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Criatividade: O caminho da felicidade

por Elisabeth Cavalcante em Autoconhecimento
Atualizado em 12/11/2001 18:01:26


Você precisa aprender como ser feliz, e aprender a respeitar as pessoas felizes, prestar mais atenção a elas, lembre-se disso.

Esse é um grande serviço à humanidade. Não tenha simpatia demais pelos miseráveis. Se alguém se sente miserável, ajude-o, mas não tenha muita simpatia. Não dê a ele a sensação de que a miséria é algo valioso. Faça-o saber que você o está ajudando mas não por respeito. É simplesmente porque ele está miserável. E você não está fazendo nada além de tentar tirar o homem da sua miséria, pois a miséria é feia. Deixe a pessoa sentir que a miséria é feia, que ser miserável não é uma coisa pela qual se deve sentir virtuoso, que ela não está prestando um grande serviço à humanidade.

Seja feliz, respeite a felicidade, e ajude as pessoas a entenderem que a felicidade é a meta da vida Satchitanand: os místicos orientais dizem que Deus tem estas três qualidades:
Ele é sat: Ele é verdadeiro, existencial.
Ele é chit: consciência, percepção.
E, finalmente, o pico mais alto, é anand: felicidade. Onde há felicidade, há Deus.


Sempre que você vir uma pessoa plena de felicidade, respeite-a, ela é sagrada. E sempre que encontrar um grupo que se sente feliz e festivo, veja esse lugar como sagrado. Temos que aprender uma linguagem totalmente nova, só assim esta velha e pobre humanidade pode ser mudada. Temos que aprender a linguagem da saúde, da totalidade, da felicidade. Vai ser difícil porque são grandes os nossos investimentos. Por isso é tão difícil ser feliz e tão fácil ser miserável. E mais uma coisa: a miséria não precisa de talento, qualquer um pode tê-la. A felicidade precisa de talento, gênio e criatividade. Só as pessoas criativas podem ser felizes.

Que isto penetre fundo em seu coração: só as pessoas criativas são felizes. A felicidade é um subproduto da criatividade. Crie alguma coisa e você será feliz. Crie um jardim, faça-o florir, e alguma coisa florescerá em você.
Crie uma pintura, e conforme ela for se desenvolvendo, algo começará a se desenvolver em você. Quando a pintura acabar, quando você der os últimos retoques, verá que não é mais a mesma pessoa. Está dando os últimos retoques em alguma coisa que é muito nova em você mesmo.

Escreva um poema, cante uma canção, dance uma música e veja: você começa a se sentir feliz. É por isso que em minha comunidade da criatividade, será nossa prece a Deus. Esta comunidade não será triste, com caras sérias que nada fazem a não ser sentar sob uma árvore em suas esteiras e vegetar. Esta será uma comuna de artistas, pintores, de poetas, de escultores, de dançarinos, de músicos – há tantas coisas a fazer!
Deus só lhe deu esta oportunidade para ser criativo: a vida é a oportunidade para ser criativo. Se você for criativo será feliz. Já viu a alegria no rosto da mãe quando a criança começa a se desenvolver no útero? Já viu a mudança que acontece à mulher quando engravida? O que está acontecendo? Algo está florescendo dentro dela; ela está sendo criativa, dará à luz uma nova vida. Está imensamente feliz, imensamente alegre, em seu coração há uma canção.

Quando a criança nasce e a mãe vê o filho pela primeira vez, veja a profundidade em seus olhos, a alegria do seu ser. Ela passou por grande dor para esta alegria, mas não entrou na dor só pela dor. Ela sofreu, mas seu sofrimento é tremendamente valioso; não é ascético, é criativo. Ela sofreu para criar mais alegria.
Quando você começa a escalar o pico mais alto de uma montanha, é árduo. E quando chega no alto e se deita, suspirando com as nuvens, olhando para o céu, com a alegria enchendo seu coração - essa alegria vem quando você alcança qualquer pico de criatividade.

É preciso inteligência para ser feliz, e as pessoas são ensinadas a não serem inteligentes.

A sociedade não quer que a inteligência floresça. A sociedade não precisa de inteligência; na verdade, sente medo dela. A sociedade precisa de pessoas estúpidas. Por que? Porque os estúpidos são Sannyas manipuláveis. As pessoas inteligentes não são necessariamente obedientes – podem obedecer, podem não obedecer. Mas a pessoa estúpida não desobedece; está sempre pronta a ser comandada. A pessoa estúpida precisa de alguém para comandá-la, porque não tem inteligência para viver por si mesma. Quer alguém para dirigi-la; busca os seus próprios tiranos. Os políticos não querem que a inteligência aconteça no mundo, os padres não querem que a inteligência aconteça no mundo, os generais idem. Ninguém quer realmente a inteligência. As pessoas querem que todos permaneçam estúpidos, que todos sejam obedientes e conformistas - jamais saiam do rebanho, que permaneçam sempre na ralé. Controláveis, manipuláveis, manejáveis.

A pessoa inteligente é rebelde: inteligência é rebeldia.
A pessoa inteligente decide por si mesma se diz sim ou não.
A pessoa inteligente não pode ser tradicional; não fica adorando o passado, não há no passado nada para venerar.
A pessoa inteligente quer criar um futuro, e quer viver no presente. Viver no presente é sua maneira de criar o futuro.
A pessoa inteligente não se prende ao passado morto, não carrega cadáveres. Por mais belos que possam ser, por mais preciosos, ela não carrega cadáveres. Põe um fim no passado; ele se foi para sempre.

Mas a pessoa tola é tradicional. Está pronta para seguir os padres, pronta para seguir os políticos estúpidos, pronta para obedecer qualquer ordem; alguém que tenha autoridade e ela está pronta para cair a seus pés.
Sem inteligência não pode haver felicidade. O homem só pode ser feliz se for inteligente, totalmente inteligente.A meditação é um truque para liberar a inteligência. Quanto mais meditativo você se tornar, mais inteligente será. Mas lembre-se, inteligência não quer dizer intelectualidade.
A intelectualidade faz parte da estupidez. A inteligência é um fenômeno totalmente diferente, não tem nada a ver com a cabeça. A inteligência é algo que vem de seu próprio centro. Ela cresce em você e, com ela, muitas outras coisas começam a crescer. Você se torna feliz, torna-se criativo, torna-se rebelde, torna-se aventureiro, começa a gostar da insegurança, começa a mover-se para o desconhecido. Começa a viver perigosamente, porque essa é a única maneira de viver. Ser um saniasyn significa decidir:

“Viverei minha vida inteligentemente, não serei um mero imitador. Viverei com meu próprio ser, não serei dirigido e comandado pelo exterior. Arriscarei tudo para ser eu mesmo, mas não farei parte da psicologia da massa. Caminharei sozinho, descobrirei meu próprio caminho, farei o meu próprio caminho no mundo da verdade”.

Só andando no desconhecido, você percebe o caminho. Na verdade o caminho já está aí, e caminhando você o cria.
Para as pessoas estúpidas existem grandes rodovias onde se move a massa: Há séculos e séculos essas pessoas têm se movido e não vão a lugar nenhum, andam em círculos. Mas têm o conforto de estarem com muita gente, de não estarem sós.

A inteligência lhe dá coragem para estar só, e inteligência lhe dá a visão para ser criativo. Uma grande urgência, um grande apetite pela criatividade surge em você. E só então, como conseqüência, você pode ser feliz, pode estar pleno de graça.

OSHO
Da série "O livro da sabedoria II"


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elisa
Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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