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A forma mais poderosa de se conectar com quem você ama!


_ Posso ter a honra de levá-la para jantar amanhã?

Feliz, imediatamente respondeu:

_ Só se for tão bom quanto foi hoje!

_ Vai ser melhor! - e fixou os olhos nela, fazendo-a estremecer por dentro. _ Se não se importar, posso acompanhar você agora até o hotel onde está hospedada e, assim, já saberei onde te buscar amanhã, às 19h. O que acha?

_ Perfeito.

E se enganchou no braço dele, como tinha feito durante o passeio pelo Paternon.

Foram caminhando devagar até a frente do hotel, sempre conversando sobre suas vidas ou comentando sobre alguma paisagem pelo caminho. Quando chegaram, Leo pediu para anotar o telefone dela caso precisassem se falar antes do encontro marcado. Ela passou seu número e ele se aproximou para se despedir.

Por um instante, Bárbara achou que ele fosse beijá-la, mas em vez disso, Leo a abraçou. Só que não foi o tipo de abraço que ela conhecia e que já dera tantas vezes em tantas pessoas diferentes. Foi um abraço transcendental.

Silencioso, sem absolutamente nenhuma palavra. Sem movimento, sem qualquer espécie de carinho nas costas, sem balanço do corpo. Um abraço tão inteiramente presente que, no início, estranhando um pouco, ela até insinuou se soltar duas vezes, mas ele não deixou. Aos poucos, com seus braços enlaçando-a completamente, ele foi se encaixando bem devagar, encostando o próprio coração no coração dela. Depois, encaixou sua barriga na barriga dela e intercalou seus pés com os pés dela, fazendo com que suas pernas também ficassem totalmente encostadas, paralelamente uma na outra. Totalmente preenchidos.

O silêncio da noite deixou espaço para que um ouvisse a respiração do outro. Para que um sentisse a pulsação do corpo do outro. Bárbara sentia um calor que não sabia se vinha dele ou dela mesma, como se estivessem incendiando um ao outro. Como se seus contornos estivessem se desmanchando e um estivesse entrando no mais profundo e íntimo do outro.

O mundo inteiro parou para que Bárbara e Leo experimentassem o encontro sagrado de suas almas. Definitivamente, ela não tinha ideia de que um abraço como aquele pudesse existir. Apenas se entregou e se deixou ficar ali.

Quando se soltaram, ela não saberia dizer quanto tempo havia passado. Ele, esvaziado de qualquer explicação, limitou-se a olhar bem fundo nos olhos dela, enquanto segurava delicadamente o seu rosto:

_ Que os deuses abençoem quem inventou o trem! - virou-se e foi embora, sem olhar para trás.

Ela ficou ali, na rua, estática. Sentia tanta coisa ao mesmo tempo que não conseguia organizar os pensamentos ou esboçar qualquer movimento. Seu corpo todo latejava. Por um instante, se deu conta de que há muito tempo não se sentia tão profundamente conectada a alguém, mesmo que tivessem supostamente feito amor.

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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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