A Revolução do Ser

A Revolução do Ser
Publicado dia 21/07/2006 11:22:41 em Vidas Passadas

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp

Cada um de nós está na encarnação atual para se purificar, ou seja, reparar, rever erros cometidos em vidas passadas e, com isso, expandir a sua consciência e se tornar uma pessoa, um ser humano melhor.
Desta forma, trazemos de encarnações passadas maus hábitos e imperfeições, tais como: maledicência, vícios mentais como pessimismo, negativismo, pensamentos obsessivos (idéias fixas), ciúmes doentios, insegurança, medos excessivos (fobias), impulsividade, agressividade, orgulho, arrogância, hábitos negativos, perfeccionismo etc.

Portanto, através da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), você irá identificar e lidar melhor com as suas imperfeições, bem como será orientado pelo(a) seu(sua) mentor(a) espiritual (que é a pessoa mais gabaritada a falar a seu respeito porque te conhece profundamente, vem te acompanhando em várias encarnações).
Mas, para corrigirmos as nossas deficiências, é necessário exercitarmos a humildade e nos despojarmos do orgulho e da prepotência para finalmente mudarmos nossas atitudes. É importante ressaltar aqui que é através do sofrimento advindo dessas imperfeições e maus hábitos que a nossa alma se esclarece e alcança maior evolução.

Neste contexto, o grande desafio de todos nós encarnados, é ter a consciência dos erros cometidos em existências passadas a fim de evitá-los, ou seja, não tornar a repeti-los na encarnação atual. Se você, por exemplo, em várias encarnações terminou a sua vida abreviando-a, suicidando-se, se não aprendeu a valorizá-la, é muito provável que venha a repetir os mesmos erros na vida atual.

Pela TRE, uma paciente, ao regredir, soube que em várias encarnações cometera suicídio, inclusive tentando pôr fim à sua vida na atual encarnação. Desta forma, criou um Carma em suas vidas. E o que é o Carma?
É a repetição dos mesmos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes. Portanto, através da TRE, a paciente se conscientizou dos erros cometidos em vidas passadas e na vida atual. Quando o seu Espírito se esclareceu, se conscientizou de seus equívocos do passado, quebrou seu ciclo cármico, não precisando mais repetir esses atos inconseqüentes. Antes da Terapia, tinha uma compulsão em se suicidar, sem saber o porquê, pois não tinha um motivo real que justificasse sua compulsão em querer abreviar a sua vida.
A expressão “já assisti antes a esse filme”, ilustra bem a definição de neurose de Freud, o pai da psicanálise, que é a “compulsão à repetição” . Freud dizia que todo o neurótico tende a repetir os mesmos padrões de pensamento, sentimentos e atitudes de experiências traumáticas de seu passado.

Um outro paciente me procurou, queria entender o porquê de sempre perder o emprego (já estava saindo de seu 5º emprego) pelo mesmo motivo: atritos com o chefe. Em outras palavras, tinha uma séria dificuldade de lidar com figuras de autoridade. Ao regredir, descobriu que numa vida passada perdera sua vida fuzilado por insubordinação, por não querer acatar as ordens de seu superior hierárquico. Portanto, estava na vida atual repetindo a mesma dificuldade de sua vida passada.

No meu entender, os termos Carma - Neurose - Script são todos sinônimos. Neste aspecto, o neurótico se sente incapaz de se libertar de seu script (roteiro de vida), de seu carma. Através da regressão de memória, ao se conscientizar da origem, da gênese de seu comportamento neurótico, o paciente tende a se libertar, soltar as amarras (bloqueios) de seu passado que o fazem repetir os mesmos padrões de pensamento, sentimentos e atitudes neuróticas na existência atual.

Certa ocasião, uma paciente veio ao meu consultório querendo saber o porquê de sua vida matrimonial não dar certo (estava no seu 4º casamento).
Ao regredir lhe foi revelado que numa existência imediatamente anterior à vida atual fora abandonada no dia de seu casamento, no altar da igreja.
Amargurada e infeliz, tomou a decisão - que se perpetuava na vida presente, de que nunca mais iria se envolver, se entregar afetivamente a homem nenhum. Portanto, trouxe à vida atual a crença que os homens não são confiáveis. Desta forma, inconscientemente, estava se sabotando, buscando sempre uma justificativa, uma falha em seus parceiros para terminar com o casamento.
Ao entrar em contato com a causa de sua excessiva exigência em relação aos homens - advinda do abandono que sofrera naquela vida passada -, se conscientizou que não fazia mais sentido sustentar a crença negativa que nutria pelos homens, pois percebeu na vida atual que não corria mais o risco de ser novamente abandonada no altar como naquela existência passada.

Caso Clínico:
Transformação Interior
- Mulher de 35 anos, solteira.

Paciente me procurou por conta de sua baixa auto-estima, insegurança, sentimento de desvalorização e incapacidade.
Nunca acreditou em si, em sua capacidade, se sentia inferiorizada, não se achava inteligente. Passava por um momento delicado em sua vida porque estava perto de prestar um concurso público. Era também muito perfeccionista e exigente consigo mesma, se cobrava muito quando errava.
Portanto, por conta de sua pouca auto-estima, tinha uma auto-imagem negativa, sentia-se inclusive profundamente incomodada com suas pernas ligeiramente arqueadas.
Desta forma, evitava usar saias por sentir-se bastante constrangida em mostrar suas pernas. Sentia-se também muito insegura ao se relacionar com as pessoas, ficava muito preocupada com o julgamento alheio, no que as pessoas iriam pensar dela. Desde criança, tinha dificuldade de se expressar, sentia sua “língua presa”.

Ao regredir me relatou:
“Sou um menino, sou feio, tenho uma deformidade física... me sinto desprezado, ninguém me dá atenção. Acho que sou mongolóide, sou também aleijado, meus braços são tortos, voltados para dentro; minhas pernas são curtas e bem arqueadas, eu me arrasto pulando, não tenho movimentos normais. Meu rosto é feio, branco, cabelos escuros, meus olhos são esbugalhados e arregalados. Devo ter uns 5 anos. Uso uma bermuda e camisa escura, meus sapatos são fechados.
Tenho a impressão que essa vida é na Inglaterra... estou sozinho e ninguém me dá atenção. Minha vida se resume a ficar dentro de casa”.

- Você tem pais? – Pergunto à paciente.
“Tenho mãe, mas não tenho pai. Ela é bonita, boa, ela cuida de mim. A impressão que tenho é que nasci com essa deficiência mental e deformidade física. Eu tenho dificuldade de raciocinar, embora compreenda algumas coisas. Na verdade, sinto mais as impressões do ambiente. Minha língua é presa, não falo direito, mas minha mãe tem paciência comigo. Tenho um irmão, ele é mais velho. Minha mãe é solteira, meu pai nos abandonou. A impressão que tenho é que a minha mãe se prostitui para sustentar a casa. Não tenho amigos, fico muito sozinho, só tenho o amor de minha mãe porque o meu irmão não me dá atenção”.- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
“Agora estou com 15 anos, aprendi a me virar mais, faço pequenas coisas. Embora eu compreenda o que acontece ao meu redor, tenho uma fisionomia abobalhada, não consigo me expressar direito, balbucio”.

- Como você se sente? – Pergunto novamente à paciente.
“Não tem muito que fazer, me conformo com a minha limitação. Mas eu ajudo na casa, varro, limpo, faço coisas simples, ajudo minha mãe. Ela está sempre por perto, mas não leva ninguém em casa, para as pessoas não zombarem de mim”.

- O que você sente pela sua mãe? – Pergunto-lhe.
“Eu a amo, é a única coisa que tenho, é a razão para eu viver, me sinto protegido”.

- Avance mais para frente nessa cena agora – peço-lhe.
“Estou velho, caduco, vivo de favores, de esmolas. Minha mãe morreu (paciente começa a chorar). Perdi a vontade de viver, meu irmão foi embora, casou, fiquei sozinho. As pessoas me chamam de velho bobo, caduco. Sou ranzinza, amargurado. Muitos me tratam com pena, outros me maltratam como se eu fosse um trapo. Ninguém sente amor por mim. Quando criança eu balbuciava. Agora nem isso, fico calado, não tenho vontade de conversar com ninguém. Estou calvo, magro, ando sempre cabisbaixo. Fico na rua, num vilarejo. Meu irmão vendeu a casa onde a gente morava porque foi embora. O meu companheiro é um cachorrinho branco e preto. Eu compreendo algumas coisas, mas o meu raciocínio é lento, tenho mais percepção do que racionalidade. Sou sensível, sinto mais as coisas”.

- Avance mais para frente nessa cena, prossiga – peço-lhe.
“Fui assassinado; me deram uma facada. Um jovem antecipou a minha morte, já estava bastante idoso. Esfaqueou-me por pura maldade, nem a minha vida respeitaram! (paciente chora). Foi muito rápido, ninguém viu, estava num beco. Esse rapaz, após me esfaquear, saiu com um sorriso no canto da boca, tranquilamente como se nada tivesse acontecido”.

- Quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos? – Pergunto-lhe.
“Estou cansado!”

- O que aconteceu após sua morte física? – Pergunto-lhe novamente.
“Eu saio de meu corpo flutuando, com leveza, sentindo uma liberdade que não conhecia em vida. Em espírito, os meus movimentos são mais fáceis de realizar. Estou feliz, muito bem, essa vida foi um fardo. Vejo uma luz branca, muito intensa, me puxando pelos braços. Essa luz me leva para um lugar muito bonito. Vejo estrelas, o universo, os planetas. É tudo tão puro, tão tranqüilo, sereno, sinto uma paz muito grande! Essa luz que me mostra tudo isso, é um homem bonito, jovem, usa uma roupa azul. Ele aponta os mundos de luzes, fala sobre evolução apontando as estrelas. Diz que cada um está no seu patamar de evolução, cada ser segue com os seus desafios, objetivos, dificuldades, mas todos visando a evolução. Ele aponta tantos mundos, fico maravilhado com o Cosmo!
Diz ainda que todas as pessoas passam por dificuldades para se aprimorar, buscando a evolução. Comenta que não foi fácil passar por aquela vida, mas tinha que passar por tudo aquilo. Não obstante, fala que sou uma vitoriosa porque, apesar de meu sofrimento, não dei cabo à minha vida, embora tenha sido tirada por aquele rapaz (pausa). Agora ele me leva para um mundo de luz. É um jardim bem bonito, de muitas cores, com músicas no ar, lagos, pinheiros”.

- Quem é esse homem? – Pergunto à paciente.
“É o meu mentor espiritual”.

- Pergunte ao seu mentor qual a causa verdadeira de seus problemas de baixa auto-estima, sentimento de incapacidade e insegurança na vida atual...
“A maioria vem dessa vida passada. Ele diz que numa vida anterior fiz muito mal às pessoas, matei muita gente, fui demasiado arrogante, pertencia a uma dinastia muito rica, nobre, soberana. Mas nessa vida passada, desta vez vim pobre, sem poder dar ordens, mandar, desmandar ou mesmo tirar a vida das pessoas.
Por isso que vim sem poder, sem falar, sem pensar direito. Tive que sentir na minha própria pele essas limitações para ter mais sensibilidade, mais compaixão. Precisei desenvolver a minha percepção através do sofrimento imposto pela minha deficiência física e mental, pois nutria muitos sentimentos vingativos e de arrogância. Destratava muita gente, sem me importar com os sentimentos alheios. Era uma pessoa muito insensível. Por isso, nessa vida passada, enquanto deficiente, passei por muitas humilhações”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual de que forma você pode superar sua baixa auto-estima, insegurança, sentimento de desvalorização e incapacidade que você trouxe dessa vida passada...
“Enfrentando as pessoas, não tendo medo delas, não me importando tanto com a opinião alheia, gostando mais de mim, aceitando as minhas imperfeições e tendo consciência de que sou muito mais do que esse corpo físico. Ele me esclarece que é por isso que vim na vida atual com as pernas levemente arqueadas, são ainda resquícios daquela vida passada. Diz que eu preciso expandir minha consciência para coisas mais importantes do que isso. Fala que o que importa é a evolução e não os atributos físicos.
A palavra chave é Evolução: é se conhecer, se aceitar, crescer, ser você simplesmente (pausa). Estou sentindo um alívio, uma certeza, confiança de que as coisas vão melhorar para mim, de que agora estou no caminho certo, estou me sentindo orgulhosa de mim. Ele me diz que está indo embora, dá um sorriso, fala que me ama muito e que eu não estou sozinha. Diz ainda que sempre esteve ao meu lado, querendo o meu melhor”.

- Pergunte-lhe se ele já esteve com você encarnado em vidas passadas...
“Sim. Ele era o meu marido, diz que fomos muito felizes. Diz que me acompanha, vem me ajudando em várias encarnações. Fala que em vidas passadas foi também o meu professor, me ensinou assuntos ligados ao esoterismo, princípios herméticos, astrologia, numerologia. Ele me garante que estou no caminho certo, que os defeitos e maus hábitos que trago de outras vidas, evidentemente preciso ainda superar. Mas diz para eu não menosprezar a minha inteligência, pois já estudei muito no passado. E, por conta desses hábitos negativos (insegurança, duvidar de minha capacidade) que trago daquela vida passada em que nasci com deformidade física e mental, pede para eu confiar em tudo o que ele falou na sessão de hoje, não duvidar nunca. Ele está abençoando o nosso trabalho, e diz que a Terapia Regressiva Evolutiva está me ajudando mais do que imagino.
Fala que está muito feliz com o senhor (referindo-se a mim como terapeuta) e que esse trabalho é muito importante, é um trabalho de transformação interior, muito mais profundo do que muitos possam imaginar.
Diz ainda para eu ter coragem, perseverança, continuar com a labuta da vida e reafirma novamente que estou no caminho certo. Está se despedindo, entra agora numa luz branca... e some”.

Após passar por mais 8 sessões de regressão, a paciente me relatou que estava se sentindo mais autoconfiante, mais segura, acreditando em sua capacidade. Resgatou a sua auto-estima, principalmente com a boa noticia que recebera: foi aprovada no concurso Público Federal que havia prestado.



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
Visite o Site do Autor




Energias para hoje




publicidade








Siga-nos:
Youtube     Instagram     Facebook     x     tiktok

As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.

Siga-nos:
Youtube     Instagram     Facebook     x     tiktok

 


  Menu
Somos Todos UM - Home