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Não dá para ser feliz nas prisões

por Conceição Trucom
Não dá para ser feliz nas prisões
Publicado dia 08/10/2004 12:28:21 em Corpo e Mente

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Faz um tempo, tive que pegar o metrô na estação da Sé (central) de São Paulo em plena hora do “rush”.
Quando cheguei à minha plataforma tinha um trem estacionado, mas como estava muito cheio, decidi ficar como primeira da fila para pegar o trem seguinte.
Entretanto, ele não saia da estação, e logo entendi o porquê, já que o alto-falante anunciou que um trem estacionado na outra estação estava parado e com problemas, portanto (segundo anunciavam) teríamos que aguardar (5 minutos) o conserto deste trem para que o fluxo se normalizasse.

Eu segui aguardando do lado de fora do trem (na plataforma) a tal solução. Enquanto isso, todas as pessoas que chegavam (aos montes) na estação, decidiam entrar neste trem que já estava, na minha concepção de conforto e dignidade, absolutamente lotado.
Magicamente, as pessoas iam entrando e se acomodando (se apertando/enlatando), e sempre conseguiam entrar mais e mais pessoas.
A cena começou a ficar hilária e ao mesmo tempo alarmante.
O alto-falante seguia pedindo calma e mais 5 e 5 e 5 minutos para regularização. A estação foi fechada, mas o trem não partia.
Os vagões estavam absolutamente LOTADOS e mais pessoas entravam.
O estresse e a irritação das pessoas eram evidentes, e comecei a sentir um pouco de medo de que algum ato de vandalismo ou rebelião acontecesse.

Chegou um momento que me fiz as seguintes perguntas: Por que isto está acontecendo comigo? O que tenho que aprender com isso? Por que estou aqui neste exato momento?
No mesmo instante me veio aquele bom humor que me é peculiar e comecei a buscar o lado positivo desta experiência. E assim, no momento seguinte me veio a informação de que estava visualizando um intestino grosso (IG) GIGANTESCO em pleno processo de “prisão de ventre”.
Movimento peristáltico ZERO, portanto saída ou fluxo de excretos impossível de acontecer.
Entretanto, a entrada de alimentos e a formação de mais excretos seguia incessante.
Todos os presentes nos vagões (IG), que estava absolutamente LOTADO, estavam transpirando, irritados, mau-humorados, ansiosos e descontentes, ou seja, INFELIZES.
Comecei a rir e ao mesmo tempo chorar por dentro. Que cena triste, infeliz e mais que isso, assustadora.
Reconheci estarrecida: Não dá para ser feliz diante desta situação. Ao contrário, a irritação e raiva são inevitáveis.

Mas, ao mesmo tempo me pergunto: as pessoas que vivem este tipo de evento com os seus corpos físicos têm noção de toda a extensão desta prisão?
Ficar mal-humorado, ansioso, irritado resolve tal dificuldade?
Desejar que o vagão ande sem consertar o que está realmente com problemas resolve? Ou seja, tomar um laxante ou um torpedo desentupidor resolve?

Metafisicamente esta pessoa (o dono do IG preso) está travando (bloqueando) algo (normalmente 'algos') não permitindo o fluir, a flexibilização, a entrada do novo, a leveza. Ela decidiu travar, prender, aprisionar.
Uma prova disso é que quando pergunto: Você se dá o direito de acordar 1 hora mais cedo para caminhar e mobilizar a energia física e dos líquidos corporais?
Se permite estar no troninho com calma, massageando (fazendo carinho) no abdômen?
Tem calma para conversar com o seu corpo, para dar tempo dele recomeçar (normalizar/retomar) o seu movimento natural?
Você se permite tomar sucos em jejum que tragam a cumplicidade para os seus órgãos excretores eliminarem seus excretos, escudos, contenções e prisões?
Você gosta de receber o novo com disposição e alegria?
Não sobra espaço né?
Mas estas decisões precisam acontecer. Milagres não existem.

Pois é, TEMPO DE DECIDIR.
Não dá para ser feliz nas prisões.
Não dá para crescer sem deixar sair o velho.
Não dá para crescer sem deixar fluir a vida, os vagões.
É fundamental dar espaços amplos para a chegada e entrada do novo.

E tem pessoas para as quais os trens até fluem, mas sempre com atrasos, em horários irregulares, com mau-cheiro, sempre lotados, com muita gente embarcando e pouca desembarcando.

É, algo está errado.
Algo de novo tem que acontecer.

O que podemos entender como NOVO?
São hábitos, alimentos saudáveis (crus, frescos, ricos em água, fibras, vitalidade), horários, amigos, desafios, relacionamentos, viagens, mudanças, livros, cursos, caminhos, cheiros, toques (receber e dar), ares, enfim...

Viva a liberdade de fluir!


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Sobre o autor
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Conceição Trucom é química, cientista e escritora sobre Alimentação Baseada em Plantas, considerada como Alimentação do Futuro: vitalizante e regenerativa.
Portal: www.docelimao.com.br
Email: [email protected]
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