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Unidade e Dualidade


Capitulo 5

Este capitulo é seguramente, deste precioso livro, o que mais se aproxima do famoso “Somos Todos UM” que é nosso brasão, nosso logotipo.
Mostra o caminho da busca da Unidade com o Todo e com todos, mesmo que a nossa mente consciente, no atual estado de evolução, ainda possa muito facilmente nos deixar cair no julgamento, na critica, na seleção de algo como melhor ou superior, sem perceber o esplendor da diversidade, das cores e dos tons infinitos com os quais a Natureza nos brinda.

A busca desta consciência superior que esclarece e finalmente unifica é o tema deste capitulo iluminado e imperdível.

Veja a seguir a interpretação do capítulo 5 por Maria Guida.

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Gostaria muito de poder dizer a todos os que me lêem que já consegui compreender e vencer o desafio da dualidade.

Mas, infelizmente, como todos os que vivem neste planeta, estou mergulhada na matéria, e descobri que uma das conseqüências de estar encarnada é conviver com essa desconcertante tendência de dividir tudo o que é uno em dois opostos.

O mais interessante, e digo interessante porque é algo que dá para entender intelectualmente, mas quase nunca aplicar no dia a dia, é que esses opostos em que costumamos ver dividida toda unidade, nem sempre precisam ser conflitantes.

Acho que um truque para conviver com a dualidade é aceitar os opostos como cores que os sentimentos assumem, quando em contato com essa ou aquela realidade.

A energia-sentimento funciona como um desses galinhos que mudam de cor de acordo com o clima. Ficam azuis quando o clima está seco e cor de rosa quando vai chover, ou vice-versa.

Nosso sentimento é assim. Se estamos num ambiente hostil, nossa energia fica cinza-azulada de medo. Quando somos acolhidos, a mesma energia ganha o tom rosa-alaranjado da autoconfiança.

O mais perto que consegui chegar nas tentativas que fiz de colocar em prática essa teoria, me levaram ao que eu chamo de vislumbres de eternidade, e vieram sempre depois de um confronto violento com alguém.

Toda vez em que entro em confronto direto com alguém, saio desse confronto muito machucada. E penso que com o outro, acontece o mesmo. Sempre. Porque nesses embates não há vencedores, mesmo quando pensamos que levamos a melhor.

Toda vez que isso me acontece, procuro me acalmar e buscar o contato com a divindade. Recorro a algum tipo de prática de perdão, utilizo as cores para me harmonizar, e, se não consigo me livrar da raiva e da culpa, recito alguns mantras ou orações, buscando purificar minhas emoções.

O fato é que, nos últimos anos, quando isso acontece, quando finalmente consigo voltar ao meu eixo, entro num estado em que é possível ver a mim e ao outro com certa imparcialidade. Aceito que ambos somos responsáveis pelo que aconteceu. Nesse estado, sou capaz de entender, porque o outro agiu como agiu e disse o que disse. Posso me ver como agressora, posso entender porque fui dura, mesquinha, cruel, desleal e covarde. Posso enxergar o outro e a mim mesma, como lutadores que atacam para se defender. Percebo a inutilidade da luta: sua falta de sentido.

Nesses momentos, recordando o incidente, sou capaz de reconhecer em que ponto do confronto transgredi minhas próprias leis interiores. Muitas vezes, posso até mesmo ver claramente o que deveria ter feito para solucionar a questão sem embate.

Freqüentemente, enquanto tudo isso acontece, uma enorme compreensão me invade. Tenho vontade de procurar o outro e lhe pedir perdão. Desejo sinceramente que ele fique bem, que encontre a paz. Posso ver a nós dois com nossas imperfeições humanas e não menos dignos de amor. Ao ver-nos dessa forma, transformados nesses seres ameaçadores, violentos e destrutivos, posso identificar nossos medos, inseguranças e carências. Freqüentemente são os mesmos... E mesmo quando são diferentes, passíveis de aceitação.

Eu não sei se isso que acontece comigo quando eu me firo na luta com meus semelhantes é ou não um avanço na compreensão da dualidade.

Só sei que quando estou nesse estado reconheço-me semelhante aos meus opositores, e isso me faz estranhamente livre, leve e em paz.

Nessa perspectiva rara, não há divisão.

Vejo-me muitas vezes pensando que tudo seria mais fácil se eu conseguisse manter essa percepção em tempo integral.

Mas, via de regra ela vai se esvaindo lentamente. Permanece apenas o suficiente para que eu consiga perdoar-me e ao meu antagonista, formular o firme propósito de agir de forma mais amorosa em nosso próximo encontro, e até sentir-me grata a ele pela oportunidade que me deu de entrar em contato com essa refrescante, revigorante sensação.

Afinal, se não houvéssemos brigado...

Estou relatando essas impressões e sentimentos, porque experimentado-os pressinto que a sensação de unidade está de alguma forma nela contida.

Ela faz do universo inteiro uma única e mesma coisa, e nos coloca dentro disso, incluídos, participantes e integrados.

Felizes, e finalmente conscientes de que Somos Todos UM.

Maria Guida

- Formula de Florais do Cap. 5
Veja clicando aqui o artigo e a Formula Floral sugerida por Thais Accioly



- A meditação sugerida por Rúbia Americano Dantés para o Cap. 5:
"Na experiência do Todo a ilusão da dualidade se desfaz em Luz".
Para Meditar sobre essa frase, clique aqui




- Exercício de Imagens Mentais do Cap. 05:

Sente num ambiente calmo e tranqüilo. Os pés devem estar firmes no chão, as mãos colocadas sobre as pernas e os olhos fechados do começo ao fim.
Imagine você sem uma parte de seu corpo.
Experimente este e desequilíbrio e saiba que muitas vezes você causa este desequilíbrio no Universo quando julga, condena ou separa.

Respire uma vez, e veja-se com o corpo completo novamente. UM TODO. COM TODOS.

Respire e abra os olhos.

Izabel Telles


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