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O novo jeito de ser mulher

O novo jeito de ser mulher
Publicado dia 7/7/2006 12:35:29 PM em Espiritualidade

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Há artigos que escrevo que suscitam muitas reflexões, e mesmo críticas, que aceito com carinho. Quero dizer para as criaturas que disponibilizam seu tempo em ler as minhas reflexões, que escrevo sempre com a consciência de estar “entrando” no Universo de cada uma e, portanto, procuro dar o melhor de minha amplitude intelectual e sintonia com a espiritualidade.

Escrever é uma arte, porque a cada frase podemos modelar emoções e abrir caminhos. E é verdade também que podemos induzir a comportamentos menos sadios, indesejáveis. O resultado depende do que se escreve e de quem lê. A contaminação sexual, por exemplo, foi um estudo que realizei e transformei em artigo e que deu origem a muitos comentários.

Acompanhemos o que diz a Meg: “Fiquei pasma ao ler sua reflexão sobre os problemas do útero e os miomas e as conseqüências que podem provocar isso. Ao meu ver, generalizou demais... Eu sou um exemplo, porque não me incluo em nenhum dos casos citados e conheço dezenas de mulheres como eu. Tive apenas dois homens na minha vida: meu primeiro namorado e o atual marido. Conheço inúmeras mulheres que têm miomas e são fiéis”.
Você, Meg, e outras muitas mulheres, mantêm fidelidade aos compromissos do coração, ou seja, não são promíscuas. Mas os namorados, maridos e os amantes, como agem lá fora? Na atualidade, o índice de mulheres casadas que estão contraindo a AIDS é elevado, porque os homens mantêm relações sexuais com outras mulheres, trazendo para a intimidade da sua mulher esse monstro, o vírus HIV.
Mas não é só a promiscuidade que causa contaminação. Há outros fatores, e dentre eles a desatenção das mulheres com os exames ginecológicos, a manutenção de padrões mentais deprimentes, a insegurança da mulher numa relação sexual, levando-a a um contato tenso e dilacerante. E há os casos de mulheres que realizam sexo sem desejar, sentindo-se como que violentadas por seus próprios maridos, seja porque eles chegam em casa cheirando a álcool ou porque estão brigados.
Tela Donahue, do Lago do grupo nativo Yurok-KaruHupa-Chilula, é Xamã. Ela diz que o início do ciclo menstrual é o período mais importante na vida da mulher, a partir do momento que a menina se transforma em mulher, inicia-se nela um processo de purificação, descarregando toxinas, elementos contaminados e energia negativa. Simultaneamente, as forças cósmicas estarão revigorando-a com o poder.

Na sua tribo, a menina/mulher realiza a Cerimônia da Lua, evitando sexo, álcool, certas comidas, drogas e mesmo afazeres domésticos e culturais. Dedica-se ela, nesse tempo a realizar os rituais e conectar-se com a Mãe Terra e com as forças cósmicas do Universo. Ela diz que, para a mulher moderna, a realização desse processo pode ser impossível. Mas a mulher deve estar consciente e sintonizada com este tempo sagrado da sua existencialidade. Sangrar todo mês não é castigo, nem sujo. Deus contemplou a mulher com essa possibilidade, porque ela é o vaso sagrado que se transforma no canal divino para a manifestação física do ser. A Inês informa que “não somos tão frágeis fisicamente, e sim delicadas”. Concordo plenamente. Aliás, entendo que a mulher em muitos aspectos é mais forte que o homem. Numa separação, por exemplo, observo o homem muito mais fora do eixo que a mulher. Ela diz que “gostaria de ler algo sobre a crescente masculinização feminina” e quer saber “porque a maioria das mulheres que passam a ter relações sexuais e afetivas com outras mulheres têm o seu corpo e gestos tão modificados”?

Na verdade, a mulher como um ser social muito importante, descobriu outros e novos caminhos, permitindo-lhe ultrapassar as fronteiras do preconceito que a impediam de ter uma atuação semelhante a qualquer homem. Deixou o avental, aposentou o lenço que usava na cabeça, descalçou o chinelo de dedo e se transformou em uma outra criatura. Atua na política, na administração empresarial, trabalha como operadora de máquinas em metalúrgicas, dirige ônibus, etc e tal, com o mesmo talento do homem, sem perder a delicadeza de seus gestos e atitudes.

No entanto, quando ela transita para o Universo da homossexualidade, esta modificação que a nossa amiga internauta se refere, acontece. Entendo que nesse caso, a mulher quando assume o seu “outro lado”, abre canalizações que trazem para a superfície um “estado” de ser macho que é predominante em seu caráter, mas que se encontrava embutido, lacrado. Então, quando ela se permite esta transformação, este “lado homem” se torna tão evidente que ela acaba somatizando atitudes e gestos e a partir disso tudo ela deixa de “ser feminina”.
O efeito dessa transformação é tão intenso que ela começa a produzir uma qualidade hormonal diferente, que transforma sua tez, sua aparência.
Eu não tenho dados científicos sobre isso, mas acompanho várias pessoas que realizam ou já realizaram essa travessia e que apresentam este “cheiro de homem”, depois de incorporarem a nova sexualidade.
No reverso da moeda, se dá o mesmo. O homem que assume sua “outra personalidade” ganha traços femininos e também irradia o seu “cheiro de mulher”.

Por que tudo isso? Ora, somos o que pensamos e estamos onde se encontra nosso pensamento. Quando estes dois processos são obstruídos, o homem ou a mulher inviabilizam suas vidas.
Deixando de ser o que pensa, fatalmente você será o que sua família ou sociedade assim o desejar e, não estando onde estiver o seu pensamento, permanecerá no vazio do não ser. Ambos os processos significam a falência da existência da criatura, a morte do ser. Pois estaremos despojados de nosso espaço e desintegrados por não vivenciarmos nossa história existencial.

Portanto, seja sempre você, assuma seu espaço, realize sua história, mesmo que para isso você tenha que abandonar os trâmites sociais, desfazer-se de ídolos e idolatrias. Certamente, você se debaterá contra os amigos do conformismo, medrosos de carteirinha. Não receie sofrer algumas derrotas. Vale a pena lutar para ser. O náufrago, diz Roberto Crema, não é aquele que se encontra em alto mar, ameaçado pelas vorazes ondas. O náufrago é aquela criatura que fica com os pés fincados na areia da praia, sem coragem de ir para as águas, para realizar sua travessia. Essa reflexão nos remete para a Bíblia, onde encontramos a parábola do filho pródigo. Leiam-na, e entenderão essa nossa reflexão.


por Wilson Francisco

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Sobre o autor
wilson
Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
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