Eu mereço sim, mas a que custo?

Eu mereço sim, mas a que custo?

Autor Rodolfo Fonseca

Assunto Autoconhecimento
Atualizado em 08/01/2026 12:29:50


Vivemos em uma sociedade que nos ensina a sermos consumidores emocionais. O "mimo", o "prêmio" e o "eu mereço" são gatilhos de dopamina que escondem uma realidade sinistra. Quando você pressiona seu parceiro ou a si mesmo por um SUV de R$ 180 mil ou por uma casa financiada em 30 anos, você não está comprando "segurança" ou "conquista", você está assinando um contrato de servidão.
Mas aqui está a verdade nua e crua: quem precisa de um objeto para provar valor, não tem valor próprio consolidado.

O sistema financeiro ama a sua carência por validação social e enquanto você exibe a chave do carro ou a escritura da casa nas redes sociais, o banco dorme tranquilo, pois ele sabe que você vendeu as próximas décadas da sua vida para sustentar o lucro dele.

A matemática cruel: Você está "Alugando Dinheiro"

Entenda de uma vez por todas: o banco não vende carros nem casas, ele vende tempo!
No carro, Você paga R$ 260 mil por um bem de R$ 180 mil. Perde R$ 80 mil em juros e ainda vê o bem derreter em desvalorização.
Na casa de R$ 500 mil, ao financiar 400 mil em 30 anos, sua parcela inicial de R$ 4.000 é composta por quase R$ 3.000 de juros e apenas R$ 1.000 de amortização. Você não é dono da casa; você está alugando o dinheiro do banco para morar nela.

O Brasil é estruturalmente inflacionado, o Estado gasta o que não tem e empurra a conta para você através de juros altos (Selic). O financiamento imobiliário esconde um veneno chamado TR (Taxa Referencial) e ela pode até parecer inofensiva agora, mas quando a inflação acorda, a TR dispara e o seu saldo devedor cresce em silêncio, mesmo que você pague as parcelas em dia. É um mecanismo desenhado para proteger o banco, nunca você!

Preferência temporal: A diferença entre ser Vítima e ser Soberano

A preferência temporal alta, do desejo infantil de ter o prazer agora e empurrar a dor para o futuro, é a marca da fragilidade.
A vítima elegante quer o SUV e a casa própria hoje, custe o que custar, e termina a década "bem vestida", mas com patrimônio líquido zero e dependente de um emprego, que muitas vezes ela detesta, para pagar boletos que nunca acabam.
Já o soberano entende que liquidez vem antes de posse e sacrifica o status imediato, investe seu dinheiro e deixa o tempo trabalhar para ele.
O contraste dói, pois enquanto a vítima queima R$ dezenas de milhares de reais em juros, o soberano investe esse valor e vê, em 20 anos, ele se transformar em centenas de milhares. Enquanto a vítima deve ao banco por 30 anos, o soberano acumula ativos que geram renda mensal para pagar o seu estilo de vida futuro, com tranquilidade.

INSS e o Estado Pai

Muitas pessoas no Brasil pressionam seus cônjuge por esses "ativos" de tijolo ou metal porque acreditam que o governo cuidará delas no futuro. Mas entenda, o INSS é um sistema de repartição frágil, esse dinheiro que você paga todo mês não é como uma poupança que vai garantir seu futuro, mas sim uma espécie de "pirâmide legalizada", que depende de jovens que não estão nascendo para pagar idosos que vivem cada vez mais.
Esperar proteção do Estado para te garantir um contrato de 30 anos é aceitar um risco absurdo e assumir um empobrecimento programado. A única segurança real vem de ativos que geram renda recorrente (dividendos, juros reais, aluguéis de fundos imobiliários), não de paredes que consomem manutenção e impostos.

Pare de ser o sabotador do fluxo de caixa da sua família. A fragilidade financeira é uma escolha mental e se você quer ser verdadeiramente respeitado e sentir-se seguro, você precisa de soberania financeira, não de aparência!
A dica é clara: Corte a Vaidade!

Se o carro ou a casa exigem um financiamento que sequestra seu futuro, você não pode comprá-los. Ponto final!
Fuja dos juros compostos negativos, parando de pagar juros para os bancos e começando a recebê-los. Domine o seu fluxo de caixa e transforme o valor da "parcela dos sonhos" em aporte mensal em investimentos reais.

O sistema foi desenhado para te manter como um "pagador perfeito e um pobre perfeito". A decisão de sair da estatística e se alistar no exército dos soberanos é apenas sua. Escolha o desconforto da disciplina hoje, ou o desespero da dependência amanhã.

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