auravide auravide

O Deus real e a imagem de Deus


Capitulo 4

Nesta semana temos Maria Guida fazendo um breve resumo deste belíssimo Capitulo do livro e colocando também um texto precioso que ilustra de forma pessoal e profunda sobre como a percepção de Deus se fez presente de varias formas em sua vida.

Elisabete Cavalcante, somente a um click de distância, também comenta com sabedoria e suavidade este fundamental trecho do livro.

Florais, com Thais Accioly e sua Fórmula de essências florais para Expandir a compreensão sobre Deus, Meditação com as lindas mandalas e o texto para nossa focalização de Rúbia Americano Dantés e o exercício inspirado de Imagens Mentais de Izabel Telles (Fiz e o resultado foi muito especial), completam este encontro virtual desta semana que abraça com carinho todos os participantes espalhados pelo Planeta.

(V. também está convidado a participar desse Grupo. Clique aqui e adquira o livro: “O Caminho da Autotransformação”, de Eva Pierrakos, da Ed. Cultrix.)

Sobre o conteúdo do Capitulo:

Maria Guida

O falso conceito de Deus é reflexo de um conflito com a autoridade.

Compreendido como autoridade suprema, Deus pode ser interpretado como um ser extremamente severo, ou exageradamente condescendente, dependendo essa interpretação da forma como cada um de nós se relaciona com os diversos representantes da autoridade, desde a mais tenra infância.

Analisando nossas reações emocionais, temores e expectativas relacionadas com aqueles que representam a autoridade em nossa vida, podemos descobrir o que sentimos e não o que pensamos a respeito de Deus.

Depois que descobrimos como e porque a imagem que fazemos de Deus está confundida com a autoridade, podemos finalmente perceber e aceitar que Deus não é bom ou mau, justo ou injusto, pessoal ou impessoal, severo ou condescendente, porque não está sujeito à dualidade.

Deus simplesmente é. Suas leis são as leis da existência. Não para nossa satisfação, mas para criar e manter, através de nós, um universo inteiro em constante evolução.

- - - | | - - -


Deus... Meu Deus!

Naquela tarde de Maio, entrei na Igreja da Candelária disposta a acertar as contas com Ele.

Fazia quase três meses que me encontrava numa crise de fé horrível, carregando comigo o peso enorme de dar aulas de religião para crianças e adolescentes, afirmando coisas sobre as quais eu já não tinha nenhuma certeza.

Entrei na igreja realizando todo o respeitoso ritual de sempre. Caminhei para a frente do altar, fazendo o sinal da cruz e a habitual genuflexão. Mas não me ajoelhei, diante do santíssimo, como de costume.

Fiquei de pé, olhei diretamente para a luz vermelha que sinaliza a presença de Jesus na hóstia consagrada. Mentalizando o Deus-Impessoal-Todo-Luz que eu já me acostumara a invocar, falei:

Estou aqui, porque, não dá mais para ficar do jeito que está. Vivo como se tivesse fé, e já não tenho. Vejo miséria humana em toda parte, e não entendo porque tem que ser assim. Estou confusa, e minha vida não reflete essa confusão interior. Não posso mais continuar a fingir. Tenho que abandonar tudo. Estou aqui para dizer que não pretendo mais me torturar com dúvidas. Para mim, se você existe ou não, é problema seu. Vou seguir a minha vida, e se você quiser que eu esteja a seu lado, tem que me provar que existe.

Assustada com o tom e a intensidade de minhas palavras, virei as costas, saí da igreja, e fiz exatamente o que havia prometido.

Rompi com a vocação religiosa, abandonei o curso de teologia, a catequese no morro do Borél, a militância cristã.

Comecei a trabalhar como auxiliar de contabilidade numa empresa de engenharia, casei-me, tive um filho, me separei.

Cinco anos depois, estava em São Paulo, totalmente afastada de qualquer prática espiritual. Drogas, alcoolismo, promiscuidade e loucura, me rondavam de perto. O fio tênue de uma sólida formação era minha única defesa.

De vez em quando, nos momentos de crise, me lembrava D´Ele, e da nossa última conversa.

Mas meu orgulho, e aquilo que o I-Ching chama de insensatez juvenil, me impediam de retroceder sobre meus próprios passos, admitir que sentia falta, e finalmente voltar.

Um dia, a conselho de uma amiga, por curiosidade, e para resolver um problema de relacionamento, fui até um centro de Umbanda. Na longa fila, entre tantos aflitos, aguardando a minha vez, lembrei-me da conversa que tive com Deus, na Candelária.

Vinte e cinco anos de vida passaram diante de mim como num filme em tecnicolor.

E, quando finalmente, um caboclo me atendeu, apenas olhou fundo nos meus olhos, e me disse: “Filha, até que enfim você voltou. Você está triste e cansada, não é? Então chora. Pode chorar”.

Com a cabeça no ombro de Pena Branca chorei sem parar por um tempo que me pareceu enorme. Reconheci nele um emissário da Luz que vibra e trabalha na densidade da miséria humana, guiando almas, que, como eu, haviam se perdido, e já não sabiam como retomar o caminho.

Ele prometeu que me ajudaria.
Aconselhou-me a voltar a rezar.
Ensinou-me a purificar minha casa e minha vida.
Revelou-me que eu era sensitiva, mas que meu lugar não era na Umbanda.
Falou-me que, meus mestres eram outros, e que, em breve, estariam comigo.

Durante oito quartas-feiras, voltei ao centro, para falar com Pena Branca. Nesses encontros conversamos sobre a retomada da busca espiritual. Quando encerrei o tratamento, tinha certeza de que estava novamente em contato com o Deus que existia em meu interior, consciente de sua inconfundível presença.

Sabia que Ele me amava, que Ele nunca havia me abandonado, mesmo quando eu virara tão resolutamente as costas para Ele. Porque Ele estava, sempre esteve, ali, em algum lugar, dentro de mim.

Na dimensão da vida espiritual, eu não passava de uma criança birrenta, que finalmente tinha caído em si.

Ainda havia um longo caminho a percorrer. Mas, um passo a mais havia sido dado.

Como tantos outros, que foram, e ainda serão necessários, para alcançar o autoconhecimento e a divina compreensão.

Maria Guida – Colaboradora do Vidanova.

- Formula de Florais do Cap. 04
Veja clicando aqui o artigo e a Formula Floral sugerida por Thais Accioly



- A meditação sugerida por Rúbia Americano Dantés para o Cap. 4:
"Deus que está em mim, me faz ver que sou parte da Imensa Sinfonia Cósmica onde Somos Todos Um". Para Meditar sobre essa frase, clique aqui



- Exercício de Imagens Mentais do Cap. 04

O Deus real

Sente num ambiente calmo e tranqüilo. Os pés devem estar firmes no chão, as mãos colocadas sobre as pernas e os olhos fechados do começo ao fim. Antes é preciso respirar até conseguir um estado de tranqüilidade e depois desta tranqüilização leve sua atenção para a intenção deste exercício:

Busque a Imagem de Deus dentro de sua mente.
Acolha esta imagem e seja acolhido(a) por ela e saiba que Deus é.

E sentindo Ele sempre com Você, por Você e se manifestando através de Você...
Respire e abra os olhos

Izabel Telles


- Veja também o artigo de Elisabete Cavalcante sobre o Cap. 4


estamos online   Facebook   E-mail   Whatsapp

Gostou?   Sim   Não  
starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 1


guida
Maria Guida é
colaboradora do Site
desde 2002.

Visite o Site do Autor

Saiba mais sobre você!
Descubra sobre Espiritualidade clicando aqui.


Veja também

As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.


 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2022 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa