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Responsabilidade

por Elisabeth Cavalcante
Publicado dia 31/12/2008 00:48:19 em Espiritualidade

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Lembro-me perfeitamente quando, aos vinte anos, em meu primeiro processo terapêutico, o psicólogo me disse que eu era a única responsável por meu sofrimento. Foi um verdadeiro choque, e eu senti muita raiva dele naquele momento.

Afinal, eu vivia tão confortável em meu papel de vítima, acostumada a culpar meu pai por todos os problemas que me afligiam, e aquela frase fez desmoronar toda a crença que eu havia construído em minha mente a respeito dos motivos pelos quais eu me sentia infeliz.

Mas, como a verdade, por mais dura e insuportável que nos pareça a princípio, é sempre a melhor das alternativas, depois de muita reflexão, terminei por concluir que, de fato, naquele momento, eu era a única pessoa que poderia fazer algo por mim.

É claro que minha história de vida havia determinado a maneira como eu me sentia, porém, ficar ruminando o passado de nada adiantava para libertar-me das conseqüências que ele criara em mim. Ao tomar consciência deste fato, aquilo que a princípio me pareceu terrível, tornou-se, de repente, extremamente libertador, visto que eu não dependia mais de ninguém para alcançar a paz interior que tanto buscava.

O ego reage negativamente quando se trata de assumir a responsabilidade por nosso sofrimento, porque ele sempre tenta encontrar razões e culpas no mundo exterior. Colocar a fonte de nossa miséria em nossos pais, na sociedade, ou qualquer outro lugar, nos impede de perceber que podemos, sim, construir um novo estado de ser, apesar de tudo o que aconteça ao nosso redor.

Neste momento, em que um novo ano acabou de iniciar, gostaria de reafirmar a todos aqueles que estejam de alguma forma presos a um estado de sofrimento interior, que a mudança é sempre possível.

Ainda que ela não seja fácil, e nunca é, se nos mantivermos firmes no propósito de deixar vir à tona nossa verdadeira essência, nenhum obstáculo no mundo poderá impedir que este florescimento aconteça.

... A revolução é possível através da responsabilidade, da responsabilidade individual. Você pode se transmutar, pode abandonar esses velhos padrões. Eles não são o seu destino, mas se você os aceitar como o seu destino, eles se tornam o seu destino. É tudo uma questão de apoiá-los ou não.

E não estou dizendo que os pais ou a sociedade não fizeram algo a você, lembre-se. A sociedade, os pais, a educação e os sacerdotes fizeram muito. Mas ainda assim, a chave suprema está em suas mãos. Você pode abandonar isso, pode abandonar todo o condicionamento. Tudo que eles fizeram, você pode eliminar, pois no cerne mais profundo sua consciência permanece sempre livre.

... Ninguém deseja assumir a responsabilidade, pois ela machuca. Só de perceber: "Sou a causa de minha infelicidade", machuca muito. Se alguém mais é a causa, a pessoa pode aceitá-la, a pessoa é impotente. Mas se eu sou a causa de minha infelicidade, isso machuca, vai contra o ego, contra o orgulho.

Ninguém é responsável, exceto você. Esta é uma das verdades mais difíceis de aceitar, porém, quando você a aceita, ela traz grande liberdade e cria grande espaço pois, com isso, uma outra possibilidade imediatamente se abre: "Se eu sou responsável, então posso mudar. Se eu não for responsável, como posso mudar? Se eu próprio estou fazendo isso, então isso machuca, mas também traz uma nova possibilidade - posso parar de me ferir, posso parar de ser infeliz".

... Natural é aquilo que lhe foi dado como uma dádiva -uma dádiva do todo. O artificial é aquilo que você criou— por ensinamentos, escrituras, caráter, moralidade. O artificial é aquilo que você impôs sobre o natural, o dado. O natural é de Deus, o artificial é de você mesmo. Tire tudo que você impôs sobre você mesmo, e Deus explodirá em mil flores em seu ser.
Alguém pergunta a Jesus: "Qual é a sua mensagem fundamental?". E ele responde: "Pergunte ao peixe, à ave e à flor".
O que ele quer dizer com isso? Ele está dizendo: Pergunte à natureza!

Minha mensagem é: Permita que a natureza tome posse de você... Não crie nenhum tipo de personalidade; todas as personalidades são falsas. Não seja uma personalidade. Então, lentamente você perceberá algo surgindo do cerne mais profundo do seu ser. Isso é natureza, e sua fragrância é notável; ela é boa, jamais ruim. E ela não é cultivada, de maneira nenhuma. Daí ela não ter qualquer tensão em si, nenhuma ansiedade; você não precisa mantê-la.

A verdade não precisa ser mantida. Somente mentiras precisam ser arranjadas, mantidas, precisam muito cuidado e manutenção; e ainda assim elas são mentiras e nunca se tornam verdades. E somente a verdade liberta.
... Ninguém pode fazer você natural - Deus já fez isso. O problema não é aprender a ser natural, mas como desaprender o artificial.

OSHO – do livro “Vá com calma”.




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Sobre o autor
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Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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