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Nutrição


A nutrição é a necessidade essencial do ser humano. Quando pequenos, indefesos e totalmente dependentes do outro para garantir nossa vida, o alimento nos chega como algo mágico, que traz não apenas o alívio da sensação de desconforto gerada pela fome, mas também um sentimento de paz que, embora ainda não saibamos decodificar, ficará irremediavelmente marcado em nosso psiquismo.

Nesta fase da vida, o aleitamento é um momento especial, quando os laços entre mãe e filho se fortalecem ainda mais e a ligação psicológica entre alimento e amor se estabelece de forma definitiva. Embora mais tarde sejamos capazes de alcançar a comida por nossa própria iniciativa, este elo entre a nutrição física e a emocional se manterá.

Aqueles que não receberam a nutrição emocional adequada, seguirão pela vida mantendo com o alimento uma relação ambígua, onde a moderação é substituída pela compulsão e o prazer, pela culpa, pois tenderão a buscar na comida aquela felicidade primitiva que experimentaram em seus primeiros dias de vida.

Muitas gerações tiveram o privilégio de serem nutridos somente pelos alimentos preparados por suas mães e avós, que se dedicavam a esta tarefa com entusiasmo e amor, e viam no papel de nutridoras - físicas e emocionais - de seus filhos, o principal sentido da vida.

Mas os tempos mudaram, as mulheres passaram a almejar outros objetivos, e o desafio de criar filhos e ter uma atividade profissional fez com que se tornasse necessário ir em busca de soluções práticas e, principalmente rápidas, para alimentar a prole.

Os alimentos industrializados assumiram um papel preponderante em nossa alimentação e não se pode negar que eles facilitam a vida. Entretanto, muitos acabam perdendo momentos preciosos de convivência e troca afetiva ao abandonarmos velhos hábitos como as refeições compartilhadas e até mesmo o preparo dos alimentos feito em família.

A comida é nutrição física e emocional e, não por acaso, uma das formas mais prazerosas de convívio com as pessoas que amamos se dá ao redor de uma mesa, onde compartilhamos o prazer de uma refeição saborosa.

Como arma para conquistar um amor, como presente de aniversário para alguém que desejamos homenagear ou como uma desculpa para reunirmos amigos queridos, a comida pode ser sempre motivo de alegria. Quanto mais colocarmos nossa energia pessoal e nosso talento na preparação de uma refeição, maior será o prazer que ela irá proporcionar àquele para quem a oferecermos.

“A arte de comer bem

Se você está sentado à mesa e comendo, e você come restritamente, e sua fome permanece, então você continuará a pensar sobre comida o dia inteiro. Você pode tentar jejuar e você verá: você continuamente pensará sobre comida. Mas se você comer bem... E quando eu digo comer bem, não quero dizer apenas que você tenha enchido seu estômago – isso não quer dizer necessariamente que você tenha comido bem. Você pode ter ser se recheado. Mas comer bem é uma arte. Não é apenas encher o estômago. É uma grande arte: saborear a comida, sentir os aromas da comida, tocar a comida, mastigar a comida, digerir a comida, e digeri-la como alguma coisa divina. Ela é divina; é um presente do divino.

Os hindus dizem: Anam Brahma, a comida é divina. Assim, com profundo respeito você come, e enquanto estiver comendo, esqueça-se de tudo, porque isso é uma prece. Uma prece existencial. Você está comendo o divino e o divino irá lhe dar o nutrimento. É um presente a ser aceito com profundo amor e gratidão. E não empanturre o corpo, porque empanturrar o corpo é ser anti-corpo. É o outro pólo. Há pessoas que têm obsessão por jejum, e há pessoas que têm obsessão em se empanturrar. Ambos estão errados, porque nos dois casos o corpo perde o equilíbrio.

Um verdadeiro amante do corpo come somente até o ponto onde o corpo se sente perfeitamente calmo, equilibrado, tranqüilo; onde o corpo não se sente nem inclinando-se para a direita nem inclinando-se para a esquerda, mas exatamente no meio. É uma arte, compreender a linguagem do corpo, compreender a linguagem do seu estômago, compreender o que é necessário, dar somente aquilo que é necessário, e dar de uma maneira artística, de uma forma estética.

Os animais comem, o homem come. Então qual é a diferença? O homem faz do ato de comer uma grande experiência estética. Qual é o sentido de se ter uma bela mesa de jantar? Qual o sentido de se ter velas acesas à mesa? Qual é o sentido de se convidar amigos para virem participar? É fazer daquilo uma arte, não apenas um enchimento do estômago. Mas esses são sinais externos da arte; os sinais internos se referem à compreensão da linguagem do seu corpo: ouvi-lo, ser sensível às suas necessidades. E então você come e, então, o dia todo, de modo algum, você se lembrará de comida. Somente quando o corpo estiver com fome novamente, a lembrança virá. Então ela é natural”.

Osho, The Beloved.



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Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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