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O Mendigo

O Mendigo Publicado dia 1/24/2008 5:10:10 PM em Espiritualidade

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No meu antigo blog costumava usar o tema "Por uma vida menos ordinária". Isso era porque sempre me aconteciam coisas tão esquisitas que valiam o (Foi basicamente pra isso que abri o blog, pra não esquecê-las, mas depois o foco mudou pra estudos espirituais.) registro(*). Há algum tempo já não acontece algo estranho digno de nota (ok, teve uma experiência ufológica em Alagoas que algum dia eu conto), mas hoje eu estava voltando a pé do lugar onde almoço pra ir pro trabalho, bastante desanimado, pois fui acometido de um ataque de (Cheguei à conclusão de que uma parte de minha alma deve ter ficado presa no meu antigo videogame, um SNES, como uma Horcrux.) melancolia(*) que, aliado à minha tradicional deprê de fim-de-ano e outras (Ter terminado de ler o livro de Harry Potter e o de Hitler nessa época também não ajudou muito.) coisas(*) mais me tornaram, enfim, um farrapo humano. Mas a vida, esta sim é uma caixinha de surpresas, e caminhava eu pela calçada, quando me deparo com um ancião, negro de barba branca (quase um preto-velho!), pedindo esmola. Eu já o tinha visto sentado, na ida, em outro local, e meu primeiro pensamento foi "ele fica mudando de ponto pra reciclar sua (Fiquei meio cínico com esse negócio de esmola depois que li algumas matérias de jornal que mostram o apurado com esmolas, que por vezes supera os mil reais por mês. Criança e adultos nem pensar. Já com idosos eu procuro consultar meu coração primeiro.) clientela(*)" e, silenciosamente, apenas me encarou, de mão aberta, ao que retribuí o olhar com um meio-sorriso de desculpas, abanando minha cabeça e seguindo em frente.

Mas eis que alguma coisa mexeu dentro de mim, e não era remorso. Tentei retomar meus pensamentos tristes, mas não conseguia. Sentia um novo influxo de ânimo, e na minha mente aparecia apenas o rosto do mendigo, que olhava pra mim com uma beleza indefinível. Algo que até agora não sei explicar, mas emanava uma aura de dignidade, ternura, compaixão, e percebi que o mendigo ali era eu! Sim, fui eu que recebi a "esmola" em forma de energia, eu que era o mais "pobre" da relação, ali. E aí parei. Já havia caminhado uns 15 metros, mas estaquei e peguei uma moeda, como uma forma simbólica de retribuição (já que o que havia recebido ali não tinha preço) e olhei para trás. Apesar de já estar bem distante dele, o senhor estava virado na minha direção, ainda com a mão aberta em forma de concha, me olhando. Caminhei de volta e entreguei a moeda, para a felicidade dele.

O resultado é que passei a tarde com ânimo pra trabalhar no meu projeto da faculdade, coisa que eu vinha tentando criar coragem de fazer há semanas. Obviamente, o que vem fácil vai fácil, e - assim como é difícil para o pobre de finanças reter dinheiro -, é difícil para o pobre de espírito reter energia - estou de volta ao meu estado de outrora. Por isso que é tão importante se trabalhar pra não depender desses influxos de energia, que são ótimos mas não nos fazem (Ou aprendemos a produzir nossa própria energia, captando-a do ambiente, dos alimentos, do cultivo dos bons pensamentos, enfim, de Deus, e nos tornarmos irradiadores, ou viveremos ao sabor das flutuações energéticas, dos acontecimentos, como gado, ou ainda pior, nos tornamos como vampiros (voluntários ou involuntários) de energia, sempre em busca da próxima dose, da próxima emoção artificialmente criada ou não, pra poder nos sentirmos vivos.) crescer(*). E assim não vivermos dependendo de passes, Reiki, amigos e estranhos dispostos a doar através de um olhar compassivo.

por Acid


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Sobre o autor
Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix).
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
Não acredite em nada do que eu escrever.
Acredite em você mesmo e no seu coração."
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