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O medo do novo

por Elisabeth Cavalcante
Publicado dia 14/02/2008 18:16:58 em Espiritualidade

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Por que será que tudo o que é novo, não habitual, diferente daquilo com o que estamos acostumados, nos causa tanto medo?
Sempre que somos levados a enfrentar uma mudança em nosso padrão de vida, nos vemos tomados por um temor de que algo de ruim venha suceder.
Provavelmente isto acontece porque fomos sempre ensinados a procurar por segurança, por situações em que nos sintamos confortáveis e acomodados.

Embora a existência seja feita de mudanças - e para constatarmos isto basta observar o fluxo ininterrupto de mutações que a natureza nos revela cotidianamente -, nós, seres humanos, insistimos em construir uma vida estável, onde nada nos surpreenda, ou nos faça sentir a ansiedade diante do desconhecido.

É natural e compreensível que uma situação ainda não experimentada nos mobilize internamente, mas isto não deveria ser necessariamente ruim e sim uma oportunidade de testarmos nossa capacidade de responder a ela de forma criativa e original.

O problema é que desejamos ter respostas prontas para todas as ocasiões e acreditamos ser possível possuir uma receita que nos dê a garantia de que nos sairemos bem em qualquer circunstância.
Este é um condicionamento comum à maior parte da humanidade, por isto, uma lição essencial que os mestres costumam transmitir aos seus discípulos é que eles devem aprender a lidar com a vida com a inocência e o deslumbramento de uma criança.

Cada novo desafio deve ser enfrentado com a disposição interior de que se encontrará o caminho mais acertado. Isto exige uma mudança em nosso padrão usual de reação, que deve passar do medo e da negatividade, para o otimismo e a confiança.

Seguir o próprio coração é essencial, pois ele é sempre o melhor conselheiro quando as crenças negativas insistem em nos paralisar. Acreditar em nossa capacidade de vencer as dificuldades e obstáculos é o único meio de avançarmos em direção ao novo sem qualquer receio.

...“Você já viu uma criança correndo no mar? Tão estimulada! Em tamanha euforia! Colecionando conchas e pedras coloridas. Você já viu uma criança correndo num jardim para apanhar uma borboleta? Você nunca correrá daquele modo mesmo se Deus estiver lá; você não correrá daquela maneira. Você não estará tão enlevado mesmo se Deus estiver lá. Você se moverá como um cavalheiro. Você não se apressará, você não será louco. Você sempre manterá suas maneiras; você sempre mostrará que é maduro, que você não é uma criança.

E Jesus disse: ‘Somente aqueles que são como crianças, estarão prontos para entrar no meu Reino de Deus’ – somente aqueles que são como crianças, somente aqueles que ainda são capazes de maravilhar-se. Maravilhar-se é o grande tesouro da vida. Uma vez que você perca a capacidade de maravilhar-se, você terá perdido sua vida – então você se arrasta, mas não terá uma vida longa. E conhecimento mata o maravilhar-se.

Este é um dos mais difíceis problemas que a mente moderna está enfrentando, porque o conhecimento tem se acumulado mais e mais a cada dia... Portanto a religião tem desaparecido – porque religião pode existir somente com o maravilhar-se, com olhos repletos de maravilha; olhos que não conhecem, mas estão prontos para correr em alguma direção para ver o que há lá; olhos inocentes, corações virgens. Então se lembre de permanecer capaz de maravilhar-se como uma criança.

A ciência se desenvolve a partir da dúvida. A religião cresce a partir do mistério. Entre as duas está a filosofia. Ela ainda não se decidiu – segue suspensa entre a dúvida e o mistério. Algumas vezes o filósofo duvida e outras vezes ele se extasia. Ele está justamente no meio. Se ele duvidar demais, aos poucos ele se torna um cientista. Se extasiar-se demais, aos poucos se torna religioso.
Por esta razão é que a filosofia está desaparecendo do mundo – porque noventa e nove por cento dos filósofos se tornam cientistas. E... grandes mentes, grandes intelectos penetradores, têm se tornado religiosos.A Filosofia está quase perdendo sua base...

Se você se torna cético demais, você se torna cientista. Se você se torna excessivamente como uma criança, você se torna religioso. A ciência existe com a dúvida. Religião existe com o mistério. Se você quer ser religioso então crie mais mistérios, descubra mais mistérios. Permita que seus olhos sejam mais preenchidos por maravilhas do que por qualquer outra coisa. Seja surpreendido por tudo que está acontecendo.

...Apenas ser é tão miraculoso, apenas respirar é tão miraculoso. Apenas respirar e apenas ser – nada mais é necessário para uma pessoa religiosa. Estar preenchido pelo mistério. E quando alguém está preenchido pelo mistério, o louvor desperta, e o louvor é uma prece. Quando você vê esta maravilhosa existência, você começa a louvá-la. No seu louvor, a prece surge. Você diz: ‘Sagrado, sagrado, sagrado’. É sagrado. É tão belo e tão sagrado”.

OSHO - A Sudden Clash of Thunder.


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Sobre o autor
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Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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