A Força da Fé

A Força da Fé
Publicado dia 3/8/2007 4:43:49 PM em Vidas Passadas

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“Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias: ‘O que acontece depois da morte?’ ou ‘Qual é o motivo de eu estar aqui?’. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais”. - Francis Collins
(Biólogo, Diretor do Projeto Genoma, um dos responsáveis que desvendou, mapeou o Genoma Humano, em 2001).


O biólogo americano Francis Collins é considerado um dos cientistas mais notáveis da atualidade por ser um dos responsáveis que mapeou o DNA Humano, em 2001.
Collins deu uma entrevista à revista Veja (publicado em 24/01/07) e disse que é alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus.
Em seu livro A Linguagem de Deus, ele narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé, sua crença em Deus. Ele comenta: “As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”.
O grande cientista Albert Einstein dizia que “a ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”.
Alexandre Lowen – famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, dizia que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Pela sua falta de fé, entra na crise do “Para quê?”.
“Para quê viver?”.
“Minha vida não tem sentido”.
“Vou dar um fim à minha vida!”.
“Não vale a pena viver!”.

Quando era estudante de psicologia (formei-me em 1981) meus professores costumavam dizer que não se podia misturar ciência com religião, isto é, psicologia com religião. Na ocasião, perguntei a um professor: “Mas por que não?”.
Ele me respondeu secamente: “Porque não podemos misturar misticismo com ciência, que é baseada no método cientifico”.
Em seguida, desconversou e voltou a dar a sua aula, mudando de assunto. Pela sua resposta, pude perceber o quanto havia de preconceito nesse assunto, e que para ele, fé e ciência não podiam coexistir.
Pensei comigo: “Mas a ciência não tem resposta para tudo... existem mistérios que não podem ser explicados pela razão”. A minha pergunta ficou entalada na minha garganta.
Depois de 26 anos de formado, através da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – uma nova abordagem psicológica e espiritual breve – canalizada por mim por meio do Astral Superior, isto é, dos Espíritos Superiores, constatei que é possível sim unir a fé com a ciência psicológica. Nessa terapia é o mentor espiritual (espírito responsável diretamente pela evolução do paciente, que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações) que irá ajudá-lo a romper a barreira de sua memória (véu do esquecimento do passado) e saber a causa de seu problema, que pode advir de experiências traumáticas dessa vida (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas, orientando-o na sua solução bem como as aprendizagens necessárias.
Por outro lado, o meu papel enquanto terapeuta, é ser um facilitador, abrir o canal de comunicação para que o mentor espiritual do paciente possa se comunicar de forma mais efetiva com ele e orientá-lo.
Neste aspecto, o terapeuta na TRE busca quebrar os padrões de misticismo, fanatismo que muitos cultivam acerca dos assuntos ligados à espiritualidade, agregando a ciência com a espiritualidade, isto é, a razão com a fé, fazendo o paciente resgatar sua fé em si, na vida, no criador.
Em suma, nessa terapia - ao silenciar o seu ego (mente racional da incredulidade, da dúvida e do ceticismo)-, em estado alterado de consciência (transe hipnótico), o paciente entra em contato com o seu eu verdadeiro (alma) para que o seu mentor espiritual possa orientá-lo melhor e, com isso, convidá-lo a ver os seus problemas sob uma nova ótica, de forma mais lúcida sem a interferência nefasta do ego.

Caso Clínico:
Drama Amoroso
Mulher de 25 anos, solteira.


Paciente veio ao meu consultório querendo saber o motivo de não conseguir se desvincular do homem que ela amava. Um homem casado, pai de três filhos; fazia 6 anos que se relacionava com ele.
Esse relacionamento, desde o inicio, foi bastante conturbado – paciente acreditava que ele iria assumi-la, pois dizia que ela era a mulher da vida dele. No entanto, veio a descobrir posteriormente várias mentiras e contradições por parte dele em relação a querer efetivamente se separar de sua mulher (ele mentiu para ela dizendo que havia se separado de sua esposa).
Ele chegou a conhecer os familiares da paciente (pais, avós, etc.) pelo grau de envolvimento que havia entre ambos.
Apesar das mentiras e contradições, o paciente me disse que não conseguia ter raiva ou ressentimento dele pela sintonia e afinidade recíproca que existiam entre os dois, em todos os aspectos.
Sua mãe cobrava para que ela tomasse uma atitude em se separar dele e o seu pai se sentia desgostoso por ela se envolver com um homem casado e mentiroso.
Seus conhecidos a chamavam de “ingênua”, “boba”, por continuar se envolvendo com um homem que estava apenas “enrolando-a”.
Bonita, inteligente, bem posicionada financeira e profissionalmente; vários homens tentaram se aproximar dela (um lhe propôs casamento), mas ela não conseguia se vincular a um outro homem.
Embora racionalmente percebesse que esse relacionamento estava empacando sua vida, não conseguia pôr um ponto final, tomar uma decisão em se separar dele. Desta forma, me procurou querendo entender por que, apesar de tudo, continuava presa a ele, não conseguia se desvincular.
Após o relaxamento inicial, pedi a paciente atravessar o portão (é um recurso técnico que utilizo para facilitar na regressão, e funciona como um portal da espiritualidade que separa o mundo terreno do espiritual, o presente do passado) e, após ultrapassá-lo, pedi desta vez que ela visualizasse uma luz grande e intensa (é outro recurso técnico que utilizo nessa terapia para que o paciente entre em contato com as forças espirituais amigas e, em especial, com o mentor dela).

A paciente me relatou: “Vejo uma moça, só vejo os cabelos compridos dela; está vestida com uma túnica e usa uma fita amarrada na testa”.
- Aproxime-se dela – peço à paciente.
“Ela é jovem, passa uma calma, uma paz!
Estamos sentadas num banco. Sinto-me uma aluna perto dela”.

- Pergunte se ela é a sua mentora espiritual – peço à paciente.
“Ela diz que é um dos meus mentores (ao fazer essa pergunta para os pacientes, a maioria me responde que há apenas um(a) mentor(a) espiritual, mas outros me dizem que há mais de um mentor).
Nesse lugar em que estamos, aparece agora uma tela na nossa frente que passa um filme com uma sucessão de imagens. Ela me diz: “Olha quantas experiências, aprendizados!
Olha para essas vidas passadas como um aprendizado; não as veja como um sofrimento, mas oportunidades de crescimento e aprendizado. Cada vida te ensinou algo, e isso deve ser o seu foco. Muitas foram lições duras, difíceis, tropeços, recomeços, mas afinal, não é essa a beleza da vida”?Sinto uma saudade infinita de algumas dessas vidas (paciente fala chorando).
Ela me diz que observo essas vidas por um ângulo errado, pois isso é apego.
Sinto uma saudade inexplicável, vontade de reviver algumas dessas vidas...
A minha mentora me esclarece novamente que é uma ilusão querer revivê-las, pois sou o conjunto de todas essas vidas. Diz que falta eu experimentar mais a vida. Fala que sou muito racional, querendo sempre respostas para as minhas indagações, ao invés de aceitar, admitir que não tenho respostas para tudo. Preciso sentir mais a vida, experimentá-la! Fala que eu mesma me imponho sofrimento e culpa. Ela diz: ‘Você quer aparecer aos outros sempre como uma pessoa coerente, com respostas, atitudes que te ajuízam como certa, correta. Você se acha uma mulher livre, mas na verdade é prisioneira de si mesma’. Fala que estou perdendo a naturalidade, por querer controlar a vida de acordo com as minhas vontades, necessidades, e, quando as coisas não saem como quero, acabo me cobrando, me criticando.
Fala ainda que, com essa autocobrança, nunca relaxo. Diz que eu trabalho muito pouco o sentir, que fico a maior parte do tempo racionalizando, querendo explicações para tudo o que acontece comigo. Ainda que não expresse, estou sempre preocupada, me culpando, vivo um eterno conflito comigo mesma (pausa).

Comento com a minha mentora que quando me permiti sentir fui duramente condenada pelos meus pais.
Justifico que é por isso que entro em conflito - ao mesmo tempo em que faço as coisas, eu me condeno, vivo me recriminando.
Ela responde: ‘Pois é, você não confia em si. Está sempre em busca da perfeição, que é o objetivo final de sua alma. Mas você quer conquistá-la já na encarnação atual’.
Esclarece, no entanto, que o mais importante é essa tomada de consciência de que isso não é possível numa única encarnação.
Pede para relaxar, brincar mais com a vida. Fala que não me permito ser criança. Desde criança, eu me obrigava a crescer muito rápido, e perdi essa inocência de brincar mais com a vida.
Ela diz: ‘Você quer parecer aos olhos dos outros sempre inteligente, equilibrada, mas com isso se consome por dentro. Mesmo com o homem que você ama, o tempo todo fica se condenando, se criticando ou criticando-o’.
Não obstante, me esclarece que não sinto raiva ou mágoa das atitudes dele por amor que sinto por ele, e que vem de muitas vidas.
Em relação a esse conflito constante que passa pela minha cabeça - devo ou não continuar nesse relacionamento? - Ela fala:
‘Filha, se você aproveitasse a caminhada, isso importaria pouco.
Em vez de viver, se render à vida, você fica questionando, se remoendo por dentro e, com isso, deixa de viver de verdade esse relacionamento’.
Pede para ter paciência, que as coisas vão se resolver.
Diz ainda: ‘Filha, a beleza é o caminhar, o descobrir!
Que graça a vida teria se você soubesse todas as respostas de antemão?
Você quer ter certeza das coisas, respostas. Esse é o desperdício da vida - essa busca incessante de querer saber o que vai acontecer lá na frente, ao invés de viver o agora.
Filha, não sinta vergonha de amá-lo!
Você tem vergonha de amá-lo, aquilo que as pessoas não vêem - a essência dele -, e isso você tem dificuldade de aceitar.
Na verdade, você ama o que vê dentro dele, o âmago dele.
Pode ser que tudo que ele faça, as atitudes dele, aos olhos dos homens seja tudo errado. Mas você não consegue ter raiva dele porque você ama o que tem por trás, a alma dele. O homem comete erros, mente, mas não é esse homem que você vê, pois esse é o aspecto que ele exterioriza.
Seu ego quer odiar o homem externo, mas seu eu verdadeiro (alma) ama a alma dele. Então, há um conflito de cobrança, crítica de seu ego que entra em choque com o seu coração (alma).

Filha, tenha calma, é uma conquista o que você conseguiu na vida atual de perdoar as imperfeições dele. É uma conquista de sua alma!
Seu conflito vem de seu ego ferido, mas sua alma compreende. Com isso não estou dizendo que é certo mentir, enganar, mas vocês estão aprendendo uma lição. Lembre-se: a vida não erra! Se você conseguir entender isso, vai entender também o que sua alma sente e o que o seu ego acha que está errado.
Já passou pela sua cabeça que ele, a família dele (esposa e filhos) precisam todos, inclusive você, passar por essa experiência?
Pare de se punir, tenha calma, tudo vai se resolver, as lições serão aprendidas.Quer uma beleza maior do que isso?
Continue orando, pedindo a Deus sabedoria, se ligando ao bem, ao belo, mas aproveite a vida, a experiência de estar viva, aprecie-a! Não se culpe por amar esse homem. Ele também te ama, de jeito imperfeito aos olhos dos outros.

A minha mentora insiste em me dizer que se eu vivesse esse sentimento de minha alma, não estaria tão preocupada, em conflito. Estaria aproveitando a oportunidade de crescer, aprender, desfrutando a vida. Ela me esclarece que as pessoas têm um conceito equivocado, passado pela maioria das religiões de que a vida tem que ser sofrida, que só aprendemos pelo sofrimento. Ela lembra que o sofrimento faz parte da vida, mas a Vida é muito maior do que tudo isso.
Esclarece que nela cabe também a alegria, o contentamento, o prazer. Diz ainda que muitas pessoas acreditam que não há aprendizado algum ao curtir a vida. Fala que tenho sido uma buscadora incessante dos porquês de meus problemas, mas pede para não fazer disso uma maneira sutil de fugir, de não viver a vida como ela é.
Ela fala: ‘Filha, estarei sempre com você. É só me dar espaço e abrir o seu coração para me ouvir’”.

- Pergunte para sua mentora o que ela teria a nos dizer em relação ao nosso tratamento... (Essa era a 4ª sessão de regressão, e nessa terapia é o mentor de cada paciente que faz a avaliação se devemos ou não continuar com o tratamento).
“Ela fala que temos condições de encerrar o tratamento, mas que é necessário posteriormente (diz que serei intuída por ela) fazer uma manutenção quando realmente sentir necessidade. A minha mentora faz questão de esclarecer que esse tratamento foi muito bem sucedido porque tem percebido em mim essa tentativa de ser mais leve, querer controlar menos a vida.
Diz que me vê pensando que devo me desligar do futuro e olhar o meu momento de vida. Ressalta que daqui para frente essa percepção vai se acentuar e vou tornar a minha vida mais leve e prazerosa e, com isso, todo o resto virá.
Ela pede para agradecer ao senhor por ter propiciado esse contato entre nós, pois me esclarece que vinha tentando há muito tempo que eu aceitasse fazer essa terapia, mas sempre fugi de vir ao seu consultório. Disse que foi interessante a minha vinda a esse tratamento porque foi ela que me influenciou (intuiu) a ligar para sua secretária e marcar o meu horário, justamente no dia que sua outra paciente tinha desmarcado a consulta (não havia outro horário disponível na minha agenda).
Diz ainda que os amigos do Astral são muito gratos pelo trabalho que o senhor vem desenvolvendo como facilitador do processo de autoconhecimento e cura nessa terapia, abrindo o canal de comunicação para que o mentor espiritual de cada paciente o oriente. Fala que o senhor, enquanto terapeuta, ainda não se deu conta da dimensão desse trabalho, da ajuda que promove (pausa). Está agora nos abençoando, dizendo: “Deus os abençoe, fiquem em paz e aproveitem a vida!”

Após essa sessão, paciente me disse que estava mais calma, mais solta, autoconfiante, não estava mais em dúvida, perdida acerca de qual rumo devia tomar em relação ao seu namorado.


Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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