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Apego

por Elisabeth Cavalcante
Publicado dia 02/10/2008 17:32:49 em Espiritualidade

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Todas as vezes que ouço a expressão “não posso viver sem essa pessoa”, sinto uma profunda compaixão. Quem coloca a própria sobrevivência nas mãos de outro ser está com sérios problemas. Esta é uma das maiores ilusões que o ego nos proporciona: faz-nos acreditar que nossa única chance de felicidade se encontra nas mãos do outro.

Geralmente, é entre as pessoas mais jovens e imaturas, onde a instabilidade emocional está muito presente, que esta dependência mais se manifesta. O apego passa a ser, então, fonte de grande sofrimento e ansiedade.

Todos nós vivenciamos a dependência de outro para garantir nosso conforto.
No inicio de nossa vida, a memória que temos de alimento, calor e aconchego, tem sempre uma fonte exterior a nós. E o sentimento de alegria, prazer e preenchimento que sentimos nestes momentos, acaba por ficar fortemente associado a esta fonte externa.

Não é de admirar que passemos então a esperar que o outro preencha todas as nossas carências e necessidades afetivas. É claro que uma parceria harmoniosa torna a existência muito mais leve e nos ajuda a encarar os problemas com outra disposição. Entretanto, não faz desaparecer milagrosamente os desafios inerentes à vida.

Enfrentá-los com equilíbrio e serenidade depende fundamentalmente de nossa força interior. Ela é que nos dá suporte para manter intacta nossa capacidade de sentir prazer e usufruir a vida, estejamos sozinhos ou em um relacionamento.

Quanto mais conectados nos mantivermos com nossa essência divina, mais serenamente superaremos a experiência da perda, e seremos capazes de redescobrir em nós a chama da alegria.

Você tem amor dentro de você?
“Quando você começa a se relacionar com seres humanos, você tem que levar em consideração que seres humanos não são coisas, são consciências. Você não pode dominá-los - embora quase todo mundo esteja tentando fazer isso e, dessa forma, estragando toda a vida do outro.
No momento em que você domina um ser humano, você está criando um inimigo, porque esse ser humano também quer dominar. Você pode chamar isso de amor, pode chamar de amizade, mas por trás da cortina de amizade, amor e fraternidade há um profundo desejo de poder. Você quer dominar, você não quer ser dominado.
...Amar um ser humano não é uma coisa fácil. O caso de amor é a coisa mais difícil do mundo pela simples razão de que duas consciências, dois seres vivos, não podem tolerar qualquer tipo de escravidão.
Porque no momento em que você começa a mostrar o seu amor, o outro começa a entrar numa viagem de poder. Ele sabe que você é dependente dele ou dela. Você pode ser escravizado - psicologicamente, espiritualmente - e ninguém quer ser um escravo. Mas todos os seus relacionamentos humanos acabam virando uma escravidão.
Todo ser humano tem um direito de nascimento de não ser dominado por ninguém - mas também um dever de nascimento de não tentar dominar ninguém. E só assim a amizade pode florescer.
O amor precisa de uma clareza de visão.
O amor precisa de uma limpeza de todas as espécies de coisas feias que estão em sua mente - ciúme, raiva, desejo de dominar.
.....Pintar belos quadros, criar poesias, esculturas, música, dança - isso está nas suas mãos. Mas quando você entra em contato com um ser humano, você tem que compreender que, do outro lado, está presente o mesmo tipo de consciência. Você tem que ter respeito e dar dignidade à pessoa que você ama . Esta é a razão de você não poder se relacionar com seres humanos.
Esqueça tudo sobre os seres humanos e sobre amor - simplesmente medite. Isso irá liberar, em você, o insight, a visão, a claridade, a energia para compartilhar.
Amor é um outro nome de compartilhar sua energia abundante. Você tem demais, está carregado dela. Você gostaria de compartilhá-la com as pessoas de quem você gosta.
Seu amor - o que você chama de amor - não é um compartilhar, é um esforço para obter algo. Todo mundo está tentando obter mais amor. A esposa diz: “Você não me ama o bastante!”. O marido diz: “Parece que você não me ama!”.

.....Você terá de mudar o significado de amor. Amor não é algo que você tenta ganhar do outro. E essa tem sido toda a história do amor - todo mundo está tentando ganhar amor do outro, tanto quanto possível. Ambos estão tentando ganhar e, naturalmente, ninguém está ganhando nada.
O amor não é algo a ser obtido.
Amor é algo a ser dado.
Mas você só pode dar quando você o tem.
Você tem amor dentro de você? Você já se fez essa pergunta?
Quando sentado em silêncio, você já observou? Você tem alguma energia de amor para dar?
....Ambos fantasiam, fingindo que vão dar ao outro o próprio paraíso. Ambos estão tentando convencer o outro que “Quando você se casar comigo, as mil e uma noites da Arábia ficarão esquecidas - nossas noites, nossos dias serão todos dourados.”
Mas você não sabe que não tem nada a dar. Todas essas coisas que você está dizendo estão relacionadas ao que você quer ganhar. E o outro está fazendo o mesmo. Uma vez casados, então virão os problemas, porque ambos estão esperando as mil e uma noites e nem mesmo uma noite indiana está acontecendo!
Então vem uma raiva, uma fúria que, pouco a pouco, se torna venenosa.
O amor se transformando em ódio é um fenômeno muito simples, porque todo mundo se sente traído.
O relacionamento humano precisa de compreensão.
Minha sugestão é: medite. Torne-se mais e mais silencioso, calmo, tranqüilo. Deixe uma serenidade surgir em você.
Isso lhe ajudará de mil e uma maneiras, não apenas no amor.”


OSHO, Sermons in Stones, # 27


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Sobre o autor
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Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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