Como se comunicar com o mundo espiritual?

Como se comunicar com o mundo espiritual?
Publicado dia 4/10/2008 3:09:45 PM em Vidas Passadas

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Percepção e intuição são as primeiras vias de acesso para o mundo dos espíritos. Para isso, é preciso manter a mente aberta para se comunicar com o mundo espiritual.

Na T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim através dos Espíritos Superiores do Astral, é o mentor espiritual (ser desencarnado responsável pela nossa evolução espiritual) que irá descortinar o "véu do esquecimento" do passado (desta ou de vidas passadas) do paciente, para que ele possa saber a causa de seus problemas, sua resolução, bem como o seu propósito de vida - suas aprendizagens na encarnação atual.

Em verdade, nessa terapia, o objetivo principal é colaborar na evolução espiritual do paciente para que ele saiba se está no rumo certo de sua vida, se está cumprindo o seu programa reencarnatório (propósito de vida), ou se está desvirtuando-se de seu verdadeiro caminho, que é a evolução.
Neste aspecto, a T.R.E. antecipa as revelações sobre a vida do paciente que este só saberia após o seu desencarne. Portanto, se estiver se desvirtuando de seu propósito de vida, que se propôs antes de reencarnar na vida atual, o seu mentor espiritual terá a oportunidade de orientá-lo através dessa terapia, evitando que o mesmo desperdice toda uma encarnação.
É comum nessa terapia o paciente se conscientizar que vem cometendo os mesmos erros em várias encarnações, inclusive na encarnação atual. Desta forma, ao tomar consciência desses erros, ele tem a oportunidade de corrigí-los na vida presente. Esta terapia propicia, portanto, um grande avanço no processo evolutivo do ser humano. Sabemos que trazemos maus hábitos e imperfeições de vidas passadas, pois somos todos seres em evolução (o universo está em constante evolução, expansão).

Em vista disso, é somente pela expansão da consciência, do esclarecimento e do sofrimento (O sofrimento é inevitável na vida terrena, pois o planeta Terra é um mundo de dualidade, de ambivalência, de alegria e tristeza, amor e ódio, prazer e desprazer e de vibrações de dor, medo e ira derivadas das imperfeições humanas), que o nosso Espírito se esclarece e alcança uma maior evolução.
Digo aos meus pacientes, que sou um "coxo" (terapeuta) tentando ajudar um "cego" (o paciente) a atravessar a rua, porque também trago as minhas imperfeições, os maus hábitos de outras encarnações. Mas isso não me impede nessa terapia de ser um facilitador do processo de libertação das amarras (bloqueios) do passado de meus pacientes, pois quem na verdade irá descortinar o "véu do esquecimento" do passado deles é o seu mentor espiritual e não eu. Portanto, o que o paciente irá saber a seu respeito é da competência de seu mentor espiritual - obviamente por conhecê-lo profundamente -, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Sem dúvida alguma, o mentor espiritual é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para falar do paciente, e o meu papel como terapeuta é buscar abrir o canal de comunicação para que ambos possam se comunicar diretamente.

Como busco abrir a comunicação entre ambos?
Quero antes esclarecer ao leitor que o paciente não se comunica só com o seu mentor espiritual nessa terapia, mas também (não é regra) com parentes, conhecidos, amigos - desta ou de outras vidas - desencarnados. Em artigos anteriores (O Portal da Espiritualidade I, II, III) expliquei detalhadamente que o meu consultório é um "portal da espiritualidade". Peço para que o paciente visualize um portão num jardim (é um recurso técnico que utilizo), após fazê-lo imaginar descendo uma escadaria.
Portanto, esse portão é um portal que separa o presente do passado e o mundo terreno do mundo espiritual. Dá para escrever um livro em vista das experiências inusitadas narradas com riqueza pelos meus pacientes, antes e após atravessarem esse portão.

Como o paciente se comunica com os seres espirituais nessa terapia?
Em primeiro lugar, quero afirmar que nascemos com seis sentidos e não cinco. Além dos cinco sentidos, na T.R.E. o paciente precisa usar muito o sexto sentido, a intuição. Ele precisa usar e confiar em sua intuição, pois muitas coisas não irá ver.
Intuição é uma sensação de saber, e isso vem de dentro, da alma. Você sabe, mas não consegue explicar como, pois essa sensação não é racional, não passa pelo crivo da razão, do raciocínio. Por isso, a intuição não é uma coisa que você possa fazer acontecer, ela simplesmente acontece. Ela acontece quando a mente e o corpo estão relaxados. É por isso que os grandes sábios orientais praticavam a meditação para silenciar o ego, a mente racional, e entrar em contato com a sabedoria de seu Eu Superior, de sua alma.
É por isso também que nessa terapia utilizo a indução hipnótica leve e média (alfa ou teta), onde o paciente sempre fica desperto, porém em estado alterado de consciência (rebaixamento da consciência), essencial para alcançar esse tipo de intuição espiritual ou mediúnica e, com isso, regredir a vidas passadas, bem como se comunicar com o mundo espiritual.
A inspiração artística, as experiências religiosas místicas e a solução criativa de problemas, tudo deriva da intuição.
Mas, como tudo na vida, precisamos usar e exercitar a intuição para ganhar autoconfiança. Assim também ocorre com os meus pacientes.
Por conta ainda de sua inabilidade em usar sua intuição (não podemos esquecer que vivemos numa sociedade racional, tecnicista, onde não se valoriza muito a intuição), muitos pacientes me perguntam como saber se é um espírito que lhe está dando informações na terapia e não sua própria imaginação?

Em certa ocasião, uma paciente me indagou cética se o diálogo (a comunicação com os espíritos ocorre intuitivamente, em pensamento, telepaticamente) que ela estava tendo com o seu mentor espiritual não era uma fantasia, produto de sua imaginação fértil. Pedi então para que ela fizesse essa pergunta ao seu mentor espiritual. E este assim lhe respondeu: "Fantasia é a sua vida. Você vive fugindo da realidade, de seus problemas, não os enfrentando de frente. Seja verdadeira com você mesma. É preciso começar a estabelecer um relacionamento íntimo com você".
O mestre Jesus dizia: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
Esse é o objetivo dessa terapia.
Porém, a verdade só liberta para os que estão compromissados com ela, que querem verdadeiramente saber a verdade a seu respeito e são honestos consigo mesmos. Caso contrário, não estão ainda preparados para essa terapia, para conversarem com o seu mentor espiritual.

Caso Clínico:
Intensas dores de cabeça
Mulher de 28 anos, solteira

A paciente veio ao meu consultório se queixando de uma dor de cabeça intensa e constante, que começava nas têmporas - sentia uma forte pressão - e irradiava para o resto do crânio.
A dor a perseguia há oito anos. A primeira crise de dor começara de repente quando de um mal estar muito forte, como se estivesse se apagando, morrendo. Desde então procurou vários neurologistas, submeteu-se à ressonância magnética, mas sem acusar nenhuma disfunção neurológica.
Fez também tratamento de acupuntura - deu um alívio na dor, mas as crises voltavam. Os médicos diagnosticaram essas crises de dor de cabeça como enxaqueca. Na maioria das vezes, essas dores ocorriam de madrugada, quando ainda estava dormindo. Consultou também um endocrinologista, porém o médico não diagnosticou nenhuma disfunção hormonal que a levasse a ter essas crises de dor. Durante seis anos tomou antidepressivos, receitados pelos médicos, mas também não teve nenhuma melhora.
Sua dor de cabeça tirava sua qualidade de vida - deixou de fazer muitas coisas, de viajar, pois achava que ia passar mal longe de casa. Havia casos que a obrigavam a voltar para sua casa durante o dia por não agüentar essa dor. Apesar de todo esse sofrimento, não estava mais na fase de revolta, pois passou a aceitar essa dor como algo que um dia iria passar.
Estava realizando um trabalho voluntário num asilo de idosos, mesmo com as fortes dores de cabeça. Apesar de tudo, sentia-se bem em ajudar os idosos.

Ao regredir me relatou:
"Ao atravessar o portão, me vejo usando uma roupa clara, espécie de túnica que vai até os pés. Estou descalça, sou de estatura baixa, cabelos compridos, claros; não me pareço como sou hoje, mas não vejo o meu rosto (pausa).
Parece que estou procurando alguém, sei que tem alguém por perto desse portão, sinto sua energia".

- Que tipo de energia? - Pergunto à paciente.
"É uma energia forte, ruim, densa. É um ser espiritual, não o vejo, é um homem (embora a paciente não estivesse vendo nada, estava intuindo, sentindo essa presença espiritual). Sinto que ele tem ódio de mim, não quer que eu o veja".

- Pergunte em pensamento para esse ser espiritual por que ele não quer que você o veja? - Peço à paciente.
"Ele diz que não é para eu ver porque não iria gostar da aparência dele" (normalmente os espíritos obsessores das trevas costumam aparecer com o rosto deformado por cultivar sentimentos negativos de ódio e desejo de vingança).

- Que ligação vocês tiveram no passado? - Peço à paciente.
"Ele diz que foi o meu marido numa vida passada, e que vai esperar eu morrer para ficar com ele. Mas eu não gosto dele, não quero que ele me espere (paciente fala chorando). Sinto uma dor na nuca (é comum quando o paciente está obsediado sentir dor na nuca e/ou nos ombros, nas costas).
Sinto também que é ele que está provocando essa dor. Ele fica grudado, encostado em mim, e isso me deixa nervosa.
Não gosto dele, mas não sei o motivo (o véu de esquecimento do passado se manifesta em nós em forma de amnésia, não nos deixando recordar as vidas passadas). Ele me fez chorar, queria que ele fosse embora, me deixasse (paciente fala chorando muito).
Não gosto dele, sinto uma aversão muito grande por ele. Eu não gosto dele! (repete várias vezes).
Sinto energeticamente que ele está colado em mim (é por isso que a sabedoria popular chama de "encosto" a essas interferências espirituais obsessoras).
Ele diz que vou ter que gostar dele, mas não gosto da energia dele, está muito atrasado como ser espiritual. Sinto que é muito antiga essa relação. Ele quer me dominar".

- O que você acha que ele sente por você? - Pergunto à paciente.
"É uma obsessão, está obsecado por mim. É um ser sem luz, me dá arrepios, coisa ruim (é comum o paciente sentir arrepios fortes nas sessões de regressão por conta da energia, do campo vibracional dos seres das trevas). Parece que ele quer que eu morra, está me puxando, é horrível isso! Eu não vou, não quero! (paciente chora).
O meu mentor espiritual, embora não o veja, conversa comigo em pensamento, pede para perdoá-lo. Diz que assim, ele irá embora. Pede também para ficar calma (pausa).
Sinto uma dor de cabeça. É a mesma dor que sinto no meu dia-a-dia. É a energia ruim dele.
O meu mentor está com as suas duas mãos atrás de mim (imposição das mãos) me mandando energia. Fala que tudo isso que estou sentindo e intuindo não é fruto de minha imaginação, e que esse ser espiritual precisa ser ajudado e ser levado à luz. Para isso, pede para fazer a oração do perdão diariamente, emitindo vibrações positivas de amor e não de repulsa.
Diz que essas dores de cabeça que sinto constantemente são fruto da presença vibracional negativa desse ser espiritual.
Pede para não chorar, diz que no fundo a minha alma sabia que um dia teria que enfrentá-lo".

- Pergunte ao seu mentor espiritual o que você fez para esse ser, seu marido, em vida passada?
"Esclarece que fui embora, que eu o abandonei. Ele nunca me esqueceu e desencarnou com raiva de mim por nunca ter voltado para ele. Diz que há muito tempo ele vem me acompanhando, me obsediando.
Novamente ele pede para me acalmar, e que faça a oração do perdão diariamente, emitindo vibrações de amor para esse ser espiritual. Estou sentindo aquela dor de cabeça intensa (peço para a paciente que façamos juntos a oração do perdão para esse ser, mandando muita luz através da imposição das mãos).
O meu mentor espiritual está também fazendo a imposição das mãos, mandando muita luz para esse ser (pausa).
Ele está me explicando que o nosso reencontro era para acontecer e, com isso, nos reconciliarmos (Jesus dizia que só através do amor e do perdão, da reconciliação, é possível se desvincular dos seres obsessores)".

Na sessão seguinte (4ª sessão) a paciente me relatou: "O meu mentor está me dizendo que tudo o que vivi aqui nessa terapia foi necessário para que me livrasse do que estava me prejudicando. Pede para continuar fazendo a oração do perdão e não me preocupar mais com o que passou. Fala que vou ter todas as respostas que preciso no momento certo, que ele vai me intuir. Diz que está orgulhoso de meu trabalho no asilo, e que isso me permite resgatar os carmas do passado".

- Pergunte ao seu mentor espiritual como ficam as suas dores de cabeça? - Peço à paciente.
"Diz que daqui pra frente não vou mais ter dores de cabeça, o amor vai me libertar".

- O que você tinha que aprender em relação às suas dores de cabeça?
"Fala que foi uma forma de eu praticar a minha reforma íntima e a compreensão, de receber luz e desenvolver minha mediunidade. Revela que eu posso curar com a imposição das minhas mãos, prática que faço no asilo. Mas que preciso ter mais fé em mim mesma, acreditar mais em mim. Diz que me libertei do passado, e agora devo encarar o presente e fazer o meu futuro. Só depende de mim agora. Ele me passa muita paz, revela também que esse ser espiritual que foi meu marido no passado, não está mais nas trevas graças à oração do perdão e a luz que estou mandando diariamente para ele. Pede para continuar fazendo a oração do perdão mais um pouco. Esclarece também que esse ser está sendo atendido por uma equipe de espíritos simpatizantes - estão cuidando dele no astral, está se recuperando (pausa). O meu mentor espiritual irradia uma luz muito intensa, ele me emociona (paciente fala chorando)".

- Pergunte se devemos continuar com o nosso tratamento - peço à paciente.
"Diz que o tratamento está encerrado, mas que o nosso contato (meu e dele) não se encerra com essa terapia. Ele irá continuar se comunicando comigo através de minha intuição. Fala em tom de brincadeira, que embora eu tenha duvidado muitas vezes de minha intuição, ele continua comigo e a partir do momento em que passei a acreditar na minha intuição, tudo mudou. Fala ainda que vim ao consultório do senhor guiado pela minha intuição, e que a partir de agora vou saber tomar todas as atitudes necessárias para ser guiada pela luz do amor".

Após subir os degraus da escadaria que utilizo como recurso técnico com os meus pacientes para fazê-los voltar para o consultório, a paciente me disse que trouxe uma sensação de paz muito grande, uma calma, alegria e felicidade como se essa luz de seu mentor espiritual tivesse preenchido a sua alma. Ela me disse que nunca tinha percebido essas sensações tão agradáveis, e que o seu mentor espiritual é um ser de puro amor.



Participe da Próxima Palestra: Terapia Regressiva Evolutiva - A Terapia do Mentor Espiritual. Entrada franca!



Sobre o autor
Shimoda
Osvaldo Shimoda é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Email: [email protected]
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