (link no final deste artigo) parte 1(*), expliquei que as crises de pânico surgem sem um motivo aparente, subitamente, de forma inesperada e que os sintomas físicos mais comuns são: respiração curta, sensação de falta de ar, tremores, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de perda de controle, medo de morrer, aperto no coração ou taquicardia, náuseas, sudorese.
Em muitos casos, o paciente pode achar que está enlouquecendo ou prestes a morrer. Alguns chegam a ter diarréias intensas ou os sintomas de uma labirintite.
É bom ressaltar aqui que muitos pacientes não apresentam todos os sintomas acima, enquanto outros sim, variando evidentemente de acordo com a sintomatologia de cada paciente. No entanto, a angústia, a sensação de falta de ar, de pânico, de desmaio, de morte iminente são os sintomas físicos mais comuns.
Expliquei ainda que as situações de stress desencadeiam, “disparam” experiências traumáticas vividas pelo paciente no momento de sua morte em uma vida passada, ocasionando a síndrome do pânico na vida atual.
Portanto, os sintomas da crise do pânico, na verdade, são os mesmos sintomas ou similares aos experimentados pelo paciente no momento de sua morte dolorosa, traumática em uma existência passada. Por outro lado, o que leva muitos pacientes a sofrer de Transtorno de Pânico é de natureza espiritual, isto é, derivado de uma interferência de um espírito obsessor (espírito desencarnado).

No meu artigo “Como Livrar-se da Obsessão Espiritual”, expliquei que 95% dos pacientes que me procuram no consultório sofrem de uma perturbação espiritual fruto de uma interferência de espíritos obsessores e apenas 5%, portanto, não manifesta nenhuma interferência espiritual causadora de seus problemas.
Nestes 5% o problema apresentado tem como causa um fator psicológico (bloqueio emocional) advindo dessa vida (infância, nascimento, útero materno) ou de suas vidas passadas. Desta forma, além do fator psicológico (bloqueio emocional), pode existir também um fator espiritual (manifestação de ordem mediúnica) de um espírito obsessor como causa da Síndrome do Pânico. Nesse caso, muitos dos sintomas físicos do paciente (aperto no peito, angústia, náusea, calafrios, sensação de falta de ar, etc.) não lhe pertencem, mas na verdade, são sintomas da entidade espiritual que o está obsediando.
É preciso esclarecer aqui que, embora a enfermidade espiritual (obsessão espirítica) não conste ainda nos compêndios de patologia da medicina por esta se estruturar num critério científico puramente organicista, fundamentando que a “causa” da Síndrome do Pânico é decorrente de alterações bioquímicas do cérebro (alterações metabólicas dos neuropeptídeos), o fenômeno mediúnico e obsessão espiritual são amplamente citados por muitos povos antigos do ocidente e do oriente.
Veja o caso de uma paciente que me procurou por estar com uma viagem marcada a serviço no exterior (Inglaterra), mas estava com muito medo de ter uma crise de pânico dentro
do avião.

Caso Clínico:
Síndrome do Pânico

Mulher de 32 anos, divorciada.

A paciente me procurou bastante ansiosa e preocupada por estar com uma viagem marcada a serviço na Inglaterra. Era sua primeira viagem ao exterior e receava ter uma crise de pânico dentro da aeronave. Sua primeira crise tinha ocorrido dentro de um vagão lotado do metrô em São Paulo. Começou a sentir taquicardia, tontura, formigamento nas mãos, ânsia de vômito, ansiedade, sudorese, medo de desmaiar, boca seca. Entrou em pânico, queria sair daquele ambiente apertado de gente. Após a primeira crise, vieram outras crises, sempre em lugares apertados e aglomerados de gente (elevador, bancos, avião, shopping center). Desde criança, sempre teve também medo de ficar sozinha em sua casa.
Evitava acordar de madrugada para ir ao banheiro, pois tinha muito medo de ver espíritos (entidades espirituais desencarnadas).

Ao regredir me relatou:
“Eu me sinto sufocada (paciente começa a respirar ofegante, com dificuldade). Minha garganta está fechada, minha boca está salivando.
Tem alguma coisa no meu rosto como se fosse uma tampa...
Estou presa numa caixa, estou deitada.
Não enxergo nada, está tudo escuro”.

- Como você se sente? – Pergunto à paciente.
“Sinto-me sufocada, não vejo nada, está tudo escuro. A caixa é estreita, baixinha.
Está faltando ar aqui dentro (pausa).
Oh meu Deus! Não é uma caixa, na verdade estou dentro de um caixão, não consigo respirar! (Paciente grita e chora)”.

- Volte antes dessa cena para ver o que foi que aconteceu para você estar nesse caixão – peço à paciente.
“Alguém me prendeu nesse caixão... me sinto sufocada, está acabando o ar, não consigo respirar (paciente chora intensamente); (pausa).
Agora estou vendo uma luz, uma claridade. É uma luz dentro do caixão...
A impressão que me dá é que eu morri dentro desse caixão. Não estou vendo mais nada, apagou tudo!
Dr. Osvaldo, me parece que tem alguém do meu lado esquerdo aqui no consultório (paciente está deitada no divã).
É um vulto escuro, mas sinto que é um homem... Está me dando calafrios, tontura, falta de ar, aperto no peito (paciente começa a chorar). São os mesmos sintomas de minhas crises de pânico”.

- Preste atenção, perceba se esses sintomas físicos são seus ou dessa entidade espiritual - peço à paciente.
“Meus pés estão formigando. Esse homem está bem do meu lado deitado aqui comigo no divã (pausa). Agora ele levantou a cabeça e está me olhando”.

- Qual a impressão que lhe vem desse homem? – Peço à paciente.
“Está vindo aquele aperto no peito... agora está claro para mim, esses sintomas físicos das crises de pânico que sinto são dele e não me pertencem. Ele está nas trevas, na escuridão. O lugar onde ele está é muito escuro, frio. Por isso eu sinto calafrios, angústia, dor no peito, tontura. Esse homem está sofrendo muito”.

- Pede para ele se identificar - peço à paciente.
“Ele diz ser o meu pai dessa vida passada e foi ele que me enterrou viva naquele caixão.Está chorando muito, pede desculpas, está envergonhado, com remorso. Diz que me enterrou viva porque estava bêbado. Agora, ele está encolhido num canto, sentado com a cabeça entre as pernas. Diz chorando que como tirou a minha vida naquela existência passada, quer cuidar de mim, me proteger”.- Pergunte-lhe se ele sabe que está em espírito - peço à paciente.
“Ele diz que sim, mas não quer ir embora, quer continuar cuidando de mim. Eu digo a ele que estou bem, que eu o perdôo, que ele pode ir em paz.
Agora estou acariciando sua cabeça, ele chora pedindo perdão para mim, cabisbaixo. Ele está com a cabeça encostada no meu ombro.
Sinto que ele está muito cansado, quer ir embora.
Vejo agora uma luz do meu lado, é branca. Vejo uma claridade aqui no consultório. São entidades espirituais de luz que vieram para ajudá-lo, vejo o meu pai dessa vida passada deitado numa maca.
Touxeram a maca perto de mim para ele se despedir.
Estou agora me despedindo dele, dou um abraço. Falei para não se preocupar comigo e que eles vão ajudá-lo. Eles estão levando-o embora, ele está dormindo em cima dessa maca.
Senti agora um “tranco” no meu corpo, parece que rompeu alguma coisa entre nós (houve um rompimento do cordão energético que prendia o obsessor (pai) ao obsediado (filha).
A claridade continua no consultório, vejo vultos brancos passando de um lado para outro, estão me curando, dando passes (imposição das mãos) em mim (pausa).
Agora a claridade está diminuindo.
Não sinto mais nada, nenhum movimento aqui no consultório”.

Após passar por mais 4 sessões de regressão, a paciente estava conseguindo acordar de madrugada para ir ao banheiro ou tomar água, sem medo de ver espíritos. Estava conseguindo ficar em sua casa sozinha, sem nenhum tremor, o mesmo ocorrendo em lugares de aglomeração como metrô, elevador, shopping. Mas, o mais importante, viajou tranquilamente para Inglaterra e retornou novamente para esse País, sem sentir as crises de pânico que a atormentavam tanto.



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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